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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

hey mr dj, put a record on!

Fazendo um balanço do que tocou de bom pelas terras tupiniquins, temos um acervo considerável. Não se pode negar que a evolução dos deejays nacionais foi significativa. Os produtores estrangeiros já têm know-how e já são consagrados e muito conhecidos, porém... eu disse porém(!), muitas vezes, e em outros tempos, ficávamos a mercê das suas vontades, dos seus estilos. O que antes era dado como insubstituível, hoje o leque de escolha nos dá opções... e quase sempre com a melhor delas: as produções brasileiras! Poderia citar muitos, muitos nomes de bons e ascendentes produtores dessa safra atual. Mas por enquanto vou colocar em evidência aqui alguns dos mais conhecidos, com os trabalhos mais divulgados (e baixados) pela Internet. Não é nenhuma crítica especializada. Mas quero deixar registrado para quem não conhece ou que conheça e não tinha notado alguns detalhes, sem deixar de ser o mais simples possível. Destaco nomes como Ander Standing, Rafael Lelis, Breno Barreto, Edson Pride, Patrick Sandim, Altar, Rufato, Jeff Valle, entre outros.



ANDER STANDING...

Começo falando de um dos deejays que mais tem se destacado nos últimos três anos no país. Ander Standing tem sido um diferencial e tanto no cenário eletrônico nacional e internacional. Uma coisa é certa: desde os seus primeiros trabalhos, mesmo com pouca experiência, ele mostrou ter um feeling pra grandes hits e trabalhos muito bem feitos. Nesse pouco tempo, esse deejay já está deixando sua marca, fixando seu lugar como um ícone. Não vou expor todas as suas produções como um sumário, mas sim as que tiveram mais destaque nos clubs, webradio’s e fóruns pela Internet em geral.

Começando com Hits de Britney Spears, Madonna e Mariah Carey, Ander Standing colocava toda sua agressividade nas bases e sampleando os vocais, deixando um ar de shake hair – que se tornou sua marca inicial. Sua melhora na qualidade da produção se vê em três hits que ele remixou/produziu em 2005/2006: Kelly Clarkson, com “Behind These Hazel Eyes” e “Because Of You” e Madonna com “Sorry”. Com B.T.H.E. ele ainda manteve a agressividade, muito usada em suas primeiras produções, mas já se nota uma mudança nos teclados com uma melodia mais agradável e, na parte central da música, um vocal com uma base forte. Em B.O.Y ele sai um pouco da intensidade, porém sem deixar sua essência e abusa dos efeitos de som pra enriquecer a música, coisa que só os ouvidos mais atentos percebem.

Em Sorry (Madonna) ele experimenta um lado diferente, fazendo uma versão Dub mais elaborado. O sample do Pet Shop Boy merece destaque, porém no restante da música não se perde a qualidade. Os pontos fortes (e melhores) começam na sua metade até seu ultimo acorde no break final. Nessa mesma época ele lançou um single oficial (Ceevox - “Quick Fix”) que o próprio nome da versão já diz tudo na música (Power Mix). Pra quem curte o vocal estrondoso de Ceevox é só se deliciar.

Com “Get Together” (Madonna), mesmo sendo Dub, veio um toque club com um efeito diferenciado. No “sexy scream” do vocal com um (digamos) “refrão de teclado” logo após o grito é que faz o ponto alto da música. Depois vieram os hits Deja Vú (Beyoncé), Buttons (Pussycat Dolls) e uma produção diferente, também Dub - Hurt (Christina Aguilera).

Deja Vú” é bem Club, com um toque de sequências para deixar qualquer um viajar na voz de Beyoncé. "Hurt" pra mim não chegou a estourar como um hit, mas é de qualidade, pois é a única versão Dub feita pra essa música até então. Com toques melancólicos e um teclado a lá Jean Michel Jarre (músico francês, famoso pelos seus teclados iluminados nos shows e som eletrônico harmonioso) e uma base simples e sem muita firula.

Ele ainda fez mais um hit em duas versões bem distintas. “Walk Away” (de Kelly Clarkson) foi bem curiosa por ter ficado evidente que em cada versão há um feeling. A versão Dub não tem cara de instrumental e a Hard faz jus ao nome, ou seja, mais pesada... porém muito boa.

Buttons” eu considero um dos melhores hits de 2006, primeiro porque tem um excelente vocal feminino. A base completamente tribal – literalmente falando – com tambores e atabaques de fundo faz um swing único. O Ander soube mesclar o toque sutil meio árabe que ela tem, colocando com muito cuidado uma base bem gostosa. Se eu (e você, leitor) tivesse a oportunidade de ouví-la sem sua batida percussionada, ou até mesmo sem o vocal (numa versão instrumental), seriam três produções completamente diferentes, pois cada vez que você escuta Buttons, percebe algo diferente, como se ela tivesse sido refeita/re-editada.

Jump” (Madonna) foi outro grande sucesso. Detalhe pra percussão na base e o sample no início da versão club, que lembra muito alguns remixes do final dos anos 80, ou seja, um típico house. Destaque maior para os teclados, que se encaixam perfeitamente pra ferver qualquer pista de dança.

O verão de 2007 ficou marcado com “Irreplaceable” (Beyoncé). Foi outra mudança marcante para os amantes da música eletrônica e admiradores do trabalho de Ander Standing. Pela primeira vez eu notei um cuidado maior com o arranjo de toda a melodia de fundo. Uma coerência de base e baixo com pedais mais graves e um teclado mais agudo, menos abafado, mais limpo. Até me arriscaria a dizer que poderiam, no caso, ter sido feitas duas versões... sendo essa que foi lançada, que tem um toque discreto de shake hair (mas pra mim é bem club) e outra sem samples, mais suave que, mesmo assim, não deixaria de ser dançante e envolvente, com um ar mais clubhouse.

Entrando numa nova vertente do house music, o eletrohouse (e/ou eletrotribal), esse dj se atualizou e produziu uma música diferente da qual era seu estilo até então. “Free My Love” (Suzanne Palmer) foi uma renovação num campo que hoje está bem mais aceito nos clubs, o que antes ainda era encontrado só em lugares específicos.

Nesse ano de 2007, um trabalho paralelo fez surgir um novo par de produtores. O projeto Br’And (leia-se Breno Barreto e Ander Standing) lançou dois grandes sucessos. O primeiro deles foi “Beautiful Liar” (Beyoncé & Shakira), onde o tribal rolou solto, tendo até alterações de batidas pelo meio da música e acordes bem programados para fazer qualquer um se soltar e curtir um bom tribal dub ou club, seja onde for.

O segundo trabalho feito pela dupla foi “Don’t Stop The Music” (Rihanna). Esse tem uma levada mais moderna, com paradinhas estratégicas. Divido essa versão em três fases, o início lembra um pouco Get Together (versão Dub). Na segunda parte vem o eletrotribal bem característico, com samples repetidos bem suaves. A terceira parte vem com o refrão swingado e sua base no final com o vocal repetindo “music” até finalizar. É um dub bem montado.

Sua produção atual é “Gimme More” (Britney Spears). Quando a versão acappela foi disponibilizada na Internet, veio uma avalanche de produções, remixer's amadores e profissionais que fizeram inúmeras versões (eu já achei mais de vinte). Quando uma música é programada pra ser um hit de sucesso, fica fácil escolher a versão que melhor nos agrada. A versão feita pelo Ander merece destaque, pelo fato de não se prender a clichês e tendências. Ela ta bem a cara dele, ou seja, feita pra dançar. Detalhe: se você gosta de ouvir sons intercalados dentro da música, ouça essa versão. A percussão na sua batida (pra mim) é o ponto máximo.

Outros projetos (oficiais) em selos internacionais que foram feitos por ele até merecem destaque, porém não cabe citá-los aqui. Mais detalhes dessas produções só pesquisando Internet afora
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Essa intensidade, essa força em suas produções nada mais é do que a genialidade de um ariano, que é um gentleman, um cara simples que faz o que gosta, tem reconhecimento e admiração por muita, muita gente que aprecia, curte... e até mesmo ama a música eletrônica. O Ander’son é como o vinho: vai ficando melhor com o tempo. Boa sorte sempre, Mr. Deejay!

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

...taste it!


Enfim... o início de tudo.

Uma amiga de Sampa sugeriu que eu escrevesse aqui - bom... ela colocou pilha mesmo!

Vamos ver como vai ser, vamos ver se eu me engajo nesse mundo. Boa sorte pra mim! rsrsrs...

Meu propósito é falar um pouco de tudo o que seja interessante e é claro também no campo da dance music, ou música eletrônica, como alguns preferem... Eu sou do tempo do "house", onde esse ritmo era taxado pra qualquer batida swingada. Daí foram vindo os subgêneros (que eu irei falar depois) até tornar-se no "e-music" (eletronic music) de hoje, onde se tem subgêneros, etc...

É... entre outras coisas, as variedades interessantes mais a dance music são um campo muito bom se de explorar.

Vamos lá com tudo que for bom para ser falado e comentado, seja sobre dance music, seja sobre outros assuntos interessantes, seja lá com o que for...!

Here I go!

ps: À propósito, "taste it!" significa "experimente/prove-o(a)"!
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