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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Aquela varanda






Aquela varanda era tão pequena, mas tinha um acolhimento do tamanho que fosse possível.

Ela presenciou festas, risos, choros, piadas, cervejas, paqueras, beijos, brincadeiras e desentendimentos.

Aquela varanda já foi de muretas charmosas, portão baixo e cadeiras de embalo feitas de cipó. 

Também teve grades vermelhas que subiam até o teto e um singelo banco de madeira em sua lateral para acolher seus visitantes.

Aquela varanda tinha um lustre simples, com luz quente, que iluminou tantos rostos e feições.

Ela foi abrigo para dias chuvosos, serviu de cantinho para refeições solidárias, como também para horas de desabafos, guardando todos os segredos sem perguntar por quê.

Aquela varanda, tão pequena, por vezes insignificante, teve seu enorme papel na história de muita gente.

Ela já foi palco de declarações de amor, de abraços de boas vindas e de acenos de despedidas.

Aquela varanda foi da casa que eu cresci. Casa que foi construída por uma família simples, batalhadora, com qualidades e defeitos como tantas outras. Eles a preservaram até os últimos dias de suas vidas.

Aquela varanda sobreviveu a tantos altos e baixos... Hoje ela não existe mais, somente em minha memória e na de muitos e muitas que passaram por ela e deixaram um pouquinho de suas histórias.

Saudades daquela varanda.

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sábado, 5 de abril de 2014

Observe à sua volta



Já dizia a letra: "Não quero dinheiro, só quero amar..."

Ah, sem essa!
Amor não enche barriga... ops... dependendo do não uso do preservativo, até que sim. Mas convenhamos, não tem essa de "viver de amor". Amor não paga conta de luz, feira, transporte, etecétera. Fazer as coisas (não to falando de sexo) com amor é mara!

Mas nem sempre fazemos ou trabalhamos no que realmente gostamos. Quisera eu... mas hei de conseguir!
O amor de filme, de novela, de seriado é sempre o mesmo, seguindo alguns caminhos diferentes, mas o resultado é quase sempre o mesmo: o final feliz. Não que não goste, mas aprecio e muitas vezes me surpreendo com finais não-felizes, pois mostram pra nós que quase sempre na nossa vida real o buraco é mais embaixo. Em resumo, o final feliz não existe, pois no final de tudo a gente morre, não é mesmo?

Por isso que aproveito os momentos bons que a vida me oferece, pois felicidade plena pra mim não existe, amor pleno pode até ser que exista. Não sei. Bom, sei que amo as pessoas próximas de mim - e elas sabem disso, mas não sei se essa plenitude existe. Só sei que o sentimento é sincero.


Também não preciso 'gritar pra todo mundo ouvir' [baixou o Roupa Nova aqui]. Nada mais justo do que demonstrar com pequenas ações, embora as grandes também contam, pois eu adoraria ganhar uma viagem à Europa.


Só quero dizer a você que está lendo aqui pense um pouco e relacione o que é bom pra você, quais as pessoas que realmente importam. Conhecer muita gente é legal sim, mas os leais companheiros são poucos. Não que isso o torne egoista ou faça seu grupo ser uma panela com lacre inviolável, mas
preste atenção nas pessoas. Tem muita gente com o coração bom e com muito amor sincero pra compartilhar [de novo, não to falando de sexo] com você. 

Ah! Também não precisa ficar sorrindo pra todo mundo como se fosse a alegria em pessoa! Ninguém é feliz o tempo todo. Só observe e filtre.


"
Ontem eu queria tudo o que meus sonhos pudessem me mostrar
Hoje quero o que penso ser melhor pra mim.

Amanhã vou continuar querendo, mesmo assim."

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sexta-feira, 28 de março de 2014

O Trem



Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão, prontas para ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
 
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
 
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá 

O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? 
Sim. Deixar as pessoas que estimo viajando nele sozinhas será muito triste.
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.
 
E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem as pessoas.
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem sairá?
 
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar. 

É muito bom perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". 

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terça-feira, 22 de maio de 2012

O que o tempo fez comigo?



 
O QUE O TEMPO FEZ COMIGO?

Hoje me sento em frente ao espelho e contemplo as marcas que adquiri lentamente, a cada sorriso, a cada choro, a cada instante vivido. Não vejo mais o rosto de uma criança, nem o de um adolescente, mas também não vejo o de um velho. Vejo simplesmente a mim, sem uma idade, sem uma feição etária, apenas a minha figura, mutável – inevitavelmente mutável.

Quando vigio meus
  traços no espelho, percebo que inútil seria buscar o rosto de outrora, pois nós sempre temos o rosto de agora. Só as fotografias guardam tão específico momento. Nossa memória tenta embalde manter vivas as imagens que já possuímos, mas o que nos resta é o rosto de agora, as feições do hoje, o próprio hoje estampado em olhos e lábios e nariz e rugas e marcas e tudo.

Mas fora o aspecto físico, retrato da vida vivida de fato, reflito os atos de hoje e os de antes. E tudo é tão distinto também porque o ser humano nunca age da mesma forma. Na verdade, o ser humano é sempre outro a cada instante, porque a cada instante nós adquirimos ou perdermos algo, o que inevitavelmente nos faz outro. Hoje sou outro, não sou mais o de outrora.

O que o tempo fez comigo? Pergunto-me mediante a turbulência da vida que passa displicentemente sob seus olhos. As respostas vêm-me em embaraçoso vendaval de vivências, de aprendizados, de erros, de tudo que me faz esse hoje. O tempo me fez aprender a dosar as paixões, a sopesar os medos, as angústias, as ansiedades. Permitiu-me ele, em sua quase infinita bondade, aprender com os erros para não repeti-los, sem, contudo, impedir-me de errar mais. Errar é tão fundamental quanto acertar. Ensinou-me a enxergar melhor as pessoas, entendê-las e compreendê-las também; ensinou-me também a calar, porque às vezes é preciso deixar o silêncio responder.

O tempo me fez forte, mas não apagou as minhas fragilidades – talvez algumas. Ser frágil também é necessário, faz-me também forte. O tempo fez-me querer ficar só em vários momentos, mas não me fez autossuficiente para eu querer ser sempre só. Talvez me tenha ele feito aprender a viver só, com a minha solidão, que é quando eu reflito sobre a companhia das pessoas. O tempo ajudou-me a aceitar as perdas, mas a lutar para não perder. Ele me fez correr atrás do que me desperta interesse, mas me ensinou a não viver de esperanças, mesmo sem tê-las matado em mim.

O tempo só fez com que eu fosse escrevendo as páginas de mim mesmo, como seu fosse – e talvez eu seja – um livro em processo de criação. Todos somos isso. Um livro sem fim definido, apenas com um fim sabido ser fim. Por isso o tempo me ensinou que às vezes precisamos ser personagens para deixarmos de ser nós mesmos e paradoxalmente sermos ainda mais nós mesmos. O tempo me ensinou a fingir sem perder a ternura da verdade; a sorrir sem perder o milagre da lágrima; a gritar sem perder a melodia do silêncio.

O que o tempo fez comigo? 
O tempo apenas fez-me, mais nada. 
Mais nada.



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Escrito por um grande amigo e também ecritor, 
Professor Sérgio Santos.
Me encaixei tanto nas palavras desse texto 
que resolvi eternizar aqui no blog, 
compartilhando com vocês, 
numa data muito importante pra mim.



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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

...f...r...i...o...




Tem coisa mais gostosa que um clima ameno, frio?
Há quem venere o sol. Tá, eu entendo... sol é benéfico para a natureza, os animais, para secar as roupas, fonte da vida, blá blá blá...

Mas eu não nasci para ficar exposto ao sol e calor. Cresci e ainda vivo numa região tropical úmida, onde o calor é intenso o ano inteiro, mesmo no período chuvoso. Agora, na estiagem, o clima fica seco, ocorre queimadas clandestinas na cidade e nas zonas rurais, onde a fumaça toma seu espaço no céu, modificando a coloração do sol no final da tarde... abafa tudo!

Clima ameno, ora sol fraquinho, ora nublado, ou o tempo fechado mesmo com aquele vento friozinho batendo no rosto.. é mara! No frio é melhor pra dormir, pra fazer amor [ou sexo mesmo], pra trabahar, sair com os amigos, com a pessoa amada, para caminhar, se vestir melhor, enfim... muita coisa pode se fazer no frio, uma vez que cansamos menos e não temos o perigo de suar. Claro, tem o lado negativo -> sair do banho ou acordar cedo. Ninguém merece.

Com o aquecimento global, as frentes frias não chegam mais com tanta força para permanecer por alguns dias aqui an região oeste do país. Antigamente tínhamos perídos de uma, duas, até três semanas com frio direto, temperatura em torno de 22° durante o dia e 15° à noite - com algumas baixas de 12° a 6°. Hoje até temos essas baixas de 15° a 12°, mas por no máximo 72 horas. Felizmente ainda temos esse pequeno perído, pois ainda dá pra curtir uma temperatura gostosa - ruim pra quem não tem.

Aos que gostam do frio, que curtam com os seus agasalhos prefefiros, sem esquecer aquele cachecol fashion. Já pra quem curte calor, que se derreta ao sol e se banhe com filtro solar pra não ganhar aquele básico câncer de pele ou manchas. Poderia citar outros tantos motivos sobre como apreciar o frio, mas deixo para vocês usarem sua imaginação - ou não!

Por hoje é só!

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Porque prefiro a noite.



A noite tem mistérios, é instigante, atraente, lúdica, envolvente, ardente, tranquilizante e surpreendente. Colocaria mais adjetivos, mas iria cansar até pra mim.

Gosto da noite pois não tem sol... dããã, que descoberta! Mas veja só: o sol queima a pele e não sou obrigado a ficar melecado de filtro solar. Na noite é diferente. Ela tem um clima mais ameno, tem o ar de mistério, do que pode vir a acontecer, de bom ou ruim... eu torço pelo bom, CLARO!

A noite cansa menos minha vista... pra um astigmático e hipermetrópico como eu a noite só descansa meus olhos... o chato são os faróis dos carros, mas nada que um óculos com lentes amarelas para quebrarem o excesso de claridade desses faróis.

Já diz a frase "na noite todos os gatos são pardos"... bem escrito, pois nela não podemos ver as imperfeições externas das pessoas, principalmente na pele - salvo nao vendo perto demais. Na noite as pessoas procuram se vestir para se mostrarem. Não há quem se vista pra si, sempre tem um motivo: causar! Voltando à pele... na noite, seja branco, pardo, amarelo ou negro, nela você é apenas mais um(a) gato(a) solto(a). Adoro felinos, pois são notívagos.

O crepúsculo [pós pôr-do-sol] é o período mais interessante da chegada da noite... pois nele ainda não se define dia, nem noite. Detalhe: ruim é dirigir nessa hora, pois as cores não são definidas e tudo vira "burro quando foge" turvando a qualidade da imagem refletida em nossos olhos. rsrsrs... Mesmo assim é fantástico apreciar o céu nessa hora. Fora do carro, de preferência.

Há dois horários místicos na noite: meia-noite [a vidada da data] e três da manhã. Ninguém comemora Natal e Reveillon ao meio dia, muito menos uma serenata de aniversário/namoro é feita nesse horário, rá! Na meia noite acontece a transformação, a renovação ou simplesmente o início de algo, seja até mesmo o início da balada. Já o horário das três horas, segundo os místicos, é a hora mais energizada da noite/madrugada, onde os espíritos estão em todas as partes, usando suas energias para o bem ou para o mal. Pé-de-pato-bangalô-três-vezes!

Quando estamos cansados, a noite é a melhor companheira para um bom descanso, seja com míseras 4 horas de sono - as vezes comigo, até 10/12 horas diretas relaxando num transe profundo. Mas eu digo... 4 horas de sono ninguém merece, é muito pouco! Não há sono melhor do que o da noite, nem a siesta mais relaxante numa tarde ventilada se iguala.

As baladas têm mais sentido na noite... a música alta, os jogos de luzes, gente produzida, enfim. Não condeno as raves, pois também são baladas que começam na noite, ou num crepúsculo, atravessam a madrugada e seguem durante o dia. É na noite que as baladas acontecem.

Na noite temos a Lua, que por si só dispensa comentários. O sol não tem quatro fases, nem infuencia as marés. Não questiono seu valor em nossa vida, pois é nossa fonte de energia para nos manter vivos, mas aqui a noite é a protagonista do texto.

As plantas que se mostram na noite, os animais que caçam na noite, os filmes que apresentam grandes histórias, geralmente à noite, as "estrelas cadentes", os planetas, o infinito...

Esses e outros tantos fatores são alguns dos inúmeros motivos que me fazem admirar a noite.

Tá bom... ?


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

dOiS MiL e NoVe




Me despeço de 2008 com um trecho da letra de uma música muito boa...


"Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
E o impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente..."



[Frejat - Túnel do Tempo]

[download]



A gente se encontra em 2009 !!



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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fim de Ano



Compromissos de final de ano são quase sempre puxados. 13º salário chegando [e saindo], presente pra cá, presente pra lá e contas, contas e mais contas a acertar. Prepare-se!

Esse consumismo forçado para alegrar corações que anseiam por algo material para confortá-los. A Coca-Cola mesmo é uma das responsáveis por isso, mudando a cor da roupa do bom velhinho Santa Claus, colocando a sua marca disfarçada na cor vermelha. O mais interessante é a loucura criada para que essa “magia” perpetue. Na infância, acreditei em Papai Noel até desconfiar da dificuldade dele em entrar na minha casa pra deixar o presente. Como seria isso se não tinha chaminé? Pelo ralo da pia que não iria ser. Meu pai abriria a porta pra ele? É... desconfiei bem cedo disso e o sonho acabou. O mais difícil de ter acreditado nessa fantasia era que: como um velho que não morre consegue dar conta de entregar presentes no mundo inteiro num trenó puxado por seis ou oito veados, ops, renas... e tudo isso numa única noite? Há há! E ainda ter uma fábrica com empregados anões que passam o ano inteiro trabalhando, sem férias, sem família, num frio danado? [to viajando horrores!]

Pois é, voltando pra Terra...

Quisera é ter festejado meu Natal assistindo ao show da Madonna. E não é que ela terminou a turnê grudenta e doce (Sticky & Sweet) aqui nas plagas tupiniquins, melhor dizendo, lá no Brasil? Mesmo ela nem sabendo da minha existência eu queria ter ido, se pude$$e.

Então, voltando ao Natal sem as fantasias...

Vem peru, tender, chester (que eu não sei o que é e nunca vi um vivo!), reunião de família, aquele falatório, as tias fofoqueiras querendo saber da sua vida, enfim, aquela loucura toda com um toque sutil de falsidade de alguns e o compromisso de firmar os laços familiares da grande maioria. Afinal, família é uma fábrica de loucos!

Já passei o Natal das mais diversas formas. Desde uma ceia básica com os amigos (todos longe de suas famílias) ou passando pelas experiências de ficar esperando até a meia-noite para comer aquela comida fria, as vezes sem gosto. Fala sério! Se o peru, tender, chester ou sei lá qual ave[?] for, não estiver bem temperada, é como comer isopor.

E a festa de firma/empresa? Também chamada de “confraternização”, aquela farra “bancada” pela empresa, gente aproveitando da comida e da bebida no desespero, como se fosse o último dia de vida. Quem já participou, sabe da missa de trás pra frente. Melhor nem adentrar no assunto.

Despesas, gastos, a festa perfeita[?] do Natal... tá, passou. Uma semana depois, mais festa: Reveillon*! Quem mora em região litorânea tem a chance de ver a queima de fogos na praia, pular as sete ondas, etc e tal. Quem mora em outras regiões se vira como pode, vendo a queima de fogos na praça, no lago, na orla fluvial (rsrs). Depois desse ritual, fica à critério: bares, boates, botecos, festas privé, sex, drugs and e-music e tudo o que a imaginação puder criar e o bolso permitir. Também já tive Reveillons dos mais diversos: contemplando a queima de fogos na praia de Copacabana [RJ]; com os amigos numa chácara, celebrando a amizade, brindando com champagne em volta da piscina... ou até sozinho, no meu quarto, curtindo minha solidão.

Por mais que a gente tente colocar os pés no chão e perceber que é só mais uma noite, uma virada de ano solar e reinício de mais um ano de luta, ainda acreditando que no ano seguinte a dieta vai dar certo, que o salário vai melhorar, que a tolerância vai ser minha companheira diária, blá, blá, blá...

Tá! É bom pensar que as coisas podem melhorar. Por que não? Por mais pessimista que seja, em virtude de tanta coisa ruim que vemos no nosso dia-a-dia, amanhã pode e vai ser melhor que hoje. Sempre. É bom mentalizar isso... boas energias dão equilíbrio ao corpo. Atire a 138ª pedra quem não tem seus problemas. Cada um tem o fardo que merece. Eu que sei... ô! Renove suas energias, deseje sempre o melhor e seja bom consigo, com seu corpo, com sua mente, com seu coração. Assim você pode ser bom com quem estiver perto de você, seja no Natal, no Reveillon, em qualquer data festiva do ano, ou um dia qualquer. Melhor do que morrer na praia...

Bom final de ano a todos!


*A celebração da passagem de ano é também chamada reveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".

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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente"


"Cortar o Tempo"
Carlos Drummond de Andrade


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