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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu queria mesmo era...




É constrangedor para um blogueiro estar com a idéia na cabeça e não saber passar da forma que gostaria. Sei que não sou lá um bom escritor e nem uso de artifícios linguísticos rebuscados ou muito menos de colocar alguns termos  mais difíceis para criar uma imagem de intelectual porque não sou. Penso que uma boa escrita, com clareza e de fácil interpretação já está de bom tamanho.

Enrolações à parte, hoje eu queria mesmo era estar bem longe...

Sabe, fazer uma viagem sem rumo, pegar um carro, de preferência uma caminhonete, e sair estrada afora, levando o necessário numa mala ou mochila e descobrindo lugares, pessoas, culturas diferentes... e por que não interessantes?

Com certeza eu seria um pouco mais feliz.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lima - Uma viagem inesquecível.



Recentemente fiz uma viagem para uma região que parecia até então muito distante e que não me despertava tanto interesse. Pois bem. A desculpa dessa viagem tinha sido o show internacional da cantora Beyoncé, que foi bem bacana. Como o Acre fica numa região distante dos grandes centros, não só a viagem, como também os custos ficam bem acima do orçamento de uma pessoa de classe média, em virtude de vários fatores que não vem ao caso agora.

"I Am... Tour" - Show da cantora Beyoncé

Partindo de Rio Branco/Acre até a cidade de Puerto Maldonado/Peru são cerca de 450km, dividido em algumas paradas para almoço, identificação no posto da Polícia Federal brasileira (visto de entrada) e posto de fronteira na entrada do Peru, soma-se nove horas de viagem dentro de um ônibus relativamente confortável e climatizado. 

PS I: É preciso registrar a entrada nos dois postos de fronteira e não é necessário passaporte para quem permanecer no país até noventa dias. Apenas RG com menos de dez anos de emissão. Menos uma burcracia.


PS II: Também é necessário estar em dia com a vacinação contra a febre amarela e carteira internacional de vacinação.

Chegando na cidade de Puerto Maldonado/Peru, encontramos um 'pequeno' obstáculo: o Rio Madre de Dios - no Brasil conhecido como Rio Madeira. Como ainda não há ponte, fizemos a travessia em barcos de madeira pequenos à motor. É uma travessia tranquila para quem não se importa com a significativa distância entre às margens deste rio. O curioso é na chegada, pois fora os táxis, há também os chamados 'motocar' - na novela Caminho das Índias eram chamados de Tuk-Tuk. Preço negociável e mais em conta, partimos para o hotel/pousada. Simples, mas aconchegante e com o mínino de conforto: internet wireless, banho quente e climatização em cada bangalô/chalé. A noite de Puerto Maldonado é um caso à parte. Uma cidade pequena onde a passagem dos turistas é rápida, ela não oferece muito em questão de divertimento, embora os poucos lugares que a cidade dispõe dão pro gasto. A culinária fica a desejar, uma vez que na cultura peruana, o pollo (frango) e o milho são as comidas típicas em qualquer refeição - carregam na pimenta e esquecem alguns temperos aromáticos. Já a bebida alcoólica mais consumida é o famoso Pisco.

Vista parcial da Cordilheira dos Andes no voo entre Cusco  e Lima
No dia seguinte pegamos o vôo para a capital Lima. Sobrevoamos a Cordilheira dos Andes e, depois de trinta minutos de voo, fizemos escala em Cusco. Regiao bela pela sua geografia, com clima ameno e altitude que incomoda um pouco aos ouvidos e respiração, Cuzco ainda será um grande passeio a ser feito por mim. Seguindo a viagem, mais uma hora e meia de voo e chegamos ao destino esperado. 

Vista parcial do Shopping Larcomar, em Miraflores, construído nas falésias na orla de Lima.
É o Shopping mais frequentado pelos turistas. 
Uma cidade com quase oito milhões de habitantes, Lima é uma capital cosmopolita, com grandes regiões industriais, clima seco e bem ventilado, embora quente de dia no verão, à noite é bem agradavel. Construída sobre um gigantesco platô de trinta metros de altura acima do nível do mar, a capital do Peru é presenteada com duas belas fronteiras: à leste, o início da Cordilheira dos Andes e à oeste o Oceano Pacífico. 

Praça em Miraflores. Muitos felinos bem sociáveis e saudáveis.
Multa de 2.600 soles para quem pisar na grama. [!]
Lima é uma cidade em constante crescimento e desenvolvimento, uma vez que o turismo não é canalizado somente nela e da cidade de Cuzco por causa das ruínas de Macchu Picchu. O país oferece outras grandes áreas de turismo em cidades menores, tanto ao norte, na divisa com o Equador, quanto ao sul do país, onde se descobre variações de vegetação, geografia, culturas e aventuras. Como toda metrópole, Lima também tem suas mazelas, mas não são tão expostas nas grandes avenidas que atravessam a cidade. Um detalhe que me chamou a atenção foi a limpeza. Mesmo nas regiões menos urbanizadas e não tão desenvolvidas, há um certo cuidado com a limpeza e conservação, por mais simples que seja.

Edifícios na orla em Larcomar/Miraflores. Bairro nobre da capital.

Do aeroporto ao hotel, no bairro de Miraflores, fizemos o translado em 45 minutos. Miraflores está na melhor região da capital, cercada por bairros boêmios como Barranco e San Izidro. Em Miraflores encotram-se os melhores hotéis, cassinos, restaurantes, bares, cafés, praças, lojas, artesanatos, boates, e tudo mais no quesito baladação. Como é um bairro litorâneo, em sua orla você se depara com as gigantes falésias que são um cartão postal natual. A vista e um presente para celebrar a vida e acreditar que há locais onde você pode esquecer seus problemas por alguns instantes e contemplar o grande Oceano Pacífico num pôr-do-sol de tirar o fôlego.

Centro da cidade. Mistura do antigo e do moderno.
O centro da cidade é outro cartão postal. Dividido em duas regiões, o centro cívico e comercial é repleto de gigantescas construções de prédios com arquitetura antiga espanhola, praças belíssimas, misturado ao enérgico movimento do centro da cidade, como em qualquer parte do mundo. Prepare suas pernas, pois você caminha bastante e sempre depara com uma nova suspresa para contemplar a cada esquina. O centro antigo mostra as ruínas da antiga cidade no início de sua habitação, onde há igrejas monumentais e construções bem peculiares.

Praças e prédios no centro de Lima.

Túnel de água no Parque das Águas

Devo admitir que voltei frustrado por não ter conhecido o Parque das  Águas. Um espetáculo com diversas fontes, onde você pode interagir molhando-se ou não, também caminhar em túneis de água ou assistir um pouco da história da cultura do país em um telão de vapor de água, ou mesmo se deliciar ao som de música erudita com a dança das águas, misturada com lasers onde o expectador sai de lá extasiado. Bom, fica para quando eu retorna.

Fontes interativas no Parque das Águas

Avenia Larco - Miraflores. Boemia e diversão full time.

Um detalhe curioso no bairro de Miraflores é a questão da segurança. Micro-ônibus circulam 24 por dia, taxis passando a todo tempo, ruas bem iluminadas e, no meio da semana às 2h30 da madrugada, pessoas caminhando, conversando, levando o cachorro para passear, casais idosos passeando. Confesso que isso me chocou um pouco. Vivemos com tanto medo de sair sozinho à noite no Brazil e lá eu vi esse contraste. Mas "nem tudo são Miraflores". Lima tem sim regiões perigosas como toda cidade grande. mas é seguir o velho conselho quando se está num grande centro: observe sempre onde você está e não chame atenção. Pronto. isso funcionou comigo, pois aproveitei a calmaria da madrugada depois que os bares fecham para ver a cidade quieta por algumas horas, caminhando em bairros vizinhos.

Foi assim, como ver o mar...

Oceano Pacífico
Embora conheça algumas praias do litoral brasileiro, sempre quis ver o pôr-do-sol no Oceano Pacífico. Desejo de criança realizado. A visão do sol "pousando" na água  te dá uma paz, onde por alguns instantes você se torna tão pequeno diante da grandeza desse espetáculo da natureza. Para muitos é apenas um final de tarde, mas em Lima esse final de tarde se torna diferente. Bem diferente, mágico.

Praia com pedras no litoral do Pacífico em Lima
Já sabia disso, mas quis dar uma de São Tomé. A água do pacífico mesmo no verão é fria, mas suportável. Como não há areia naquela região rochosa, me restou caminhar nas pedras que banham a orla onde as ondas quebram e o barulho torna-se mais forte do que o habitual em praias de areia. É bacana, porém desconfortável para caminhar descalço.

Saboreando um bom café com chocolate no final de tarde, tendo a orla como cenário natural.

Restaurante Rosa Náutica no pier.

Antes de finalizar, devo ressaltar duas grandes qualidades que percebi nessa viagem. Uma delas foi o bom atendimento, a hospitalidade, a cordialidade e o bom humor do povo peruano. Embora sendo turista, mesmo com algumas dificultades de comunicação (sou péssimo em espanhol), Não tive qualquer estresse com relação à atendimento e comunicação. Agora, a segunda ressalva é: embora a moeda local seja muito pouco desvalorizada em relação ao Real, muito do que se consome relacionado ao turismo é cotado em dólar. Lima é uma cidade relativamente cara, embora que, sabendo procurar, há bons e divertidos lugares com preços bem acessíveis. Os brasileiros estão descobrindo aos poucos esta cidade e suas regiões. Os europeus e norte-americanos já estão nessa há um certo tempo.

Pôr-do-sol em Lima

Apesar da viagem de volta ser bem cansativa para o físico [voo com escala, pernoite em hotel e mais nove horas de ônibus], em compensação a mente voltou renovada e descansada. Nada melhor que que espairecer ao lado de boas companhias, conhecendo um novo mundo, que nem é tão longe assim...  até que fica bem no quintal de casa.



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domingo, 14 de fevereiro de 2010

holidays







 

  Só uns dias de folga...


  

em Lima / Peru!



 ...ah, também pra curtir!




volto logo!


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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Grande Pequena Cidade


É fácil para nós sempre criticarmos e colocarmos em voga os pontos negativos de alguma coisa. Não que queira, mas é necessário para que se melhore.

Moro numa cidade que tem pouco mais de 320 mil habitantes. De certo é uma cidade pequena, porém, pela falta de planejamento ela se torna apertada, como se tentasse crescer dentro de uma quitinete num prédio pequeno, mas com uma área de lazer gigantesca. Rio Branco é assim! Uma cidade com ares interioranos, em crescimento ainda lento, uma vez que o poder aquisitivo da grande maioria ainda é limitado, embora o governo do estado afirme que "a vida melhorou". Estruturalmente sim, só que no centro expandido e regiões escolhidas a dedo. Sempre há algo a ser feito, reparado ou melhorado - e muito.


Culturalmente ainda não se tem a percepção de preservação dos patrimônios públicos e privados. Os vândalos não têm em mente que é do próprio bolso dos pais (pois geralmente vândalo não trabalha) que sái as benfeitorias feitas à população. Isso sem falar do péssimo hábito de jogar qualquer tipo de lixo no chão. Me ferve o sangue quando vejo alguém jogando lixo pela janela de carro ou de transporte coletivo, como se a janela fosse uma lixeira. Mas tem os "do contra" que falam "mas os garis servem pra quê, senão pra isso?". Não fosse o excesso de lixo que poderia ser recolhido nos locais apropriados, eles, os garis, poderiam estar em lugares mais diversificados na cidade.

Falando em transporte coletivo (infelizmente ainda preciso disso), temos uma frota mal equipada, onde o que importa é a quantidade de passageiros e não a qualidade. Poucos ônibus têm acentos duplos em ambos os lados, as janelas só têm abertura na parte superior (aqui não é cidade fria), os acentos não são confortáveis e as linhas não seguem os horários corretamente, fazendo com que o motorista quase sempre seja xingado por algum passageiro que esperou além da conta - o que é constante.


O governo atual está tentando melhorar um problema diário - o trânsito, que poderia ter sido feito um planejamento sério e nas administrações passadas. A cidade está crescendo, assim como o volume de veículos também. Algumas vias foram duplicadas e reurbanizadas, porém ainda temos um fluxo lento nos horários de pico, sendo que é pior devido a falta de um planejamento simples, como a sinconização dos semáforos. Não precisa ser engenheiro de tráfego para perceber isso.

A questão de segurança pública é um problema nacional, ou seja, aqui não difere muito dos grandes centros, uma vez que há bairros em que não é recomendado nem passar por perto. Então não preciso citar ou repetir os problemas que todos conhecemos.


Os jovens de hoje não estão interessados em conhecer sobre o meio em que vivem. Só querem saber de sites de relacionamento, bate papos, sexo, drogas e baladas. E é por isso mesmo que me decepciono quando vejo pseudo-estudantes se comportando como completos insanos, já que não têm aprendizado em casa e os pais jogam toda a responsabilidade na escola. Ledo engano.

A vida noturna tem um leque muito pequeno a oferecer. Temos barzinhos bacanas. mas poucos. As casas noturnas têm decorações distintas, porém com som similar. Não há diferença de gênero (falo de música eletrônica) entre elas. Sem falar nos outros gêneros que ninguém merece ouvir dentro de uma boate, uma vez que já possuem outras casas exclusivas para tocar essas variantes, completamente fora do que se conhece por e-music. Então tanto faz como tanto fez ir para qualquer uma. O que difere é o valor do ingresso e o tipo de público. Ah, e o atendimento? Prefiro não comentar... ¬¬


Uma coisa que gosto de falar aos visitantes daqui é: "Temos uma gastronomia muito boa". Sim, temos! Desde o singelo PF [prato-feito] tradicional do Mercado Velho [vale conferir], no centro histórico restaurado às margens do Rio Acre [foto abaixo], passando pela culinária mundial (japonesa, mexicana, italiana, chinesa) até chegar nas junky-foods. Adoro McDonald, mas não troco o bom e saboroso sanduíche do Expresso [Toni, vou cobrar o merchand, viu!] por Big Mac algum. Não possuímos ainda uma comida, um prato característico do Estado, mas utilizamos da comida regional como um forte atrativo aos residentes e turistas. Do peixe à galinha caipira, passando pelos doces de cupuaçú e castanha cristalizada, nossos quitutes dão àgua na boca.

Temos alguns pontos turísticos na Capital - construções antigas, restauradas, parques e museus. No turismo ambiental, não oferecemos muito, uma vez que nossa localizaçao geográfica não ajuda. Possuímos parques com trilhas, mas não dispomos de cachoeiras e corredeiras. Temos Xapurí, terra de Chico Mendes, com uma região belíssima para o turismo de selva, no mato mesmo! Brasiléia, porém, fica numa região de Zona Franca - fronteira com a Bolívia, com um comércio ainda pequeno, mas muito frequentado pelos moradores da capital em feriados prolongados, já que oferecem pousadas muito confortáveis - em ambos os países. Atrativos naturais mais interessantes já ficam em regiões bem mais distantes de Rio Branco, onde o acesso fica restrito aos barcos ou aviões de pequeno/médio porte.


Estamos no extremo oeste da Região Norte. E embora distante do resto do país, o Acre existe sim! e ainda tem muito o que crescer/oferecer. o Estado é jovem, tem 47 anos de emancipação política. Mesmo com algumas limitações, ainda assim vale conhecê-lo. Afinal de contas, grandes personalidades conhecidas mundialmente - boas e ruins - nasceram aqui - algo de diferente e peculiar nós temos, não é!? Então... se você acha que é bairrismo? Que nada, Acre é Brasil também !!


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

PVH




Dia 6 de agosto (neste ano de 2009 caiu numa quinta-feira) é feriado estadual aqui no Acre [Revolução Acreana]. E como estava cansado das opções de lazer daqui da minha terrinha, enforquei a sexta-feira e fui com mais dois amigos me deslocar por "míseros" 530 km [+ balsa] de carro até a capital vizinha: Porto Velho. Uma cidade com 400 mil habitantes - Rio Branco tem 320 mil. Num português claro, PVH é um pouquinho maior que RBR.



Já a conhecia em outras idas (carro, ônibus, avião) e sempre elogiava a vida noturna daquela cidade, uma vez que as pessoas de lá realmente gostam de se divertir. De fato gostam mesmo, pois às 7h da manhã de domingo alguns bares ainda estavam com um considerável número de bêbados, ops, pessoas consumindo bebidas alcoólicas. Enfim... nada contra!

V
amos lá:

C
omo aqui em Rio Branco ainda não dispomos de um shopping center [previsão de abertura daqui a um ano - tomara], Porto Velho saiu na frente. Mas e daí? Um shopping? O quê que tem demais? Bom... não sei vocês, mas eu gosto de "bater-perna" em shoppings [saudade de SP], olhar vitrines, fazer compras, ir ao cinema, comer um Mac, tomar um café, enfim... lazer urbano. Embora não seja um shopping onde você se perca, mas o tamanho é bem razoável, assim como sua estrutura e decoração interna são agradáveis e confortáveis. Depois de 6 horas entrando e saindo em lojas, comprando (ou querendo comprar), comendo, tomando sorvete e quase tomando um café (não tinha chantilí ¬¬), pegamos o caminho do hotel, pois a noite estava só começando.

P
orto Velho não é uma cidade difícil de se locomover (de carro), uma vez que sua estrutura física oferece ruas largas, em sua grande maioria de mão única e as vias duplicadas com poucos buracos (sério!) têm um fluxo bom, mesmo em dias úteis no horário de rush. Porém a falta de sinalização indicando ruas principais, avenidas, bairros, pontos turísticos (?), centro cívico e pontos de referência não fica nem a desejar, pois nem o mínimo disso você encontra. Só escapa mesmo uma placa quando se chega na cidade indicando o acesso à Porto Velho, a continuação da BR-364 sentido Cuiabá [MT] e o retorno para Rio Branco [AC]. Eu, escaldado, levei um pequeno mapa impresso no google earth com a localização do hotel onde ficamos e de alguns pontos a serem visitados... senão teria voltado pra Rio Branco e gastado dinheiro de combustível à toa. Ah... sem falar na falta de conhecimento dos próprios moradores, que não sabiam indicar a direção certa para algum local onde queríamos chegar. Não se vê pontos de ônibus - alguns postes com a plaquinha identificando e olhe lá. Mal se vê ônibus circulando na cidade, policiamento é ínfimo e a limpeza pública é duvidosa - ainda bem que não precisei de transporte coletivo. Sem falar nos poucos semáforos [alguns com defeito em cruzamentos movimentados] e na temperatura local. Eu sempre digo aos meus amigos que residem em outros estados/países que Rio Branco é uma cidade quente, mas a capital vizinha supera no quesito calor em excesso. Pra vocês terem uma idéia, a temperatura externa só vai reduzir após as 3h30 da madrugada. Já pensou? Rio Branco pode ser quente como for durante o dia, mas a noite temos uma temperatura agradável e uma brisa durante toda a noite. Porto Velho é pouco arborizada e tem um clima um pouco seco, com muita poeira e pouco vento - o que a torna abafada. Pessoas, não estou escrevendo aqui para depreciar a cidade. Por mais que Rondônia tenha dado incentivo às indústrias para o desenvolvimento do Estado, a sua capital ainda tem muito o que melhorar. Então, é levando no bom humor que estou fazendo essas observações, ok! Sem ressentimentos.

A
noite de sexta-feira estava só começando e saímos para a balada... ¬¬ Somente uma casa noturna (com música eletrônica) estava aberta e com preço do ingresso meio salgado (R$ 80,00), pois ainda teríamos a consumação mínima lá dentro. ps: Antes fosse uma The Week-SP  para poder ter um status de hype e cobrar um valor desse! Na mesma região ficam os barzinhos da moda e optamos por tentar conseguir uma mesa em um deles... sem chance. Descobrimos uma casa de strip-tease nas redondezas e fomos lá, uma vez que fazia um bom tempo que não entrava num lugar desses. Visão curiosa do local: caminhoneiros, gente tosca e gente "normal" - grande parte consumindo muita cerveja - em volta de um minipalco com um poste (sim, mas não era o da Alzira) onde as "beldades" se apresentavam em danças pra lá de sexuais, usando o poste como um falo erótico, pois pole dance mesmo eu não vi (saudades da Alzira). Uma delas fez um show à parte, circulando nas mesas com posições que fariam a ginasta Daiane do Santos ficar com inveja. Depois da "apresentação" da quinta garota, - era só o começo da noite! - revolvemos pegar o caminho de volta para o hotel descansar. Muita emoção para uma noite só.


D
ia seguinte optamos por tentar conhecer os balneários próximos à cidade [outra fama que faz PVH ser conhecida]. O mais famoso estava fechado devido ao rio ainda estar cheio e sua cachoeira impossibilitada de visitas. Achamos um "balneário" com um lago cheio de peixes e patos... a diversão foi dar migalhas de biscoito e cinzas de cigarros para ver os peixes pulando da água, pois tomar banho lá... é porque não dava mesmo! rsrs

A
noite chegou e os embalos de sábado a noite estavam só começando. Rodando pela cidade vimos muitos bares, botecos e tosqueiras e concluímos: onde tem cerveja o povo está consumindo. Fomos tentar outra casa noturna, que estava aberta [aleluia], nossa recepção foi ver dois seguranças levando um rapaz com o nariz ensangüentado para fora da boate. Pense... se foi assim na entrada, imagine lá dento! rsrsr - Bom, a casa não é lá grande coisa... tudo preto, sem conforto e bem quente - mais do que la fora! - o som não me surpreendeu, uma vez que todas as músicas que ouvi lá eu já tenho no meu case de cds. Quando tentei dançar um pouco, vejo uma aglomeração perto de mim e um circulo formado: duas garotas se pegando no chão, onde os seguranças demoraram a desatar o nó pois uma não largava o cabelo da outra. Não me controlei, tive que rir dessa baixaria. Depois de um hora num calor infernal, uma vez que os condicionadores de ar splits, assim como os exaustores eram como pingüins de geladeira, resolvemos tomar um ar e não retornamos, pois já tinha visto demais para uma noite só. E olha que eu queria só me divertir.

D
omingo chegou e a estrada nos esperava após o almoço... antes de pegarmos os 530 km + balsa sentido oeste de volta pra casa, ralamos para achar gelo em cubos e uma loja de conveniência que oferecesse algum lanche ou derivados, refrigerante e água para levarmos no isopor no carro - perdemos quase uma hora só em procurar algum lugar aberto - a cidade já não oferece muito, e neste domingo eu me senti em dia de finados, pois quase não vi restaurante aberto ou lotado em pleno dias dos pais! Em meio ao quase insuportável calor Rondoniense, seguimos viagem com muito protetor solar até a famosa balsa do Rio Madeira com Abunã... apesar de ainda não ser território Acreano, mas a proximidade com a terra natal [ja estávamos na metade do caminho] já fazia nos sentir em casa, pois tinha vento!

Tirei uma conclusão muito verdadeira sobre isso tudo: não vou reclamar mais das opções de lazer, do clima, das baladas e da estrutura física e turística da minha cidade, uma vez que viajar para um lugar que não te oferece mais que apenas um shopping center, realmente é melhor consumir/gastar por aqui mesmo. Não posso fazer uma lista de comparações, pois mesmo com todas as mazelas que a minha cidade (infelizmente) ainda tem, ainda prefiro residir nela do que na capital vizinha - que no máximo utulizarei como um passeio para compras, quando não houver opção melhor.

N
ão vou mentir... Queria me sentir o Álvaro Garnero pra poder dizer que esse passeio foi marcante. Foi bom pela aventura, pois viajar mais de 1.000 km de carro não é mole não. Meu bolso soube muito bem disso. rsrsrs




Mas em breve [espero eu] estarei contando sobre a minha próxima viagem para algum lugar perdido nesse estado / país / planeta / universo !!

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