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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Exercício



Hoje vou propor um exercício à vocês...
Coloque numa folha de papel duas colunas.

Numa delas você coloca suas vontades, seus desejos, por mais esdrúxulos que sejam, mas seja honesto consigo mesmo. Coloque suas vontades mais maléficas, seus desejos mais absurdos, mais íntimos e mais sinceros. Quando terminar, analise o porque de você estar desejando isso, o porque de você estar querendo isso (ou essas coisas). Depois dessa análise, pare (se puder, deite) um pouco e pense em tudo isso. Você mesmo vai obter suas respostas.

Depois de pensado e analizado... vamos à segunda parte.

Na outra coluna coloque seus medos, o lado oposto de algumas coisas que citou no lado do desejo e também o porque de você ter medo de ser, de fazer, de culpar (a você e/ou aos outros), de desejar, de querer algo. Não é um "campo de defeitos", mas sim de bloqueios e também de um lado que você entenda para si mesmo as consequências de ambos os lados, ou seja, do desejo e do medo.


Pode parecer fácil, mas quando você começar a escrever (escrever mesmo), vai ver como você tem qualidades e como você tem defeitos, como você tem vontades e como você se bloqueia, como as consequências de atos de um lado podem lhe fazer bem ou mesmo te prejudicar. Pode perceber que é cômodo abster-se de algumas coisas ou como pode ser gratificante enfrentar outras tantas. E até vai perceber que nem tudo o que você quer é prioridade e muitas vezes suas ações não são relevantes, assim como os medos podem ser trabalhados e as consequências de alguns bloqueios também.

Não custa nada tentar!

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segunda-feira, 24 de março de 2014

Cade o controle de qualidade?



Escolher o que é bom as vezes torna a busca cansativa.

Mesmo com o leque gigantesco de opções para pesquisarmos nesse mundo virtual, a qualidade, veracidade e confiança no que acessamos deixa um ar de "será que é isso mesmo?".

Diz o ditado "quem procura, acha", e com certeza acha mesmo. É fácil achar sexo, fofocas e tosqueiras na internet. Até porque ninguém vai à uma biblioteca procurar Clarice Lispector para ler , nem que seja eventualmente, salvo algumas exceções.

Enfim...

Na televisão a coisa segue igual. A pseudo censura de assuntos que hoje são proibidos por não serem politicamente corretos. Negro/preto virou "afro-descendente", pobre virou "menos favorecido", gay/homossexual virou "pessoa com outra orientação sexual", criança levada virou "hiperativa"... [humpf]

A inocência e criatividade dos programas infantis nos anos 80 me faz as vezes saudosista, uma vez que era mágico assistir àquela fantasia criada despretensiosamente, sem pensar unicamente em/no lucro, como é o que exclusivamente ocorre hoje. As novelas tinham um porque de serem acompanhadas. Hoje não passam de repetições de causos de amor e problemas de família, o que muda é só cenário e a ambientação.

Mas por que mudou? Porque povão gosta de lixo, gosta do que é de fácil assimilação.
A TV Cultura não tem a audiência merecida, pois além de ter recursos reduzidos, não tem programas para as grandes massas. As vezes me dói ver o quanto a maioria da população aceita por pura preguiça e comodidade, pois para eles é chato um programa realmente cultural, inteligente. Preferem ver tragédias, miséria, gente chorando ou pseudo músicas que somos obrigados a ouvir, pois tem sempre um vizinho que adora compartilhar o som com a rua inteira.

A própria mídia brigou muito para que a censura acabasse e que o que fosse inteligente e interessante pudesse ser exibido, tanto na TV, quanto nos jornais. Mas hoje o que vemos são as tarjas indicando a idade apropriada durante as programações televisivas. Quem tem que decidir o que é apropriado ou não para os filhos são os pais. Na minha infância, nunca fui proibido de assistir TV até tarde da noite, embora meus pais restringissem alguns programas, o que era até aceitável. Mas não me tornei influenciável por nada estranho que tenha assistido, e que muito menos tenha alterado meu intelecto.

E o Acre tem que se render à programação gravada por causa da nova censura [e do retorno ao velho fuso horário] por conta da adequação da faixa etária. Pura demagogia de quem acha que criança dorme as 20 horas.

Na internet temos muitas coisas boas sim, mas o lixo está sempre abrindo um banner inapropriado no seu monitor, ou aquele spam inconveniente na sua caixa de e-mail. Algumas tosqueiras, confesso, são indispensáveis para uma boa risada e comentários no happy hour. Mas convenhamos, é bom e sadio também conversar um assunto interessante, ouvindo opiniões de diversas vertentes e que o toma abordado só tem a enriquecer ao nosso crescimento intelectual.

Mas vale a dica: não confie em tudo o que lê nos jornais e na internet, pois tem sempre algum pilantra de plantão querendo tirar vantagens de alguma coisa ou de você, mesmo que seja apenas para tomar seu tempo.


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sexta-feira, 7 de março de 2014

Technotronic - 25 anos


 




Faz um tempo que não escrevo sobre música aqui no blog. Então, depois de algumas pesquisas em blogs afins, vamos voltar no tempo, mais ou menos uns 25 anos atrás e conhecer a trajetória de um grupo que faz parte da história na dance music e fez o mundo inteiro dançar.

Dos zilhões de grupos de Dance Music surgidos no início da década de 90, poucos venceram o desafio da descartabilidade. Foi uma época de criatividade e oportunismo, que mostrou ao mundo um novo tipo de artista: o grupo musical que incorporava DJs, MCs, dançarinos, produtores, etc. Neste cenário caótico, surge um dos maiores sucessos em matéria de Dance Music já concebidos: o Technotronic.



Criado na Bélgica, o Technotronic veio de um lugar que nunca chegou a ser famoso como lançador de tendências (como a Holanda, por exemplo). Mas a mistura racial que caracterizava o grupo não foi exatamente concebida por um belga. A idéia original foi do ex-professor de filosofia Jo Bogaert (nome artístico de Thomas de Quincy), nascido nos EUA. No final da década de 80, ele foi morar na Bélgica, com a finalidade de se tornar um produtor e colocar em prática seu ambicioso projeto: criar uma sonoridade nova, unindo elementos do House e do Hip-hop.


 
[Jo Bogaert]


Assim que chegou à Bélgica, ele começou a correr atrás de sua ideia: mandou uma infinidade de fitas demo para vários rappers e performers, e esperou por alguma manifestação. Atenderam ao chamado MC Eric e a jovem rapper Ya Kid K (nascida Manuela Kamosi, no Zaire), que já cantava no grupo de rap Fresh Beat Productions.



Com esta salada étnica, o grupo já tinha tudo para estourar, certo? Errado! Jo resolveu contratar uma modelo sul-africana chamada Felly para ser a garota propaganda do grupo, ou seja, ela apareceria em todos os eventos caracterizando o som do Technotronic, como clips, shows e turnês. Isso, aliás, foi uma prática muito comum durante os primeiros anos da Dance Music como mania mundial. Naquela época, imagem ainda era importante na cena. Hoje, a imagem ainda é importante, porem manipulada para agradar.



Claro que a farsa não poderia dar certo por muito tempo. O primeiro single de 1989, "Pump up the Jam" estourou por completo na Europa e nos EUA, que começavam a olhar a Dance Music europeia com mais atenção. E enquanto MC Eric e Ya Kid K se esforçavam para dar conta dos shows, a modelo Felly só aparecia nas capas dos discos e até dublando! Detalhe: ela nunca falou uma só palavra de inglês. Só os fãs mais observadores sacaram isso.



A situação acabou se tornando insustentável para Bogaert, que acabou confessando que tinha contratado Felly unicamente para dar um belo look ao grupo. No fim das contas, Jo acabou dispensado Felly (seria ridículo continuar com ela), que realmente não fez muita falta, visto o sucesso que o próximo single também alcançou: "Get Up (Before The Night is Over)". Agora sim, todos conheciam a verdadeira face do Technotronic, com Eric e Ya Kid K cantando e aparecendo no clip da música.


[Mc Eric & Ya Kid K]


Dois anos se passaram desde o lançamento de "Get Up". Em 92, Ya Kid se desliga do grupo para seguir uma carreira solo. O primeiro single "Move This", originalmente um single do Technotronic lançado para um comercial de cosméticos, serviu para impulsionar as vendas de "One World Nation", nome de seu álbum. No mesmo ano, o Technotronic lança "Trip on This: The Remixes".



Em 95, o Technotronic volta à cena com uma nova formação e um novo álbum: "Recall". Embora seja um ótimo álbum, com o Technotronic detonando o som que eles próprios ajudaram a construir, "Recall" falhou em conseguir lugar nas paradas de sucesso. Os singles "Recall", "Move it to the Rhythm" e "It's Alright" apresentam tudo que a Dance Music deve ser: agressiva, uma base eletrônica sólida e vocais estridentes/provocativos. Mas, infelizmente, numa destas oscilações do gosto popular, os singles não chegaram a estourar, mas fizeram muito sucesso nos clubes europeus.



Ainda assim, o Technotronic conseguiu o que poucos grupos tinham como objetivo: ter uma estrada longa e sólida dentro da Dance Music, pois muitos grupos e subgrupos viviam com um ou dois hits de alcance mundial. Antes deles, a referência de eletrônico na segunda metade dos anos 80 eram os grupos Information Society, Depeche Mode, Erasure e New Order. Todos eles tinham uma levada mais pop, onde somente os remixes eram encaminhados para as pistas de dança. 'Pump Up The Jam' revolucionou a imagem da dance music no mundo inteiro, saindo do submundo das baladas noturnas para o dia-a-dia nas FMs, nos toca fitas de casa/carro e claro, nas filas de espera das lojas de discos para quem queria eternizar esse som no disco de vinil.



Você pode até não gostar de dance music, mas o “poperô” se eternizou como um ícone mundial, abrindo as portas desse estilo musical eletrônico, fazendo milhões de pessoas no mundo inteiro dançarem e se divertirem - mesmo sem saber o que estavam cantando. Até porque ritmo não se explica, apenas se sente. Afinal, já são 25 anos de sucesso... e 'Pump Up The Jam' não vai sair de moda tão cedo, assim espero. 



“Make my day”








(Infos do blog “MidnightParty” – com adaptações e informações adicionais)



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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Beijo Beija








Falam tanto do abraço, que ele é confortante, que é uma troca de energia, que é isso, é aquilo. Ok, eu concordo. Adoro abraço, abraçar, sentir abraçado.
Mas já pararam para pensar que um dos carinhos mais prazerosos também está no beijo?

Feliz daquele que dá e recebe beijos. Na testa, no rosto, na ponta do nariz, na mão, no ombro... ou em outras partes do corpo. Beijo excita? Sim! Na boca mais ainda. Mas o beijo transcende muito mais que a excitação carnal. É provado cientificamente que um beijo apaixonado pode ser igual ou mais prazeroso que uma relação sexual.

Já parou pra pensar nisso?

Beijo também é troca de saliva, de bactéria, de exercício muscular, de queima de calorias. Dãã, tá bom!

Mas...
Não é uma coisa que passa em branco. Tudo no beijo é válido.

Desde os tempos de escola, quando você e seus amigos e amigas se juntavam para brincar de salada-mista (na minha época se chamava rouge-batom) pelo simples prazer de beijar. Claro que tinham outros interesses também. Às vezes, dessa brincadeira saiam casais de namorados, ou mesmo se aprendia a beijar com quem tinha mais ousadia ou experiência. Sim, é saudável brincar disso. Só deixo uma dica: não se apaixone pelo melhor beijo. Ele pode ser disputado por mais pessoas.

Ok, voltando ao prazer do beijo. Se você não sabe beijar, aprenda! Como? Observe, treine, se vira. É broxante você beijar uma boca que não é receptiva. Relaxe seus lábios. Você não imagina o número de sensores que nosso lábios possuem e quem podem te fazer viajar para outras dimensões em questão de segundos... ou minutos.

Então, cala a boca e (me) beija! 







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sábado, 7 de maio de 2011

Emoções são intensas e Palavras são banais



Cinco motivos para ficar em silêncio


Fones de ouvido o dia inteiro, o barulho do trânsito, televisores espalhados nos restaurantes: é fato que vivemos com uma mentalidade predominante de que o silêncio não é bem-vindo. Engatamos um assunto no outro, sem prestar atenção na conversa, sem ouvir, apenas esperando nossa vez de falar, só para que o silêncio não venha. 

A maioria das pessoas evita o chamado silêncio constrangedor. "Além disso, os tempos atuais praticamente nos obrigam a fazer tudo ao mesmo tempo, acabamos com o ruído de várias tarefas, sem poder direcionar nossa mente tranquila a uma atividade de cada vez", diz o terapeuta holístico Walter Alexandre. Realizar as tarefas com mais consciência e concentração é só mais um dos benefícios que a quietude proporciona. Mais do que isso o silêncio também é uma de autoconhecimento. Conheça mais motivos para ficar calado. 

1. Há momentos em que só o silêncio comunica
Como bem diz a tradução da música Enjoy the Silence, do grupo inglês Depeche Mode, "emoções são intensas e palavras são banais". Não somos capazes de exprimir todos os nossos sentimentos em palavras. Isso ocorre não por não sabermos o que estamos sentindo, mas porque a linguagem não dá conta de exprimir toda a gama de sensações e mistura de pensamentos de algumas situações. Respeite os momentos em que não houver nada para ser dito, mas não se esqueça de compartilhar o silêncio. "É possível estar em silêncio e bem acompanhado, pois o olhar, o toque e os gestos podem dizer muito mais que palavras jogadas ao vento", de acordo com Walter. 

2. Conheça melhor o outro
Ao estarmos quietos com o outro, se cria uma superfície de contado com o silêncio inconsciente. "O silêncio interno, ou seja, o estar atento, é fundamental para ouvirmos melhor o outro e também para deixar que o outro fale por si, sem ser conduzido pela interpelação do nosso raciocínio. Este é o verdadeiro ouvir: respeitar o silêncio", diz a psicanalista Karin Szapiro. 

3. Conheça melhor a si mesmo
"O silêncio é essencial para a reflexão", diz o terapeuta Walter Alexandre. E só refletindo que podemos compreender situações pelas quais passamos e nossas atitudes diante delas - ou seja, o silêncio pode ser um ótimo terapeuta. Quem não é capaz de refletir, também jamais conseguirá evoluir. Assim, a pessoa vai convivendo com os mesmos erros e perpetuando mágoa atrás de mágoa em sua vida.
"Escolha um lugar em que se sinta a vontade para se desliguar do mundo por alguns instantes. Repense como foi seu dia, desde o momento em que você acordou. Você encontrará mais do que situações em que se sentiu injustiçado ou azarento, pois vai exercitar a capacidade de pensar maneiras mais adequadas de lidar com aquela situação estressante", diz Walter.

4. Valorize os assuntos relevantes
Quando buscamos eliminar o silêncio a todo custo, tendemos a preencher um vazio que habita nossa personalidade. Assim, pode-se perceber um sintoma nítido: fala-se muito sobre coisas fúteis e os assuntos importantes provocam aquele constrangimento e ficam de lado. Quantas vezes você não se deparou com a seguinte situação: em uma roda de conhecidos, quando surge um assunto polêmico e muita gente fica sem graça na hora e até pede para que mudem de assunto? Assim, discussões importantes ficam de lado e problemas ancestrais nunca serão resolvidos - pois o maior segredo para resolver uma situação é falar sobre ela.
Isso vale também para os relacionamentos, é a famosa regra do diálogo, por mais que pareça clichê. "Manter o entusiasmo inicial no relacionamento requer a conversa para que ambos exponham não só suas insatisfações, mas também a admiração pelo parceiro, fundamental em qualquer relação", diz a psicóloga Margareth dos Reis. 

5. Combata o estresse
O barulho perturba muito mais do que aquele silêncio inquietante, pois não é natural, mas sim provocado pelos inúmeros aparelhos que o homem criou. "O ruído além de gerar estresse, hipertensão, problemas cardiovasculares e alterações pulmonares, provoca um aumento na secreção de adrenalina, que conduz a uma hiperexcitação capaz de gerar comportamentos estranhos nos indivíduos", diz o terapeuta holístico Walter Alexandre.
Diante dessa exposição inevitável do dia a dia, o segredo é aprender a relaxar até nos lugares mais inusitados, como no trânsito ou na fila do banco. "Ao relaxarmos a mente, fazemos com que ela fique tranquila mesmo com os ruídos lá fora. Nesse momento do relaxamento, nosso cérebro deixa de dar atenção ao barulho, diminuindo o estresse e ansiedade", diz Walter. Para relaxar, basta sentar ou deitar num lugar calmo e respirar profundamente várias vezes. Nessa hora, é importante dar um comando mental para que todos os problemas da vida fiquem do lado de fora.  

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

#FestivalMixBrasilAC



Festival de cinema e vídeo da diversidade sexual traz 3 dias de filmes, debates e festas para Rio Branco.



O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual é a maior mostra de filmes LGBT da América Latina. E pela primeira vez ele chega a Rio Branco, nos dias 27, 28 e 29 de agosto, no Theatro Hélio Melo e na Filmoteca Acreana, trazendo os filmes de sua 17ª edição. Junto ao festival, acontece uma grande festa de abertura, debate com o realizador do Festival, o jornalista André Fischer, além de um bazar.



Realizado todo ano na cidade de São Paulo, o Festival Mix Brasil passa por várias cidades do Brasil, com uma grande mostra de filmes nacionais e internacionais que abordam acima de tudo o respeito e a igualdade entre todos. O festival apresenta anualmente mais de 200 filmes de vários países, com formatos e gêneros variados, mas sempre com temas relacionados à diversidade sexual. Em Rio Branco, serão 3 longas metragens e 11 curtas metragens.



Desde a sua primeira edição, o Festival também é responsável por promover o cinema brasileiro, apresentando curtas-metragens em mais de 30 festivais de cinema em todo o mundo. Para se ter uma ideia do tamanho do Festival Mix Brasil, em 2009, cerca de 25 mil pessoas participaram das sessões de cinema e festas promovidas durante o evento em São Paulo.



"Faz muito tempo que tentamos trazer o festival, e não queremos que seja um evento exclusivo para o público LGBT. Todos estão convidados para participar, a população em geral e apreciadores do cinema de várias partes do mundo, além de estudantes", conta Andryo Amaral, um dos organizadores do evento no Acre.





Bate papo com André Fischer



André Fischer é jornalista, escritor e DJ. É o criador do portal MixBrasil, o maior site de informações e cultura popular englobando os diversos setores que formam a comunidade LGBT do Brasil. O portal Mix Brasil segue o padrão do mercado, atendendo a uma gama de interesses, dentre outros, notícias nacionais e internacionais, política, ativismo, relacionamentos, família, religião, esportes, saúde e entretenimento. André é também editor-chefe da revista Júnior, a mais importante atualmente do segmento no Brasil com 3 anos de existência e conhecida do público.

Ele é o idealizador e co-diretor do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, que chega a sua 18º edição em 2010 e que se tornou o maior festival de diversidade sexual da América Latina, reconhecido como um importante projeto de cinema alternativo do Brasil.

André escreveu seis livros, entre eles, "Dicas de Sexo Para Mulheres Por Um Homem Gay", "Sozinho na Cozinha", "Almanaque de Banheiro", entre outros. O bate papo com o jornalista acontece no dia 27 de agosto, às 19 horas, no Theatro Hélio Meloa, abrindo o Festival. Haverá livros do autor à venda e sessão de autógrafos.



Celebrando a Igualdade

Seguindo a tradição, o Festival Mix Brasil possui festas durante sua realização, mesmo sem um formato específico. Para o Acre, está programada a festa "A Igualdade é Branca", baseada em um dos nomes da Trilogia das Cores do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski (A Igualdade é Branca, A Fraternidade é Vermelha e A Liberdade é Azul).



Para a festa acreana foi escolhido o slogan da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. "Será uma festa com decoração e trajes brancos porque o branco é a união de todas as cores, ou seja, subjetivamente remete à bandeira colorida LGBT", conta Surama Chaul, uma das organizadoras do Festival no Acre. Festa ‘A Igualdade é Branca' dá boas vindas do Festival na boate Excalibur a partir de 23h59 do dia 27/08 e com decoração temática. Ingressos antecipados: R$ 15,00 a venda na Livraria Nobel e Afa Hotel até às 18h do dia 27/08. Na bilheteria à partir das 23h00: R$ 40,00 e R$ 20,00 (estudantes) Atrações: abrindo a noite com o Dj Paulo Vico [AC], em seguida entram os Dj's Fernando Mouchas e Alê Nascimento [Blue Space - SP] e apresentação da Drag Queen Desireé [RJ], cover oficial da cantora Cher no Brasil.

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual é uma realização independente dos jornalistas Surama Chaul, Andryo Amaral, Moisés Alencastro e do cineasta Sérgio de Carvalho. Patrocínio de Unimed, Star Motors, Fiat Comauto, Pepsi/AC, Biau Som, Rizzo's Turismo, Clara's Tur, Livraria Nobel e Pop Show Eventos. São apoiadores o Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Fundação Elias Mansour e a Coordenação de DST e Aids, além das empresas Copiart, VT Publicidade, Afa Bistrô e Ibiza Turismo.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lima - Uma viagem inesquecível.



Recentemente fiz uma viagem para uma região que parecia até então muito distante e que não me despertava tanto interesse. Pois bem. A desculpa dessa viagem tinha sido o show internacional da cantora Beyoncé, que foi bem bacana. Como o Acre fica numa região distante dos grandes centros, não só a viagem, como também os custos ficam bem acima do orçamento de uma pessoa de classe média, em virtude de vários fatores que não vem ao caso agora.

"I Am... Tour" - Show da cantora Beyoncé

Partindo de Rio Branco/Acre até a cidade de Puerto Maldonado/Peru são cerca de 450km, dividido em algumas paradas para almoço, identificação no posto da Polícia Federal brasileira (visto de entrada) e posto de fronteira na entrada do Peru, soma-se nove horas de viagem dentro de um ônibus relativamente confortável e climatizado. 

PS I: É preciso registrar a entrada nos dois postos de fronteira e não é necessário passaporte para quem permanecer no país até noventa dias. Apenas RG com menos de dez anos de emissão. Menos uma burcracia.


PS II: Também é necessário estar em dia com a vacinação contra a febre amarela e carteira internacional de vacinação.

Chegando na cidade de Puerto Maldonado/Peru, encontramos um 'pequeno' obstáculo: o Rio Madre de Dios - no Brasil conhecido como Rio Madeira. Como ainda não há ponte, fizemos a travessia em barcos de madeira pequenos à motor. É uma travessia tranquila para quem não se importa com a significativa distância entre às margens deste rio. O curioso é na chegada, pois fora os táxis, há também os chamados 'motocar' - na novela Caminho das Índias eram chamados de Tuk-Tuk. Preço negociável e mais em conta, partimos para o hotel/pousada. Simples, mas aconchegante e com o mínino de conforto: internet wireless, banho quente e climatização em cada bangalô/chalé. A noite de Puerto Maldonado é um caso à parte. Uma cidade pequena onde a passagem dos turistas é rápida, ela não oferece muito em questão de divertimento, embora os poucos lugares que a cidade dispõe dão pro gasto. A culinária fica a desejar, uma vez que na cultura peruana, o pollo (frango) e o milho são as comidas típicas em qualquer refeição - carregam na pimenta e esquecem alguns temperos aromáticos. Já a bebida alcoólica mais consumida é o famoso Pisco.

Vista parcial da Cordilheira dos Andes no voo entre Cusco  e Lima
No dia seguinte pegamos o vôo para a capital Lima. Sobrevoamos a Cordilheira dos Andes e, depois de trinta minutos de voo, fizemos escala em Cusco. Regiao bela pela sua geografia, com clima ameno e altitude que incomoda um pouco aos ouvidos e respiração, Cuzco ainda será um grande passeio a ser feito por mim. Seguindo a viagem, mais uma hora e meia de voo e chegamos ao destino esperado. 

Vista parcial do Shopping Larcomar, em Miraflores, construído nas falésias na orla de Lima.
É o Shopping mais frequentado pelos turistas. 
Uma cidade com quase oito milhões de habitantes, Lima é uma capital cosmopolita, com grandes regiões industriais, clima seco e bem ventilado, embora quente de dia no verão, à noite é bem agradavel. Construída sobre um gigantesco platô de trinta metros de altura acima do nível do mar, a capital do Peru é presenteada com duas belas fronteiras: à leste, o início da Cordilheira dos Andes e à oeste o Oceano Pacífico. 

Praça em Miraflores. Muitos felinos bem sociáveis e saudáveis.
Multa de 2.600 soles para quem pisar na grama. [!]
Lima é uma cidade em constante crescimento e desenvolvimento, uma vez que o turismo não é canalizado somente nela e da cidade de Cuzco por causa das ruínas de Macchu Picchu. O país oferece outras grandes áreas de turismo em cidades menores, tanto ao norte, na divisa com o Equador, quanto ao sul do país, onde se descobre variações de vegetação, geografia, culturas e aventuras. Como toda metrópole, Lima também tem suas mazelas, mas não são tão expostas nas grandes avenidas que atravessam a cidade. Um detalhe que me chamou a atenção foi a limpeza. Mesmo nas regiões menos urbanizadas e não tão desenvolvidas, há um certo cuidado com a limpeza e conservação, por mais simples que seja.

Edifícios na orla em Larcomar/Miraflores. Bairro nobre da capital.

Do aeroporto ao hotel, no bairro de Miraflores, fizemos o translado em 45 minutos. Miraflores está na melhor região da capital, cercada por bairros boêmios como Barranco e San Izidro. Em Miraflores encotram-se os melhores hotéis, cassinos, restaurantes, bares, cafés, praças, lojas, artesanatos, boates, e tudo mais no quesito baladação. Como é um bairro litorâneo, em sua orla você se depara com as gigantes falésias que são um cartão postal natual. A vista e um presente para celebrar a vida e acreditar que há locais onde você pode esquecer seus problemas por alguns instantes e contemplar o grande Oceano Pacífico num pôr-do-sol de tirar o fôlego.

Centro da cidade. Mistura do antigo e do moderno.
O centro da cidade é outro cartão postal. Dividido em duas regiões, o centro cívico e comercial é repleto de gigantescas construções de prédios com arquitetura antiga espanhola, praças belíssimas, misturado ao enérgico movimento do centro da cidade, como em qualquer parte do mundo. Prepare suas pernas, pois você caminha bastante e sempre depara com uma nova suspresa para contemplar a cada esquina. O centro antigo mostra as ruínas da antiga cidade no início de sua habitação, onde há igrejas monumentais e construções bem peculiares.

Praças e prédios no centro de Lima.

Túnel de água no Parque das Águas

Devo admitir que voltei frustrado por não ter conhecido o Parque das  Águas. Um espetáculo com diversas fontes, onde você pode interagir molhando-se ou não, também caminhar em túneis de água ou assistir um pouco da história da cultura do país em um telão de vapor de água, ou mesmo se deliciar ao som de música erudita com a dança das águas, misturada com lasers onde o expectador sai de lá extasiado. Bom, fica para quando eu retorna.

Fontes interativas no Parque das Águas

Avenia Larco - Miraflores. Boemia e diversão full time.

Um detalhe curioso no bairro de Miraflores é a questão da segurança. Micro-ônibus circulam 24 por dia, taxis passando a todo tempo, ruas bem iluminadas e, no meio da semana às 2h30 da madrugada, pessoas caminhando, conversando, levando o cachorro para passear, casais idosos passeando. Confesso que isso me chocou um pouco. Vivemos com tanto medo de sair sozinho à noite no Brazil e lá eu vi esse contraste. Mas "nem tudo são Miraflores". Lima tem sim regiões perigosas como toda cidade grande. mas é seguir o velho conselho quando se está num grande centro: observe sempre onde você está e não chame atenção. Pronto. isso funcionou comigo, pois aproveitei a calmaria da madrugada depois que os bares fecham para ver a cidade quieta por algumas horas, caminhando em bairros vizinhos.

Foi assim, como ver o mar...

Oceano Pacífico
Embora conheça algumas praias do litoral brasileiro, sempre quis ver o pôr-do-sol no Oceano Pacífico. Desejo de criança realizado. A visão do sol "pousando" na água  te dá uma paz, onde por alguns instantes você se torna tão pequeno diante da grandeza desse espetáculo da natureza. Para muitos é apenas um final de tarde, mas em Lima esse final de tarde se torna diferente. Bem diferente, mágico.

Praia com pedras no litoral do Pacífico em Lima
Já sabia disso, mas quis dar uma de São Tomé. A água do pacífico mesmo no verão é fria, mas suportável. Como não há areia naquela região rochosa, me restou caminhar nas pedras que banham a orla onde as ondas quebram e o barulho torna-se mais forte do que o habitual em praias de areia. É bacana, porém desconfortável para caminhar descalço.

Saboreando um bom café com chocolate no final de tarde, tendo a orla como cenário natural.

Restaurante Rosa Náutica no pier.

Antes de finalizar, devo ressaltar duas grandes qualidades que percebi nessa viagem. Uma delas foi o bom atendimento, a hospitalidade, a cordialidade e o bom humor do povo peruano. Embora sendo turista, mesmo com algumas dificultades de comunicação (sou péssimo em espanhol), Não tive qualquer estresse com relação à atendimento e comunicação. Agora, a segunda ressalva é: embora a moeda local seja muito pouco desvalorizada em relação ao Real, muito do que se consome relacionado ao turismo é cotado em dólar. Lima é uma cidade relativamente cara, embora que, sabendo procurar, há bons e divertidos lugares com preços bem acessíveis. Os brasileiros estão descobrindo aos poucos esta cidade e suas regiões. Os europeus e norte-americanos já estão nessa há um certo tempo.

Pôr-do-sol em Lima

Apesar da viagem de volta ser bem cansativa para o físico [voo com escala, pernoite em hotel e mais nove horas de ônibus], em compensação a mente voltou renovada e descansada. Nada melhor que que espairecer ao lado de boas companhias, conhecendo um novo mundo, que nem é tão longe assim...  até que fica bem no quintal de casa.



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