sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Coisas da modernidade (sic)
Você só percebe que está sozinho de verdade quando a sua presença (física) não é significativa o suficiente para ser lembrada e exigida de fato.
O resto é papo furado e mimimi's de "tô com saudade" e blá-blá-blá...
Bons tempos em que a distância de contato era suprida somente por telefone fixo ou carta, pois assim dávamos um jeito de estar perto das pessoas que a gente gostava, não apenas curtindo ou compartilhando postagens virtuais, como é feito nos dias atuais.
Hoje é tudo prático... e ao mesmo tempo distante.
O pessoal virou impessoal.
O virtual afastou o real.
Eu ainda gosto e aprecio o contato pessoal. É uma troca de energia que nenhuma modernidade virtual pode simular.
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Beijo Beija
Falam tanto do abraço, que ele
é confortante, que é uma troca de energia, que é isso, é aquilo. Ok, eu
concordo. Adoro abraço, abraçar, sentir abraçado.
Mas já pararam para pensar que
um dos carinhos mais prazerosos também está no beijo?
Feliz daquele que dá e recebe
beijos. Na testa, no rosto, na ponta do nariz, na mão, no ombro... ou em outras
partes do corpo. Beijo excita? Sim! Na boca mais ainda. Mas o beijo transcende
muito mais que a excitação carnal. É provado cientificamente que um beijo apaixonado
pode ser igual ou mais prazeroso que uma relação sexual.
Já parou pra pensar nisso?
Beijo também é troca de
saliva, de bactéria, de exercício muscular, de queima de calorias. Dãã, tá bom!
Mas...
Não é uma coisa que passa em
branco. Tudo no beijo é válido.
Desde os tempos de escola,
quando você e seus amigos e amigas se juntavam para brincar de salada-mista (na
minha época se chamava rouge-batom) pelo simples prazer de beijar. Claro que
tinham outros interesses também. Às vezes, dessa brincadeira saiam casais de namorados,
ou mesmo se aprendia a beijar com quem tinha mais ousadia ou experiência. Sim,
é saudável brincar disso. Só deixo uma dica: não se apaixone pelo melhor beijo.
Ele pode ser disputado por mais pessoas.
Ok, voltando ao prazer do
beijo. Se você não sabe beijar, aprenda! Como? Observe, treine, se vira. É
broxante você beijar uma boca que não é receptiva. Relaxe seus lábios. Você não
imagina o número de sensores que nosso lábios possuem e quem podem te fazer
viajar para outras dimensões em questão de segundos... ou minutos.
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domingo, 22 de dezembro de 2013
Meu, minha, meus, minhas
Minha pele inibe e estimula
Meu olhar incomoda e encanta
Minha voz inspira e assusta
Meu abraço acalenta e despede
Meus anseios divergem e reúnem
Meus medos arrepiam e fazem rir
Meus sonhos confundem e brilham
Meu toque seduz e afugenta
Meu cheiro inspira e perece
Minha boca alivia e intensifica
Meus dentes fincam e arrancam
Meu eu repele e aproxima
Minha alma é vice e versa
Meu, minha, meus, minhas
Teu, tua, teus, tuas?
Ainda não sei.
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domingo, 17 de novembro de 2013
Aprecie o que não pode ser seu
Certas belezas existem apenas para serem apreciadas.
O belo é quase sempre desejável, mas nem sempre conquistado.
O que frustra, muitas vezes, é o fato de não tê-lo como posse.
Por isso reafirmo: nesses casos, apreciar é muito melhor.
Assim, de alguma forma, você sempre vai tê-lo.
Mesmo se seja apenas para contemplá-lo.
Aprenda a apreciar o que não pode ser seu.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Se você fosse legal...
Se você fosse legal, não
reclamaria muito, não amargaria tanto, choraria menos.
Se você fosse legal, seria sempre lembrado naquelas horas despretensiosas e bem divertidas.
Se você fosse legal, seria
acordado na madrugada por aqueles que sentem sua falta e que foram te buscar,
pois queriam sua companhia de qualquer jeito.
Se você fosse legal, seu sorriso
não seria tão bem ensaiado que até convence quem realmente não o conhece.
Se você fosse legal, acordaria
saudando o dia e agradecendo por estar vivo, com saúde e que tem um propósito
na vida: crescer.
Se você fosse legal, não estaria
sozinho em casa pensando na vida e sem coragem de produzir algo, ler um livro,
seja o que for.
Se você fosse legal, a vida seria
mais legal ainda.
Se você fosse legal.
Se você fosse.
Se você...
Se...
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sábado, 9 de novembro de 2013
E volta (quase) tudo ao que era antes
Como cidadão, venho expor meu ponto de vista sobre essa
mudança de fuso horário no Acre e parte do sul do Amazonas. Na verdade, pouco
me importa se quem venceu foi o povo ou se quem perdeu foi a imposição arbitrária
da mudança naquela época. Uma mudança desse tipo, que envolve 100% da população,
merece ao menos uma divulgação esclarecedora, independente de vaidade ou de
birra. Envolve profissionalismo, respeito com o cidadão. Não falo por quem se
vira para saber como serão essas mudanças. Falo da classe sofrida que mal sabe
digitar os números na urna e está confusa em saber o que vai ser de sua rotina ser
quando o fuso voltar ao que sempre foi. O fuso horário do Acre. Essa gente,
caros “representantes do povo”, que depende mais das novelas e dos bancos para se
guiarem no cotidiano, não sabe nem se vai ter que acordar mais cedo ou mais
tarde.
É simples para quem tem discernimento do assunto. Mas para essa
classe, não.
Como pode um fuso horário no estado inteiro, ou seja, uma
mudança real para uma região com quase 800 mil habitantes ficar à mercê do que
uns populares dizem por aí, das redes sociais e meia dúzia de jornais. Cadê os
representantes do povo? Que representação é essa? Vão deixar os ideais políticos
irem além de suas obrigações? Para quê mesmo que vocês foram eleitos?
Me sinto envergonhado pelo Estado que vivo e sobrevivo. Pago
minhas contas, meus impostos como muitos, centenas, milhares de outros cidadãos
que suam para ter o mínimo de conforto, teto, comida e dignidade.
Não, não vou chorar mágoas passadas. Quem dependeu do
Governo do Estado do Acre para trabalhar, ganhar seu salário e depois ser
despejado sem sequer se importar com o histórico profissional, tem sim muito que
falar. Mas isso não vem ao caso.
Escrevo aqui procurando adjetivos que possam se encaixar ao
que eu gostaria de expor para finalizar tamanha falta de zelo com todos nós.
Mas não consegui achar. Para mim, a falta de RESPEITO com os cidadãos do Acre
poderia ser usada inúmeras vezes aqui, sem parecer repetitivo.
No mais, pelo jeito que as coisas andam, é cada um por si, cada
um se vire e que faça sua parte. Enquanto uma minoria que representa o povo prefere
que ele continue burro e dependente (que historicamente é cômodo para o pleito
eleitoral), outra minoria luta (da qual faço parte) para que um dia isso mude,
por mais utópico que pareça.
E volta (quase) tudo ao que era antes. Quase, pois muito se perdeu pelos caminhos dessa confusão.
Boa sorte, pessoas.
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