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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Edadilibisnes ou Sensibilidade ?




A percepção do significado de palavras, atitudes ou comportamentos vai do grau de sensibilidade de cada um.
Sim, estou falando de sensibilidade

No dicionário, essa palavra significa:

"Propriedade de reação dos organismos aos estímulos externos ou internos: sensibilidade cutânea; sensibilidade moral. Tendência, disposição a ser dominado pelas impressões, sentimentos, emoções; impressionabilidade, suscetibilidade. Qualidade de um instrumento que acusa as mínimas variações de quantidade ou intensidade: a sensibilidade de uma balança; a sensibilidade fotográfica de um filme."

Sem adentrar muito, o significado dela é mais do que claro. O que observo é que no dia-a-dia ela só existe em teoria, em compartilhamentos, em super bem escritas declarações de amor, amizade e blá-blá-blá que se encontra por aí.

Já dizia uma conhecida frase de Madre Teresa de Calcutá: "Seja fiel nas pequenas coisas porque é nelas que mora a sua força"

Será que eu sou o único - entre tão poucos - que consegue observar ou as pessoas fingem que sabem disso, mas na prática não exercem esse sentimento?

Portanto, sem melodramas. Em uma sociedade onde o individual é mais importante que o coletivo fica óbvio para todos descerem a ladeira de uma solidão programada, tendo os eventos como válvula de escape para se criar desculpas para estar em companhias por comodismo forçado. O simples fato de se importar - seja com um pequeno gesto - que cause respeito e consideração ao outro - faria tanta diferença aos corações que querem somente um lugarzinho pra chamar de seu.

Sim, a distância faz com que esse sentimento seja mais fácil de externalizá-lo, pois não há compromisso físico de fazer algo, apenas o moral, e apenas de forma mecânica. Perdeu-se a coragem de demonstrar o que se sente, seja em forma de crítica ou de elogio, de torcer a favor ou alertar de riscos. 

Será que é preciso jogar na cara para mostrar que é preciso atenção? A elegância/discrição/razão me diz que não, a emoção/verdade/vontade me diz que sim.

Mas é melhor cada um cuidar de si, já que se perder tempo e se cansar pra nenhum resultado não vai fazer efeito. Pior, vai causar mais decepções.

É cada um por si, infelizmente.
Sigamos, cada um com a sua "sensibilidade".

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mais um ciclo...




Esse garoto apareceu numa época em que a disco music começava a dominar o mundo com o grupo ABBA, a ditadura militar ainda era a lei no Brasil, Elvis Presley partiria em poucos meses e Elis Regina era a voz da música popular brasileira. As fotos tinham um ar real que o Instagram reproduz digitalmente, e o ainda desconhecido Star Wars iria estrear em poucos dias. Mesmo assim ele quis entrar naquele mundo louco sem saber o que seria e faria de sua vida, quase o final dos anos 70. 

Nos anos 80, sua infância foi comum, como a de muitos que moraram em cidades pequenas, com ruas de tijolos e vizinhos que eram como se fossem uma família. Tudo de uma simplicidade, mas havia um certo conforto, pois nunca lhe faltou nada, pelo menos do necessário, e podendo usufruir do supérfluo quando merecido. Fez amigos na escola que são seus queridos até o presente, embora que a vida adulta tenha feito cada um seguir um caminho distinto, mas mesmo o carinho e afeto continuam inabalados.

Os anos 90 foi a década de descobrimentos, do primeiro amor real e não correspondido, das memoráveis baladas, de agregar novas amizades que também durariam toda a sua existência, da firmação como pessoa, das experiências, dos ganhos e das perdas. Aliás, talvez a sua maior perda tenha ficado naquela década. Ele guarda saudades. As vezes se sente injustiçado pelo porto seguro que lhe foi tirado, mas segue em frente, já que não dá pra voltar ao passado e tentar fazer diferente.

A primeira década do século 21 foi de mudanças e reviravoltas. Largou tudo e foi se aventurar em terras distantes. Aprendeu muito, mas teve que voltar para o seu habitat natural. Talvez por ironia do destino e contra sua vontade, tomou a decisão que, inconscientemente, foi certa pra ele, abrindo mão de possíveis oportunidades e sem arrependimentos posteriores. Aprimorou seus conhecimentos profissionais e teve a certeza de que a música, a fotografia e a escrita seriam suas grandes paixões, mesmo que ainda não consiga viver somente desses prazeres. Conheceu um amor.

A segunda década do novo século chegou com uma 'puxada de tapete' daquelas, onde ele teve que rever valores, prioridades, necessidades e orgulhos. Conheceu gente nova, reencontrou grandes amigos, aprimorou mais ainda os seus conhecimentos, ganhou experiências profissionais extraordinárias e algumas bem curiosas.

A vida ainda não é do jeito que queria, mas ele tenta ser do jeito que gostaria ela fosse. Querer nem sempre é poder, mas desejar de coração pode ter uma energia muito forte e, quem sabe, até fazer as coisas acontecerem. Hoje, em 22 de maio, esse guri da década de 70 está iniciando mais um ciclo de vida, onde o destino fará (e ainda faz) com que ele amadureça e ganhe mais e mais experiências. Tomara. Eu torço pra que ele seja feliz, que seja menos carrancudo e que não feche o coração por conta das intempéries da vida. 

Continue vivendo com suas músicas, que te acalmam e inspiram. Com suas leituras que te encaminham para o futuro, com suas ideias e sonhos... e com sua família e amigos ao seu lado. 

Ah, uma coisa: Ele tinha que nascer nesse dia mundial do abraço, pois ele gosta de verdade disso.

Feliz Aniversário, Paulo!



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