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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Hobbit e suas sensações




Quem me conhece sabe que sou fã das obras do escritor John Ronald Reuel Tolkien e que a trilogia O Senhor dos Anéis é um dos meus filmes favoritos, sem esquecer do livro. Deixando a demagogia de lado, é sim uma história mítica, mágica e envolvente, com riqueza de detalhes que o diretor soube (e as vezes até exagerou um pouco) retratar da forma como Tolkien descrevia nos livros. Sim, o escritor detalhava até os jardins de Isengard em um dos capítulos do livro. Mas o que vem ao caso é a história em si.

Como já perdi as contas das leituras e das vezes que assistiu a trilogia O Senhor dos Anéis e mesmo os 2 primeiros filmes de O Hobbit, pra quem é fã, é sempre uma visão diferente a cada leitura ou visualização. As observações críticas vão ficando mais suaves e mesmo quando me deparei em algumas falhas, elas são irrelevantes, e muitas delas foram explicadas nos dvds de extras da trilogia passada.

A sensação que tive ao ver os créditos subindo e ouvindo a música The Last Goodbye (interpretada pelo ator Billy Boyd, o "Pippin") no filme “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos” fiquei por alguns minutos refletindo sobre tudo: filme, história, mensagens, lições, erros, acertos, enfim... É como se eu tivesse me despedindo de algo que de certa forma foi meu. Sim, meu como fã. Quem é fã se acha um pouco “dono” da história, pois viveu de perto como leitor/expectador toda a aventura, torcendo, rindo, com raiva... e principalmente se emocionando. Sim, são histórias de lutas, de superações, mas com cargas dramáticas bem elaboradas tão bem nos livros, que Peter Jackson soube fazer nossos olhos marejarem várias vezes em seus filmes.

Tecnicamente falando, a produção se esmerou tanto em deixar essa trilogia atual o mais perfeito possível (HD, 3D, etc) que em certas horas parecia mais um vídeo game de última geração do que um filme épico (principalmente a segunda parte:  O Hobbit – A Desolação de Smaug). As batalhas no terceiro filme são envolventes, com algumas pausas que nos fazem respirar e as vezes até perder a respiração. Porém em boa parte achei mais do mesmo – sem grandes surpresas, mesmo já sabendo da história. E olha que nos livros “O Hobbit” e “ O Senhor dos Anéis” elas são contadas com riqueza de detalhes. O diretor cometeu algumas falhas durante a sequência (não vou falar quais - adivinhem vocês), mas que no geral conseguem passar quase que despercebidas. Quase.

Não vim aqui defender com unhas e dentes os livros e os filmes. Vim aqui dizer que, se você gosta de histórias que falam de compromisso, amizade, lealdade, amor, compaixão e também de inveja, ganância e outros males, assista as trilogias com um olhar mais apurado, vivendo a fantasia, mas observando as mensagens que Tolkien deixava subentendidas.

Terra Média, pra mim, é um mundo paralelo que existiu sim. Tolkien trouxe pra nós em forma de palavras e Peter Jackson as transformou em imagens. Vale ler cada página e assistir cada minuto dessa história.

"Eu não direi não chorem, porque afinal nem todas as lágrimas são ruins."
 — Gandalf (O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei)

 

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Edadilibisnes ou Sensibilidade ?




A percepção do significado de palavras, atitudes ou comportamentos vai do grau de sensibilidade de cada um.
Sim, estou falando de sensibilidade. 

No dicionário, essa palavra significa:

"Propriedade de reação dos organismos aos estímulos externos ou internos: sensibilidade cutânea; sensibilidade moral. Tendência, disposição a ser dominado pelas impressões, sentimentos, emoções; impressionabilidade, suscetibilidade. Qualidade de um instrumento que acusa as mínimas variações de quantidade ou intensidade: a sensibilidade de uma balança; a sensibilidade fotográfica de um filme."

Sem adentrar muito, o significado dela é mais do que claro. O que observo é que no dia-a-dia ela só existe em teoria, em compartilhamentos, em super bem escritas declarações de amor, amizade e blá-blá-blá que se encontra por aí.

Já dizia uma conhecida frase de Madre Teresa de Calcutá: "Seja fiel nas pequenas coisas porque é nelas que mora a sua força". 

Será que eu sou o único - entre tão poucos - que consegue observar ou as pessoas fingem que sabem disso, mas na prática não exercem esse sentimento?

Portanto, sem melodramas. Em uma sociedade onde o individual é mais importante que o coletivo fica óbvio para todos descerem a ladeira de uma solidão programada, tendo os eventos como válvula de escape para se criar desculpas para estar em companhias por comodismo forçado. O simples fato de se importar - seja com um pequeno gesto - que cause respeito e consideração ao outro - faria tanta diferença aos corações que querem somente um lugarzinho pra chamar de seu.

Sim, a distância faz com que esse sentimento seja mais fácil de externalizá-lo, pois não há compromisso físico de fazer algo, apenas o moral, e apenas de forma mecânica. Perdeu-se a coragem de demonstrar o que se sente, seja em forma de crítica ou de elogio, de torcer a favor ou alertar de riscos. 

Será que é preciso jogar na cara para mostrar que é preciso atenção? A elegância/discrição/razão me diz que não, a emoção/verdade/vontade me diz que sim.

Mas é melhor cada um cuidar de si, já que se perder tempo e se cansar pra nenhum resultado não vai fazer efeito. Pior, vai causar mais decepções.

É cada um por si, infelizmente.
Sigamos, cada um com a sua "sensibilidade".

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quando sair de cena?







Quase sempre me pergunto isso.
Quando devemos saber a hora de parar, de não dizer, de desistir, de recuar, ou mesmo abrir mão de algo que julgamos ser exclusivamente nosso?

Não venho questionar motivos ou justificativas como religião, crenças, culturas ou criação, que possam vir a influenciar tal atitude. Penso sempre sobre o que isso vai refletir daqui pra frente assim que o fizer. Confesso que já tive que “sair de cena” por medo, outras vezes por imaturidade. E na teimosia também já insisti em ficar no palco, achando que minha vez seria reconhecida... mas não foi.

Sair de cena pode vir a ter seu lado bom, quando você consegue enxergar que será melhor pra você. Mas na maioria das vezes é amargo o gosto de saber que o recuo foi necessário, pois no fundo ainda tínhamos aquela esperança de que poderia ter tido um pouquinho mais de tempo e que teria seu lado positivo.

Abrir mão para que outra pessoa tome o lugar também não é fácil, mesmo que isso custe noites e noites de insônia e travesseiro molhado. Recuar num emprego que talvez te desse uma chance de crescimento também não é fácil. Deixar de dizer algo por questão de princípios ou sei lá... Nem videntes saberiam se tudo isso é válido. Bom, em certas circunstâncias pode até ser que sim, por generosidade, por razões das quais cada um vai saber quando passar por situações afins.

Se isso for uma atitude madura, poucos a têm. Não é fácil desistir de um sonho, de alguém, de uma oportunidade assim do nada. Razões podem existir das mais diversas, porém a decisão final vai ser sempre sua e você só vai saber as consequências depois de ter tomado.

Tá, e depois de tanto blá-blá-blá, eu pergunto:

E você, já precisou sair de cena alguma vez?

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terça-feira, 22 de maio de 2012

O que o tempo fez comigo?



 
O QUE O TEMPO FEZ COMIGO?

Hoje me sento em frente ao espelho e contemplo as marcas que adquiri lentamente, a cada sorriso, a cada choro, a cada instante vivido. Não vejo mais o rosto de uma criança, nem o de um adolescente, mas também não vejo o de um velho. Vejo simplesmente a mim, sem uma idade, sem uma feição etária, apenas a minha figura, mutável – inevitavelmente mutável.

Quando vigio meus
  traços no espelho, percebo que inútil seria buscar o rosto de outrora, pois nós sempre temos o rosto de agora. Só as fotografias guardam tão específico momento. Nossa memória tenta embalde manter vivas as imagens que já possuímos, mas o que nos resta é o rosto de agora, as feições do hoje, o próprio hoje estampado em olhos e lábios e nariz e rugas e marcas e tudo.

Mas fora o aspecto físico, retrato da vida vivida de fato, reflito os atos de hoje e os de antes. E tudo é tão distinto também porque o ser humano nunca age da mesma forma. Na verdade, o ser humano é sempre outro a cada instante, porque a cada instante nós adquirimos ou perdermos algo, o que inevitavelmente nos faz outro. Hoje sou outro, não sou mais o de outrora.

O que o tempo fez comigo? Pergunto-me mediante a turbulência da vida que passa displicentemente sob seus olhos. As respostas vêm-me em embaraçoso vendaval de vivências, de aprendizados, de erros, de tudo que me faz esse hoje. O tempo me fez aprender a dosar as paixões, a sopesar os medos, as angústias, as ansiedades. Permitiu-me ele, em sua quase infinita bondade, aprender com os erros para não repeti-los, sem, contudo, impedir-me de errar mais. Errar é tão fundamental quanto acertar. Ensinou-me a enxergar melhor as pessoas, entendê-las e compreendê-las também; ensinou-me também a calar, porque às vezes é preciso deixar o silêncio responder.

O tempo me fez forte, mas não apagou as minhas fragilidades – talvez algumas. Ser frágil também é necessário, faz-me também forte. O tempo fez-me querer ficar só em vários momentos, mas não me fez autossuficiente para eu querer ser sempre só. Talvez me tenha ele feito aprender a viver só, com a minha solidão, que é quando eu reflito sobre a companhia das pessoas. O tempo ajudou-me a aceitar as perdas, mas a lutar para não perder. Ele me fez correr atrás do que me desperta interesse, mas me ensinou a não viver de esperanças, mesmo sem tê-las matado em mim.

O tempo só fez com que eu fosse escrevendo as páginas de mim mesmo, como seu fosse – e talvez eu seja – um livro em processo de criação. Todos somos isso. Um livro sem fim definido, apenas com um fim sabido ser fim. Por isso o tempo me ensinou que às vezes precisamos ser personagens para deixarmos de ser nós mesmos e paradoxalmente sermos ainda mais nós mesmos. O tempo me ensinou a fingir sem perder a ternura da verdade; a sorrir sem perder o milagre da lágrima; a gritar sem perder a melodia do silêncio.

O que o tempo fez comigo? 
O tempo apenas fez-me, mais nada. 
Mais nada.



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Escrito por um grande amigo e também ecritor, 
Professor Sérgio Santos.
Me encaixei tanto nas palavras desse texto 
que resolvi eternizar aqui no blog, 
compartilhando com vocês, 
numa data muito importante pra mim.



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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quer viver? Viva!



Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro...'
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É, não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.  E o bom da vida é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ele é malhado, mas não é sensível.

Sempre temos algo interessante. Perceba qual o aspecto que é mais importante em você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem aquela 'química de pele' com alguém, pode ser o 'papai com mamãe' mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... 
E se o beijo bate, se joga!
Agora, se o beijo não bater:
"- Mais um Martini, por favor!" E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. 
O outro tem o direito de não te querer. 
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa está com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar ou não. 

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, ou até pela sua família?
O legal é alguém que está com você por você! E vice versa.
Também não fique com alguém por dó... ou por medo da solidão.
Nascemos sós e morremos sós! Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento, seu jeito, seu e seu.

Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, insegurança, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.

Não quer se envolver? Namore uma planta, é mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. 
Ou se culpar. 

Enfim... Quem disse que seria fácil?
Se não quer sofrer... então não se apaixone, não se envolva, não ame, não VIVA.... apenas vegete.


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domingo, 11 de setembro de 2011

"Devaneiando"

 
Não vou mentir... 
Admiro os relacionamentos onde há cumplicidade, companheirismo e o cuidado de um com o outro, colocando a sensibilidade e o bom senso sempre em primeiro plano.
 
Isso não é raro, mas também não é tão comum.
 
A maioria das pessoas têm medo de tomar iniciativa, de se doar, de se permitir.
 
Sensibilidade não é fraqueza, é virtude!
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O banal e o que importa




Penso que a grandiosidade do ser humano está em compartilhar. Não falo de coisas materiais, mas sim de vida,  de momentos, de memórias, vivências, experiências.

A individualidade entra em conflito com esse momento globalizado que vivemos. Se formos entender o que o termo globalização de fato significa entramos numa completa frustração, pois o que mais importa para si é o ter, o que eu posso ganhar fazendo algo, aonde vou lucrar com isso. O mundo globalizado nada mais é do que business world.

Esquecemos de cumprimentar as pessoas por vontade, fazemos mais por obrigação mesmo. As pessoas saem para as baladas mais para se mostrar do que para interagir, se divertir. Os bares estão sendo utilizados apenas para 'caça' e bebedeira, não mais para confraternização entre pessoas que se querem bem.

Os relacionamentos estão ficando cada vez mais curtos, pois muitas vezes quando um anseia viver o presente pensando sempre na companhia, nas pequenas coisas que fazem a diferença, o outro tem planos maiores e acaba esquecendo-se de regar a planta que ele tanto admirou quando a conheceu e fazia questão de mostrá-la aos demais que ela era diferente, especial.

Acho que sempre foi assim, mas hoje quando paro para observar o comportamento das pessoas em geral, só se pensa em  álcool, dinheiro e sexo. Tá, esses três itens são muito bons, concordo. Mas cadê a interação entre as pessoas? Onde estão as amizades sinceras, as conversas saudáveis?

Não é sobre tradicionalismo que quero que o mundo volte a ser, mas sinto falta de alguns princípios e valores que adquiri com minha criação em relação ao respeito com as pessoas que me cercam, bem como cultivar bons amigos, uma vez que eles são minha segunda família, a que eu escolhi partilhar minha vida.

A preocupação com a vida alheia hoje é banal. Ninguém se importa com a essência da pessoa. Ninguém valoriza o que ela pode fazer de bom, sempre procurando algum defeito para detonarem na primeira oportunidade.

Fala sério, gente! Ninguém é perfeito ao ponto de ser 'certinho' 24 horas!

Só sei de uma coisa. Vou tentar fazer minha parte até aonde eu achar que me faz bem. Isso serve para tudo na minha vida, seja no trabalho, nos amigos, no relacionamento e na família. Viver exclusivamente em função dos outros eu não vou e não quero mesmo.

Como qualquer pessoa esclarecida de suas ideias, eu quero pra mim o melhor que posso oferecer aos que amo e respeito.

Quanto aos demais, boa sorte.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

PaRáGrAfO úNiCo




Como complicamos nossa vida em meio a tantas coisas simples. A sentença que cada um tem dentro da sua cachola é que nos diferencia uns dos outros... porém somos complicados demais. O poder tem muito a ver com essa complicação, mas não totalmente. Isso sem falar nas burocracias de/do trabalho, do conservadorismo da sociedade, das tradições de famílias, dos conceitos de crenças... nisso tudo cada um quer colocar seu dedo, dizer o que pensa, ou mesmo abster-se para não procurar sarna pra se coçar. Só que, quando somos subordinados [sub = abaixo/inferior], engolimos sapo direto e matamos um leão por dia [com todo respeito aos animais], para se manter no emprego. Quando estamos no poder, geralmente esquecemos dos reais valores que sempre são mais importantes para um discernimento coeso de qualquer situação corriqueira. Valores esses que se esvaem quando não são fincados com atenção no nosso desenvolvimento psicológico, na nossa formação como pessoa, no nosso entendimento como gente, como ser humano mesmo. No geral, o rendimento, seja na situação que for, pode ser afetado quando a cobrança é excessiva. Tem quem goste desse tipo de situação [de pressão/correria], mas garanto que a grande maioria prefere uma boa convivência e uma energia equilibrada, seja no trabalho, seja em casa. Conseqüência: o corpo padece. Às vezes essa “máquina” pede socorro dizendo “calma, que não sou de ferro, nem de titânio, muito menos de adamantium!”. A ambição faz parte do ser humano. Até aquele que se contenta ou se está satisfeito com o pouco que adquiriu a tem, pois mesmo com esse pouco, houve ambição em conquistá-lo. Os grandes querem tudo, passando ou não por cima do que for. De certa forma, tenho medo do ser humano. Somos tão imperfeitos que, por uma mísera coisa, podemos criar situações absurdas, prejudicar pessoas, romper valores, anular felicidades, desequilibrar energias... embora que ainda tenha todas as qualidades possíveis. Precisamos sonhar, mas não conseguimos, porque hoje os pesadelos são vistos à olhos abertos. Precisamos nos libertar, mas a gravidade não deixa. Precisamos de paz, mas já parou pra pensar que nós mesmos procuramos os conflitos? Tente escolher o seu caminho no meio desse desatino. Consegue?





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