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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Desencontros da Tecnologia



Antes de virarmos reféns da tecnologia, o tempo parecia passar mais devagar. Não havia a necessidade estarmos 100% reféns de celulares - sou réu confesso, mas me policiando um pouco a cada dia - e também tem aquele que quer estar em todas as baladas para "ser o tal" (já me livrei disso, ufa!) - muitas vezes se embriagando além da conta, ou mesmo se trancar em casa pra fazer maratona do "seriado preferido"  - as vezes eu faço maratonas sozinho, tá! 

Em outros tempos, tínhamos uma certa praticidade, era apenas combinar de se encontrar, jogar conversar fora, celebrando a vida e o prazer de estar junto, ou seja, de cultivar a amizade pessoalmente. Claro, também as vezes nas baladas, pois valia a pena dançar como se não houvesse amanhã, mas sem a necessidade de exibicionismo de falsas ostentações.

Penso que eu talvez seja um pouco saudosista, mas reconheço alguns bons benefícios da vida tecnológica e virtual - são inúmeros. Contudo, nada vai nos dar mais prazer do que uma interação olho no olho e o som da voz soando naturalmente, não vinda de alto-falante ou videochamada.

Desculpe, sou das antigas.

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sábado, 16 de julho de 2016

A imposição do medo






Sempre vejo, em várias situações do nosso cotidiano, mães, irmãos mais velhos, avós ou até amiguinhos mais espertos (?) usarem uma chantagem que – hoje – eu não vejo a menor graça, principalmente pela função que ela se propõe às crianças.

Vamos aos exemplos:

“Eu tô indo embora, se você não vier, vai ficar sozinho aí!”
“Sai daí, senão o bicho vai te pegar!”
“Fica aí pra você ver só o que acontece!”

Já ouvi e já presenciei tanto isso que hoje eu percebo o quanto esse comportamento pode afetar o intelecto e até a personalidade de uma criança. A imposição pelo medo – do perigo de ser atacado por alguém/algo ou de ser abandonado – não é legal. Pode parecer bobo, mas não é.

Não tô aqui querendo falar de pesquisa científica ou citar trechos psicopedagógicos. Apenas vim trazer esse assunto para ser pensado. Será que não é bom ficar/estar sozinho? Por que não? E se o bicho que aparecer for dócil e amigável? Por que não esperar pra ver realmente o que acontece?

Claro, há situações e situações. Mas no geral, pessoas, essas 'frases' são usadas como uma forma de burlar o que deveria ser dito de verdade, com seriedade, atenção e tratando a criança como um ser que, mesmo sem a maturidade devida, possa raciocinar sim, por mais que o universo dela seja fantasioso.

Não, eu não tenho filho e ainda não faz parte dos meus planos. Mas sinceramente, se eu tivesse, iria me policiar muito para não cair nos erros grotescos de uma criação baseada no medo, na chantagem e na cobrança exagerada.

Aquela máxima do “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você” é sempre bom ser relembrada. As vezes alguns traumas vêm da infância e nem sempre são corretamente tratados e/ou resolvidos. Reflitam.

Bom, era o que eu tinha pra dizer.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

...de cara limpa?



De onde se tem notícia, o homem sempre gostou de pinturas pelo corpo. Seja somente no rosto, seja no corpo inteiro. Segundo pesquisas, só o "homem das cavernas" que não se pintava, mas deixava marcas nas paredes das grutas contando as histórias da sua época. Mas do início da idade cristã até a presente data, passamos por gerações de mascarados dos mais diversos tipos.

Ja tivemos a era dos homens com pó branco no rosto e peruca, o que simbolizava status, alta estirpe, e os camponeses (a plebe em geral) não tinha acesso a essas mutações.

Ja passamos também por eras em que os indianos eram o povo que sabia encantar a todos pelas pinturas e penduricalhos exageradamente coloridos pelo corpo.

Depois encontramos os índios das américas, sendo que na parte norte, haviam pinturas mais discretas e vestimentas para proteção no frio. Enquanto que aqui na América do Sul, os desnudos e desavergonhados nativos com corpos e rostos pintados com os mais variados pigmentos extraídos das frutas e folhas.

Depois veio a inquisição com seu conservadorismo, proibindo tudo e a todos de quaisquer atos ou comportamentos fora do que se dizia certo.

E na nossa era contemporânea, desde os anos 20 mais ou menos, temos inúmeras formas de pinturas pelo rosto e corpo, sendo que ficou apenas "permitido às mulheres", uma vez que isso prejudicava a masculinidade do homem, caso ele "desconfigurasse" o rosto com algum tipo de pó ou pigmento.

Hoje, com a diversidade em alta, mesmo sem a tolerância necessária, alguns homens (homossexuais ou não) estão adeptos à saúde do corpo e da pele - principalmente do rosto - quase que diariamente. Sendo que muitos deles - os hoje chamados metrosexuais - se importam com a aparência e procuram estar sempre em dia com uma cara boa. rsrsrs

Embora tenha falado das pinturas nos homens (e mulheres), penso que cada um é dono de si e responsável pelo seus atos. Então, quem quiser pintar-a-cara, seja para protesto na rua, seja para ficar bem na foto durante a balada, tá valendo.

Ridículo/engraçado?
Só se forem os outros, que não têm criatividade de encarar ou enfrentar.
Bem... eu sei lá! Só sei que é uma necessiadade do ser humano em aparecer,
em ser notado pelas pessoas.


Não é campanha de nada e para nada, viu gente!

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domingo, 17 de novembro de 2013

Aprecie o que não pode ser seu






Certas belezas existem apenas para serem apreciadas.
 


O belo é quase sempre desejável, mas nem sempre conquistado.


O que frustra, muitas vezes, é o fato de não tê-lo como posse.
 


Por isso reafirmo: nesses casos, apreciar é muito melhor.
 


Assim, de alguma forma, você sempre vai tê-lo.


Mesmo se seja apenas para contemplá-lo.


Aprenda a apreciar o que não pode ser seu.


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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Se você fosse legal...






Se você fosse legal, não reclamaria muito, não amargaria tanto, choraria menos.

Se você fosse legal, seria sempre lembrado naquelas horas despretensiosas e bem divertidas.

Se você fosse legal, seria acordado na madrugada por aqueles que sentem sua falta e que foram te buscar, pois queriam sua companhia de qualquer jeito.

Se você fosse legal, seu sorriso não seria tão bem ensaiado que até convence quem realmente não o conhece.

Se você fosse legal, acordaria saudando o dia e agradecendo por estar vivo, com saúde e que tem um propósito na vida: crescer.

Se você fosse legal, não estaria sozinho em casa pensando na vida e sem coragem de produzir algo, ler um livro, seja o que for.

Se você fosse legal, a vida seria mais legal ainda.

Se você fosse legal.

Se você fosse.

Se você...

Se...

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Conquiste... ou seja conquistado!




Desejar... 

As vezes desejamos algo que vem assim do nada, quando este nos encanta sem motivo (tem motivo sim, não sejamos hipócritas), e que queremos obter de alguma forma ou de outra. Isso não acontece somente com roupas, sapatos, comidas, viagens e carros de luxo. Por mais que alguns itens materiais sejam difíceis – difíceis, não impossíveis - de serem adquiridos, um deles, que não foi citado, faz o jogo do desejar – não de posse, mas de conquista – ser diferente, especial e excitante. Sim, estou falando da conquista.

Conquista...

Palavra interessante que remete ao jogo. E todos nós gostamos de jogar. Mas sabemos de verdade conquistar algo ou alguém? Alguns até têm o dom. Mas não vim fazer a lista do que deve ou não ser feito, pois não sou mestre nessa arte que invejo (sim) quem tem essa habilidade de aproximação. Aqui não é a revista Marie-Claire!

Quando o desejo vem, a vontade de conquistar praticamente segue junto. Em tese, quando é algo material, se estamos em condições financeiras para adquiri-lo, o resultado é satisfatório. Ok. Agora, pessoas em sua maioria não se vendem. Não vejo prazer em comprar atenção, e também não é o foco do que estou escrevendo. Desejar algo para si pode ser muito prazeroso, mas envolve estratégia para um resultado positivo. Não criar expectativas é um passo importante. Sei disso por experiência própria.

Dizem os místicos que o universo conspira a favor - ou até contra. Eu penso que a gente tem que dar um empurrãozinho no destino. Falo de novo por experiência própria. Não é vencer pelo cansado, não insistir como aquela criança que se joga no chão do supermercado aos berros querendo o chocolate. Mas observar sempre o campo do jogo para saber aonde chegar, o que falar e, claro, fazer sua parte. Tudo isso é uma forma de conquista.

Admiro quem saiba chegar e iniciar uma boa conversa despretensiosamente. Muitos destes quase sempre saem com um novo amigo, uma nova amiga ou um possível relacionamento, flerte, sei-lá-o-quê.

Só vim aqui, leitores, deixar exposto que a conquista é uma arte. A minha singela sugestão é: “observe quem você realmente quer conquistar”. Arrisque-se, mas tenha em mente que nem tudo é da forma como gostaríamos que fosse. Somos responsáveis pelo nosso destino, e por isso temos que dar a direção certa pra ele.

Conquiste... ou seja conquistado!

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Noites de Outono




Eu te conheci despretensiosamente, como uma chuva de final de tarde que veio amenizar o calor de uma primavera tropical, colorindo as folhas e flores.  E aos poucos teu olhar e sorriso tímido me deixaram curioso em descobrir o que tinha mais naquela figura até então nova pra mim.

Sem perceber eu te desejei, mesmo achando que não seria intenso. Mas me enganei. Foi intenso, mesmo sem ter tido a oportunidade de experimentar. Mas tenho certeza que não foi platônico.

Eu te olhei com todo o carinho que pude expressar, mas você não conseguiu enxergar, e por medo se afastou. Eu te planejei no meu mais singelo futuro, até nos planos que ainda nem tinha feito. E os sonhos que tive se vão a cada manhã, quando preciso levantar para seguir na vida real lá fora.

E hoje eu te vejo aqui, alí, acolá... às vezes longe nos meus pensamentos, às vezes perto demais, me fazendo agir como um jovem inexperiente em situações afins.

Não vou mais te abordar. Eu já tentei, não tive sucesso.
Então ficarei te olhando de longe, de canto de olho, como se eu não estivesse atento aos seus movimentos.

Entretanto, eu ainda estou aqui, fingindo não me importar, vivendo com a rotina fria de um coração que não tem mais aquela esperança adolescente. Mesmo que sua imagem ainda venha em meus pensamentos, vou procurar guardá-la num cantinho onde não mais perturbe minha mente.

Talvez eu ainda te queira. Talvez.

Contudo, o tempo irá resolver essa questão do talvez e acalmar qualquer resquício de aflição ainda pendente por não ter tido aquelas oportunidades tão sonhadas, tão desejadas... por medo seu!

E quando toda essa tempestade se for e apenas restar uma fria brisa de outono, hei de fato conseguir te olhar de frente e dizer que eu te dei uma chance, mas você escolheu não tentar.

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domingo, 1 de abril de 2012

Você tem medo de quê?





O medo de alguns muitas vezes impede a felicidade de outros...
 

Na verdade, todos são carentes, mas têm medo de arriscar. Daí usam a arrogância para mostrar insatisfação e desdém, quando no fundo queriam ter os mesmos momentos felizes, deixando de expectadores dos momentos dos outros para se tornarem protagonistas de suas próprias vidas. 

Mas ainda continuam com medo..

Querem o corpo perfeito, o olhar sedutor, o sexo inesquecível...
E continuam dormindo sozinhos, tendo o travesseiro como seu confidente e absorvente de lágrimas.


Quando quero eu arrisco sim, por que não?


Não existe "o grande amor da sua vida". Para mim existem amores e recordações.
Posso sim amar quantas vezes eu quiser, pois cada amor terá sua valia, sua importância, sua intensidade. Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.


Enquanto o 'amor' não reaparece em forma física, com aquele olhar que me desperte um completo desejo somado ao friozinho no estômago, mas que não necessariamente tenha o corpo perfeito, eu vou me divertindo sozinho ou com as companhias que me são agradáveis nos momentos que eu me permitir, seja qual for a situação feliz, sejam quais forem as companhias.

Até porque encotramos a felicidade também na companhia de amigos. 

...né?
Então...


Se você tem medo, continue na sua vidinha virtual, invejando os que são felizes e não têm receio de demonstrar isso.


Tudo é uma questão de escolha. 
Mas não se precipite, apenas sinta o momento certo.

Quando será? 

Você vai saber.

Só quem se arrisca é livre!


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terça-feira, 6 de março de 2012

Up & Down




Talvez seja pessoal.. ou apenas devaneios.

Devaneios.
Essa palavra sempre me acompanhando.
Provavelmente por eu gostar de falar algumas coisas que vêm na minha cabeça. 

O blog também existe pra isso!

Ultimamente tenho pensado muito sobre o que tenho feito na vida, o que quero pra mim, as dificuldades que passo (como qualquer pessoa comum) e os sonhos que não deixo de ter.

Passar por uma fase ruim nos faz crescer. É clichê, mas realmente a gente precisa estar no poço, não necessariamente no fundo dele. E alí todos os seus medos vêm à tona, suas vontades frustradas, seus choros, desesperos... onde parece que falta pouco para o fim de tudo, sem saída, sem esperança, sem sorrisos.

O fato de estar e realmente se sentir isolado, tendo total certeza que é você e somente você te faz olhar ao seu redor de uma forma mais crítica. Claro, depois de você ter esgotado e isolado os sentimentos que te fizeram estar nessa situação.

É dramático? Talvez...

Contudo, é uma experiência única e completamente singular, onde cada um age da forma que bem entender. Eu sei da minha e não vem ao caso entrar nos detalhes sórdidos.

Aonde eu quero chegar? 

Sinceramente?

Talvez a resposta se resuma em apenas uma frase singela e tão citada por tantos outros sentimentais:

Eu quero um porto seguro! 
Em todos os sentidos.


Parafraseando um amigo querido:

"Quero saber de um outro lugar onde o viver tenha tempo pra sonhar..."


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