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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

dOiS MiL e NoVe




Me despeço de 2008 com um trecho da letra de uma música muito boa...


"Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
E o impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente..."



[Frejat - Túnel do Tempo]

[download]



A gente se encontra em 2009 !!



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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fim de Ano



Compromissos de final de ano são quase sempre puxados. 13º salário chegando [e saindo], presente pra cá, presente pra lá e contas, contas e mais contas a acertar. Prepare-se!

Esse consumismo forçado para alegrar corações que anseiam por algo material para confortá-los. A Coca-Cola mesmo é uma das responsáveis por isso, mudando a cor da roupa do bom velhinho Santa Claus, colocando a sua marca disfarçada na cor vermelha. O mais interessante é a loucura criada para que essa “magia” perpetue. Na infância, acreditei em Papai Noel até desconfiar da dificuldade dele em entrar na minha casa pra deixar o presente. Como seria isso se não tinha chaminé? Pelo ralo da pia que não iria ser. Meu pai abriria a porta pra ele? É... desconfiei bem cedo disso e o sonho acabou. O mais difícil de ter acreditado nessa fantasia era que: como um velho que não morre consegue dar conta de entregar presentes no mundo inteiro num trenó puxado por seis ou oito veados, ops, renas... e tudo isso numa única noite? Há há! E ainda ter uma fábrica com empregados anões que passam o ano inteiro trabalhando, sem férias, sem família, num frio danado? [to viajando horrores!]

Pois é, voltando pra Terra...

Quisera é ter festejado meu Natal assistindo ao show da Madonna. E não é que ela terminou a turnê grudenta e doce (Sticky & Sweet) aqui nas plagas tupiniquins, melhor dizendo, lá no Brasil? Mesmo ela nem sabendo da minha existência eu queria ter ido, se pude$$e.

Então, voltando ao Natal sem as fantasias...

Vem peru, tender, chester (que eu não sei o que é e nunca vi um vivo!), reunião de família, aquele falatório, as tias fofoqueiras querendo saber da sua vida, enfim, aquela loucura toda com um toque sutil de falsidade de alguns e o compromisso de firmar os laços familiares da grande maioria. Afinal, família é uma fábrica de loucos!

Já passei o Natal das mais diversas formas. Desde uma ceia básica com os amigos (todos longe de suas famílias) ou passando pelas experiências de ficar esperando até a meia-noite para comer aquela comida fria, as vezes sem gosto. Fala sério! Se o peru, tender, chester ou sei lá qual ave[?] for, não estiver bem temperada, é como comer isopor.

E a festa de firma/empresa? Também chamada de “confraternização”, aquela farra “bancada” pela empresa, gente aproveitando da comida e da bebida no desespero, como se fosse o último dia de vida. Quem já participou, sabe da missa de trás pra frente. Melhor nem adentrar no assunto.

Despesas, gastos, a festa perfeita[?] do Natal... tá, passou. Uma semana depois, mais festa: Reveillon*! Quem mora em região litorânea tem a chance de ver a queima de fogos na praia, pular as sete ondas, etc e tal. Quem mora em outras regiões se vira como pode, vendo a queima de fogos na praça, no lago, na orla fluvial (rsrs). Depois desse ritual, fica à critério: bares, boates, botecos, festas privé, sex, drugs and e-music e tudo o que a imaginação puder criar e o bolso permitir. Também já tive Reveillons dos mais diversos: contemplando a queima de fogos na praia de Copacabana [RJ]; com os amigos numa chácara, celebrando a amizade, brindando com champagne em volta da piscina... ou até sozinho, no meu quarto, curtindo minha solidão.

Por mais que a gente tente colocar os pés no chão e perceber que é só mais uma noite, uma virada de ano solar e reinício de mais um ano de luta, ainda acreditando que no ano seguinte a dieta vai dar certo, que o salário vai melhorar, que a tolerância vai ser minha companheira diária, blá, blá, blá...

Tá! É bom pensar que as coisas podem melhorar. Por que não? Por mais pessimista que seja, em virtude de tanta coisa ruim que vemos no nosso dia-a-dia, amanhã pode e vai ser melhor que hoje. Sempre. É bom mentalizar isso... boas energias dão equilíbrio ao corpo. Atire a 138ª pedra quem não tem seus problemas. Cada um tem o fardo que merece. Eu que sei... ô! Renove suas energias, deseje sempre o melhor e seja bom consigo, com seu corpo, com sua mente, com seu coração. Assim você pode ser bom com quem estiver perto de você, seja no Natal, no Reveillon, em qualquer data festiva do ano, ou um dia qualquer. Melhor do que morrer na praia...

Bom final de ano a todos!


*A celebração da passagem de ano é também chamada reveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".

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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente"


"Cortar o Tempo"
Carlos Drummond de Andrade


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

RBFD



Informativo

No último final de semana [12/13/14] aconteceu o Rio Branco Fashion Days. Uma idéia diferente e ousada para uma cidade ainda em crescimento como Rio Branco [AC]. A proposta foi divulgar a coleção alto verão de 10 das lojas mais conhecidas da cidade. A localização foi inusitada: nos salões internos de um estádio de futebol. Quem é daqui, não imaginava que nosso maior estádio não seria adequado para um evento desse, muito pelo contrário. O espaço e a característica rústica entre o concreto das paredes/colunas e o piso de granito contrastaram com o preto e branco das salas de desfile que, aliás, foram uma atração à parte.

No salão Chico Mendes, painéis e passarela todos em branco onde, entre tantos outros desfiles, uma pequena homenagem foi feita ao líder seringueiro Chico Mendes (morto há 20 anos) com um desfile de uma grife alternativa regional, tendo como fundo musical o som R&B e Black Soul inteligente e enérgico dos Yaconawas [banda local] interpretando a música Chico dos Chicos. No salão Plácido de Castro, painéis e passarela negros, para dar uma sensação de luz ambiente, porém não deixando de destacar as coleções das lojas somente na passarela, onde a iluminação principal não ficou a desejar.



Falando do som, não quero ser suspeito, mas a trilha sonora foi escolhida de acordo com cada tipo de moda apresentada, que por sinal foi de muito bom gosto. E a reação dos lojistas e público presente foi positiva, fazendo com que o evento, por mais que ainda pequeno, tenha sido positivo, uma vez que foi o primeiro do gênero na região norte. Mesmo com todos os percalços que ocorrem nos bastidores, na organização, o resultado foi proveitoso e deu margem para uma próxima edição, com mais preparo e garantia de ser um sucesso maior.



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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Averse*

Sonhar o impossível, querer...
Não ter quando preciso,
Perceber que não virá.
Falar o sim, ouvir o não!

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Às vezes a cabeça da gente faz uma reviravolta que bagunça tudo o que, digamos, está no seu devido lugar. Sensações que passam pela mente, pelo corpo, arrepiam, querem agir, querem acelerar. Aí vem o dito bom senso [sei!] e fala “calma, que não é por aí”. Ah, se a gente conseguisse fazer tudo que deseja... mas nem sempre é assim, não é!? Poderia, mas não é. Paciência é uma virtude que estou aprendendo a ter, mas escorrego de vez em sempre!

[Há!]

Percalços da vida que nos fazem pensar no que vale a pena ser, fazer, estar, querer, sentir e valorizar. As vezes circunstâncias bagunçam a mente da gente, mas depois tudo se normaliza, penso eu, como uma tempestade de fim de tarde que, logo depois, vem o pôr-do-sol, calmo e belo, fazendo sua reverência para a noite vir tranqüila e agradável.

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Editorial? Hoje não. Logo eu...
É bom, de vez enquando. Mas hoje é isso. Só isso.


Até a próxima loucura ou sei-lá-o-quê!

Taste it!

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*tempestade em francês

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Comporte-se

[[[ mix de auto-crítica com o cotidiano - não é 100% pessoal ]]]




Tenho pensado no que a palavra solidão tem significado no dia-a-dia comum. Já falei de outros assuntos relacionados a comportamento, de cada um na sua, etc e tal. Mas ultimamente tenho pensado muito nisso. Somos mais de 6 bilhões de habitantes humanos nesse pequeno planeta, 180 milhões só no Brasil, pouco mais de 600 mil no Acre e cerca de 320 mil habitantes aqui na capital, Rio Branco. Uma cidadezinha com pose de metrópole!

Mas e aí? Tanta gente no mundo... faz diferença quando são apenas números?

É... Sentir-se sozinho é uma merda mesmo! Não digo só de mim, pois tenho meus períodos de t.p.l. [tensão pré-lundun (coisa minha)]. E todos têm períodos assim. Quantas vezes, em meio a ambientes aglomerados, shows, shoppings, feiras, o que for, nos passa pela cabeça “o que é que to fazendo aqui...” e dá vontade de gritar “socorro, quero sumir!”. É súbito, acontece sem a gente querer, sem a gente saber, somente acontece. Sentir-se isolado.

O individualismo globalizado dessa nossa geração nos exclui de muitos mundos, de muitos nichos que, se a gente não se adaptar, não correr atrás, não se atualizar, não se entrosar, aos poucos vamos sendo excluídos. E não é só em campos profissionais ou intelectuais. Eu mesmo passo anos sem ver alguns parentes, não porque não quero, mas por opção mesmo, sem ressentimento, nem culpa. Daí você lê isso e pensa por outra perspectiva: e porque eles também não te procuram? Eles podem não querer também, opção deles!

Agora com amigos (há!) a coisa muda de figura.

Observando algumas experiências próprias, alheias, alguns filmes, novelas, seriados e reportagens em todas as mídias a respeito disso, vejo que as amizades estão muito volúveis hoje. Se eu tenho algo bom pra oferecer, eu sou visado, lembrado ou mesmo bajulado. Se não tenho ou se por motivo de força maior preciso ficar recluso, sou abandonado [acho que já escrevi isso em outro post – nossa, que coisa deprê!]. Não sei se você entende o que quero dizer. Às vezes de tanto correr atrás eu canso, porque fico sempre atrás. E cansar disso me faz querer não correr mais. E quem deveria ser alcançado acaba indo embora, pois não percebeu que tinha alguém o procurando. Aí vem... a decepção. Tento me policiar para não criar expectativas com muitas, muitas coisas no decorrer da minha vida. Mas sou imperfeito, e caio em algumas situações que não deveria – mas assim vou aprendendo. E não é apanhando na vida que se amadurece [ou se revolta]? Ainda estou em processo e muita gente também, ô!

Saudade do colo-de-mãe...

Melhor sozinho do que mal acompanhado? Com certeza! Embora nem sempre estar sozinho signifique auto-suficiência [eu hein! pé de pato, bangalô, três vezes! isola!]. O estar sozinho não contextualiza solidão. Uma coisa nem sempre tem a ver com a outra. Solidão interior é pior do que solidão física. Pode ser carência? Talvez sim, talvez não. É confuso, né!? Erramos em querer enxergar nós mesmos nas pessoas próximas de nós [nos amigos], mas esquecemos que a diferença é que nos atraiu a eles. Gosto e preciso da minha individualidade, como também de pessoas. Gosto de ter meus momentos de estar sozinho, mas não gosto de sentir solidão. Não mesmo.




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terça-feira, 25 de novembro de 2008

A.O.B.



Compartilhando algumas das minhas músicas favoritas dessa banda que acompanho desde seu início, em meados de 1992.

Ace Of Base já esteve em boa parte dos quatro cantos do planeta [inclusive em nosso país], com canções pop/reggae eletrônico/dance e baladas românticas para todos os gostos. Apesar do certo apelo comercial, imposto nas gravadoras pelas quais eles passaram, sempre tentaram colocar um gosto refinado e harmonioso, passando por letras que retratam um pouco da vida e experiências deles mesmos e outras aparentemente non-sense, mas sem perder a essência, embora estejam sempre se atualizando a cada trabalho. Do quarteto composto por Jenny Berggren, Jonas Berggren, Malinn Berggren [3 irmãos] e Ulf Ekberg [amigo], uma das vocalistas, Malinn, resolveu sair da banda por não mais suportar a superexposição da sua imagen na mídia. Mas o trio continua, pois o vocal de Jenny é tão poderoso quanto o da irmã.

Sua turnê “Redefined” começou neste último trimestre de 2008 e vai se estender por 2009.

My top 20 favorites:

Música (Álbum)

All That She Wants (The Sign)
Angel Eyes (The Bridge)
Dimension of Depth (Happy Nation)
Ces’t La Vie (Singles Of The 90’s)
Change With The Light (Da Capo)

Don’t Go Away (Flowers)
Don’t Turn Around (The Sing)
Edge Of Heaven (The Bridge)
Everytime It Rains (Cruel Summer)
Experience Pearls (The Bridge)

Love In December (Singles Of The 90’s)
Hear Me Calling (Happy Nation)
My Déjà Vú (The Bridge)
No Good Lover (Da Capo)
Ravine (The Bridge)

Unspeakable (Da Capo)
Show Me Love (Da Capo)
Travel To Romantis (Flowers)
Wonderful Life (Da Capo)
Wheel Of Fortune (Happy Nation)

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Released Albums & World Hits

The Sign/Happy Nation
All That She Wants / Don’t Turn Around
The Sign / Wheel Of Fortune

The Bridge
Beautiful Life / Lucky Love
Never Gonna Say I’m Sorry

Cruel Summer/Flowers
Everytime It Rains / Life Is A Flower
Whenever You’re Near Me

Singles Of The 90’s
Love In December / Ces’t la Vie

Da Capo
Unspeakable / Wonderful Life /
Beautiful Morning

Redefined World Tour 2008/2009
Wheel Of Fortune 2009 / ATSW 2009




Curiosidade: "Ace Of Base" significa "Ás da Base", ou seja, eles são considerados os ases (os melhores) da base (do gênero\da batida\do som\do arranjo) que criam\utilizam nas músicas.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Giminniani




Não é nada científico, apenas algumas palavras, tentando traduzir numa visão própria, o geminiano por ele mesmo. No caso, eu!

Muitas vezes somos mal interpretados, sendo chamados de duas (ou várias) caras, de falsos, fofoqueiros, ardilosos e 'otras cositas más'. Convenhamos, leitores, não temos culpa de nos adaptarmos a diversos lugares, situações e ambientes
 quando queremos. Não somos (pelo menos eu não sou) falsos. Há situações em que somos cordiais, profissionais [em cumprimentar pessoas que não gostamos, por profissionalismo, e temos que encarar situações afins dando uma de político], assim como há outras em que somos muito diretos [!], quando necessário, e quando a oportunidade nos é dada.

Como muitos sabem, nós geminianos temos o dom da palavra, mesmo mal-escrita. Tentamos nos expressar, colocarmos nossa opinião, seja questionável ou não. A necessidade da comunicação, da informação, do conhecimento é uma das coisas que nos motiva a viver. Tendo o “ar” como elemento no signo, fazemos questão da sensação de liberdade, pois não gostamos de rotina, de marasmo, salvo em momentos de descanso. Mas também podemos ser fogo, terra e água também. Somos mutantes, não promíscuos!

Temos necessidade de sermos notados, não como exibicionismo (talvez), mas sim pelas qualidades que possuímos, sejam elas quais forem. Gostamos de experimentar, mesmo quebrando a cara. Somos observadores por natureza. Gostamos de ter uma noção de tudo o que está acontecendo ao nosso redor, quando conveniente. Nossa inconstância se deve ao anseio de estarmos sempre querendo fazer alguma coisa. Ficar parado mesmo só quando algo não está bom. Nesse caso, disfarçamos bem. Somos cobrados pelo sorriso constante, pelo bom papo, pelo alto astral. Nem sempre dá, nem sempre queremos, mas com as pessoas íntimas somos realmente nós mesmos, mostrando nossa real felicidade ou tristeza.

A nossa velocidade de raciocínio é tamanha que, às vezes, as palavras não saem como o planejado. Até mesmo para escrever, acabamos atropelando tudo - e temos que ter calma, senão o texto não sai. Dizem que somos sedutores, gostamos do jogo da conquista. De fato! Apesar de queremos ser conquistados, preferimos estar no controle da situação. Gostamos do olhar, da paquera... e daquela dúvida com uma pontinha de certeza de que seremos bem sucedidos.

É muito cômodo colocar somente as qualidades... Mas cadê o lado negro da força?

Pois é !!! Somos chatos, exigentes e perfeccionistas. Gostamos das coisas do nosso jeito e da nossa maneira. Não suportamos ser interrompidos quando estamos falando. As vezes falamos mais do que o necessário e podemos ser mal interpretados como grosseiros, sarcásticos ou inconvenientes. Fazer o quê, né!? Só que nem tudo são flores. Embora não sejamos tão maus assim.

Notaram que o texto está todo em primeira pessoa do plural? Claro!
Gêmeos são dois ou mais!
Somos múltiplos, somos mutantes, somos mundanos, somos tudo e nada.
Ou não!

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Freundschaft *



Saindo da pseudo-hibernação...
O geminiano não consegue hibernar... ele nasceu para difundir, para expressar, para ser livre e dormir somente o necessário - mesmo que este quem vos fala/escreve adore uma soneca!


Vamos lá...



Cinco dos intens mais procurados, falados e encontrados pela internet afora são: sexo, artistas, amor, política e... amizade. Pois é... pode ser estranho, ou até piegas algumas coisas que colocarei, mas não to querendo generalizar o sentido dessa palavra - amizade. Quero apenas colocar o que penso sobre esse tema, num estalo de sentidos, sem compromisso, despretensiosamente.

Já diziam que os “amigos são a família que a gente escolhe”. Pois é.
Mas às vezes, essa família também te decepciona, também de irrita, também de maltrata, te esquece, te ignora... mas você a escolheu. Você os colocou em seu coração para partilharem momentos, vivências juntos ou pelo menos em boa parte delas. Essa família, por mais que você a tenha criado ou escolhido, não pode jogar fora como um simples brinquedo que perdeu o seu valor. Muitas vezes os conflitos podem prejudicar um relacionamento que não tem diálogo aberto e esclarecedor. Somos muito chatos, cheios de nove horas, cheios de frescuras que nem sempre acabam agradando a todos... Mas essa família escolhida te atura, te agüenta... porque gosta de você, porque também te escolheu pra ser parte dela. O bom disso é que essa família escolhida pode ser podada, como uma árvore, onde os galhos podres você ou corta, ou os deixa cair por conta própria, se necessário em ambos os casos.

Quem convive com bons e sinceros amigos, sabe que nem sempre os dias estarão claros para todos. A harmonia nunca vai estar em 100%, mas a maioria vai querer que ela se mantenha estável, pelo menos. Falo de amigos mesmo, com o mais nobre significado da palavra amizade. Falo dos que se pode contar, dos que se pode confiar. Algumas pessoas próximas de mim desacreditam um pouco nisso. Mas eu ainda insisto que as não nos encontramos por acaso, não mesmo.

As amizades são como os ventos... alguns apenas nos tocam como uma pequena brisa, às vezes perceptível, às vezes não. Muitos nos chegam como redemoinhos causando certa instabilidade para, depois de um tempo, se esvaírem. E poucos nos acompanham na mesma direção por muito, muito tempo. Em alguns casos, na vida toda, mesmo que percorram caminhos diferentes”.

Mesmo ainda sendo um pouco pessimista com o ser humano em geral, tento acreditar que ainda existam pessoas dispostas a isso, a se dedicar de coração mesmo, não de obrigação por imposição de algo ou outrem, que escolhem seus amigos não só pela afinidade, mas porque querem ter e escolher uma segunda família... de loucos ou não, mas por opção própria.

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* Freundschaft = Amizade [em alemão]

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sei Não Sei




Começo hoje falando não sei como,
não sei por que, nem pra quê, nem pra quem.

Só quero falar, ou melhor, escrever.


Pois...

O que quero fazer, ainda não defini

O que quero explicar, ainda não desvendei

O que quero achar, ainda não procurei

O que quero mostrar, ainda não preparei


O que quero ter, ainda não achei.

O que quero sentir, ainda não testei

O que quero escrever, ainda não elaborei

O que quero tanto... eu ainda não sei...


Ou sei.


Nem sempre quero o que todos querem.

Mas quase sempre quero o que ninguém quer.

Nem sempre sonho o que gostaria.

Mas sempre acordo quando não deveria.





Vou hibernar. Preciso!

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

PaRáGrAfO úNiCo




Como complicamos nossa vida em meio a tantas coisas simples. A sentença que cada um tem dentro da sua cachola é que nos diferencia uns dos outros... porém somos complicados demais. O poder tem muito a ver com essa complicação, mas não totalmente. Isso sem falar nas burocracias de/do trabalho, do conservadorismo da sociedade, das tradições de famílias, dos conceitos de crenças... nisso tudo cada um quer colocar seu dedo, dizer o que pensa, ou mesmo abster-se para não procurar sarna pra se coçar. Só que, quando somos subordinados [sub = abaixo/inferior], engolimos sapo direto e matamos um leão por dia [com todo respeito aos animais], para se manter no emprego. Quando estamos no poder, geralmente esquecemos dos reais valores que sempre são mais importantes para um discernimento coeso de qualquer situação corriqueira. Valores esses que se esvaem quando não são fincados com atenção no nosso desenvolvimento psicológico, na nossa formação como pessoa, no nosso entendimento como gente, como ser humano mesmo. No geral, o rendimento, seja na situação que for, pode ser afetado quando a cobrança é excessiva. Tem quem goste desse tipo de situação [de pressão/correria], mas garanto que a grande maioria prefere uma boa convivência e uma energia equilibrada, seja no trabalho, seja em casa. Conseqüência: o corpo padece. Às vezes essa “máquina” pede socorro dizendo “calma, que não sou de ferro, nem de titânio, muito menos de adamantium!”. A ambição faz parte do ser humano. Até aquele que se contenta ou se está satisfeito com o pouco que adquiriu a tem, pois mesmo com esse pouco, houve ambição em conquistá-lo. Os grandes querem tudo, passando ou não por cima do que for. De certa forma, tenho medo do ser humano. Somos tão imperfeitos que, por uma mísera coisa, podemos criar situações absurdas, prejudicar pessoas, romper valores, anular felicidades, desequilibrar energias... embora que ainda tenha todas as qualidades possíveis. Precisamos sonhar, mas não conseguimos, porque hoje os pesadelos são vistos à olhos abertos. Precisamos nos libertar, mas a gravidade não deixa. Precisamos de paz, mas já parou pra pensar que nós mesmos procuramos os conflitos? Tente escolher o seu caminho no meio desse desatino. Consegue?





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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Anseio



Anseio...

de ansiedade, de expecitativa, de querer, de fazer,

de poder, de ter, de esperar, de atuar,

de sentir, de ferir, de acolher, de olhar,

de observar, de abster-se, de suar, de chorar,

de gritar, de amar, de explodir, de ocultar,

de sonhar, de satisfazer, de esperar, de agradar,

de tomar, de mentir, de ficar, de sair,

de beber, de fazer, de gozar, de saltar,

de subir, de descer, de dormir, de sumir,

de crer, de não crer, de obrigar, de abrigar,

de sorrir, de afugentar, de fingir, de explicar,

de ouvir, de falar, de ceder, de calar,

de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre,

disso, daquilo, de tudo mais... anseio.

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Anseio = desejo veemente; ambição;



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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Devaneios Insanos





Acordei no meio da noite e fiquei pensando...
o que eu fiz de diferente hoje na minha vida?

Tudo e Nada...
Complicado, né!

Se tudo fosse do jeito que a gente quisesse, o mundo seria uma bagunça total: anarquistas graças a Deus (!), ou seja.

Regras do dia-a-dia, da sociedade, do trabalho, da escola, da família, dos amigos...

O tempo que nos é tomado, o maior deles no local de trabalho, sempre impede de sermos nós mesmos. Somos condicionados a fazer o que a demanda do dia pede, o que o chefe pede, o que sua mesa cheia de papéis pede, o que o c****** a quatro pede.

Mas... e fora disso? Quem somos?

Somos loucos dentro de cascas “normais”. As vezes temos vontade de pular de um edifícil generosamente alto só para saber a sensação de estar em queda livre... para outros olhos, simplesmente estar voando. Nesse jogo de infinitos interesse de nós mesmos, somos os loucos em tentar ver a vida como um game, tentando ver quem ganha e quem perde. Usamos as peças na expectativa de como será a jogada seguinte... só que nem sempre a resposta é positiva... mas quem arrisca não petisca.

Temos medo e anseio... coragem e serenidade(?). Somos tudo isso numa esfera única que as vezes não descobriu qual é o trilho certo para a viagem ser mais segura.

O que posso fazer pra melhorar minha vida é tentar ser completamente eu. Que coisa, hein! Ninguém consegue ser assim 100% do tempo. E não serei louco(!) de ser o primeiro a experimentar. Então vou tentando ser... simplesmente algum eu... com ou sem os outros eu's.

Pra finalizar, e misturando o filósofo Sócrates com a cantora Paula Toller, deixo essa:

Só sei q nada sei dessa vida... e vivo sem saber. Vou errando enquanto o tempo me deixar.”



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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Madge 50 [Parte IV - final]

25 maiores hits que fizeram de Madonna um sucesso absoluto
[em ordem cronológica]
2000-2006


21. "American Pie" (2000)
A clássica musica de Don McLean ganhou o tratamento de Madonna para ser incluída no filme: Sobrou Pra Você. O filme foi um fracasso, mas a música foi muito bem, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido, no Canadá e na Austrália, entre outros. Curiosamente, mesmo não tendo sido lançada nos Estados Unidos, alcançou a posição 29 apenas com execução nas rádios.

22. "Music" (2000)
"Music", o décimo-segundo single de Madonna a chegar ao topo das paradas americanas. Concorreu ao Grammy de Gravação do Ano, mas perdeu para "Beautiful Day" do U2. O vídeo mostra Madonna (grávida de cinco meses na época) e o comediante Sacha Baron Cohen. "Music" tem sido parte de todos os shows de Madonna desde o seu lançamento.

23. "Don't Tell Me" (2000)
Quando "Don't Tell Me" ganhou disco de ouro, Madonna empatou com os Beatles no segundo lugar entre os artistas com mais singles que ganharam ouro, platina ou multi-platina, num total de 24 (seguindo o caminho de Elvis, que lidera com a impressionante marca de 52). "Don't Tell Me" chegou ao número 4 das paradas americanas e o vídeo mostra Madge andando com caubóis e montando um touro mecânico.

24. "American Life" (2003)
Primeiro single de seu álbum de mesmo nome, "American Life" foi altamente criticado por falar da cultura materialista da América e da falta de satisfação em meio a tanta abundância. Os americanos não estavam prontos para um discurso político vindo de uma mulher que costumava cantar sobre as alegrias do sexo. O single ficou entre os 10 mais pedidos (algumas vezes chegando ao topo) na maior parte da Europa, assim como no Canadá e no Japão, mas não passou da 37° posição nos Estados Unidos.



25. "Hung Up" (2006)
O primeiro single de seu álbum Confessions on a Dance Floor, "Hung Up" traz um sample viciante do grupo dance ABBA. Uma Madonna dançante apareceu com esse sucesso, sinalizando o retorno da mega-estrela após as fracas vendas de seu álbum American Life. "Hung Up" chegou ao topo das paradas em 41 países, um fato sem precedentes, mas nas paradas americanas chegou ao número 7.

Bônus Track

Hard Candy [Album]

Refrões atuais estilo pop, juntando a criatividade de produtores que dominam os charts musicais do mundo, o 11º álbum de estúdio de Madonna, "Hard Candy", é produzido por Timbaland, Justin Timberlake, Pharrell Williams e Nate "Danja" Hills. Este álbum é como uma "parte II" mais moderna e antenada de "Confessions on a Dancefloor". O album anterior fazia qualquer pista de dança ferver com a nostalgia atualizada dos anos 70 e 80, num ambiente "futurista retrô"... e o trabalho atual continua numa nova linha, com jeito moderno, "street" e hip hop, ou seja, anos 2000. Destaques para "4 Minutes, Give It To Me, Miles Away e Candy Shop.

Madona, hoje uma (bitch) lady de 50 anos, se renovando... sempre!

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Madge 50 [Parte III]




25 maiores hits que fizeram de Madonna um sucesso absoluto

[em ordem cronológica]


1990-1999

14. "Vogue" (1990)
Houve algumas grandes modas de dança na história da música pop americana:
o Twist, a Macarena e Vogue, para citar algumas. Essa música, da trilha sonora de Dick Tracy, apresenta instruções sobre a dança "vogue", um estilo de dança muito popular nos clubes gays da cidade de Nova York.


15. "Justify My Love" (1990)
Madge se uniu aos compositores Ingrid Chavez e Lenny Kravitz para compor esta música excitante, que se tornou a nona música de Madonna a alcançar o topo das paradas americanas. O vídeo feito para a música era tão picante que foi banido pela MTV. Como resultado disso, o vídeo de "Justify My Love" foi o primeiro a ser lançado para venda e esgotou rapidamente nas lojas de todos os lugares do mundo.


16. "This Used to Be My Playground" (1992)
Décimo single de Madonna a chegar ao topo, esta balada era tocada no filme Uma Equipe Muito Especial. A atuação de Madonna nesse filme também foi bem recebida pela crítica. A música fez parte da compilação das baladas de Madonna, Something to Remember, lançada em 1995.


17. "Take a Bow" (1994)
Após o sucesso de seu controverso e bem sucedido livro, Sex (1992), Madonna experimentou uma queda nas paradas.
Mas "Take a Bow" mudou tudo. Essa canção sobre a despedida a um amor quebrou recordes, permanecendo por sete semanas no primeiro lugar das paradas americanas.


18. "Frozen" (1998)
Este single, que trás um tema obscuro, instrumentos orientais e batidas eletrônicas, foi um grande sucesso para a recentemente reinventada Madonna. "Frozen" chegou ao primeiro lugar das paradas em dois dos maiores mercados musicais, precedendo o sucesso de Ray of Light, álbum no qual a música foi incluída.


19. "Ray of Light" (1998)
Este sucesso dance inspirado na música eletrônica quebrou um recorde para Madonna, vendendo 73 mil singles na primeira semana de lançamento. A segunda faixa de seu álbum vencedor do Grammy, de mesmo nome, "Ray of Light" foi um grande sucesso nos clubes noturmos e foi remixada pelo DJ’s mais requisitados. O single ficou entre os dez mais pedidos ao redor do mundo, chegando ao número cinco nos Estados Unidos.


20. "Beautiful Stranger" (1999)
Esta música contagiante foi composta por Madonna e o co-produtor de Ray of Light, William Orbit, para o segundo filme de Austin Powers, Austin Powers: O Espião Irresistível. A música chegou ao número 19 das paradas americanas, mesmo nunca tendo sido oficialmente lançada e rendeu à cantora outro Grammy.




continua...


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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Madge 50 [Parte II]

25 maiores hits que fizeram de Madonna um sucesso absoluto

[em ordem cronológica]

1986-1989


8. "Papa Don't Preach" (1986)
Outra das baladas mais sérias de Madonna, a música conta a história de uma adolescente grávida que decide ter a criança e criá-la com seu namorado. Você pode pensar que um assunto tão sério não funcionaria como uma música pop, mas essa foi outra canção que chegou ao topo das paradas no verão de 1986. Alguns grupos que desaprovavam Madge passaram a elogiá-la pela música contra o aborto, mas outros ficaram preocupados que ela pudesse estar glorificando a gravidez na adolescência.

9. "Open Your Heart" (1986)
No estilo clássico de Madonna, "Open Your Heart" foi salva por um vídeo picante. Nele, Madonna interpreta uma dançarina exótica que se apresenta para uma platéia onde se encontra um garoto menor de idade. Muitas pessoas se sentiram ofendidas, mas a música também alcançou o primeiro lugar nas paradas.


10. "Who's That Girl" (1987)
Indicada ao Grammy, "Who's That Girl" chegou ao topo das paradas no verão de 1987 quando apareceu no filme "Quem é essa garota?", estrelado por Madonna. O filme não se saiu tão bem, mas a trilha sonora ganhou disco de platina. Outros artistas fazem parte da trilha sonora, mas essa música junto com outro sucesso de Madonna, "Causing a Commotion", foram as responsáveis pela maioria das vendas.


11. "Like a Prayer" (1989)
"Like a Prayer", com sua letra dramática e coro gospel de fundo é, sem dúvida, um dos maiores sucessos da Madonna. Mas o vídeo, repleto de crucifixos em chamas e com Madonna se relacionando com um santo negro, foi considerado bastante controverso.


OBS: A Pepsi havia assinado um contrato para ter Madonna e a música em um de seus comerciais, mas voltou atrás devido ao escandaloso vídeo. Ainda assim, a música chegou ao topo das paradas dos maiores mercados musicais do mundo e ganhou o prêmio Escolha da Audiência da MTV, patrocinado por, adivinhem quem? Pepsi!


12. "Express Yourself" (1989)
Um chamado para todas as mulheres se manterem firmes em seus objetivos, "Express Yourself" ficou entre as cinco mais pedidas ao redor do mundo, chegando ao segundo lugar nos Estados Unidos. O famoso sutiã cônico fez sua estréia no vídeo feito para essa música. Desenhado por Jean-Paul Gautier, o espartilho rosa com o bojo cônico foi usado sob um terno preto no vídeo e durante a turnê Blond Ambition.


13. "Cherish" (1989)
Terceiro single do irresistível álbum Like a Prayer, "Cherish" é uma música que mostra uma Madonna mais inocente, cantando sobre as alegrias do amor verdadeiro. A música chegou ao terceiro lugar nos Estados Unidos e foi o sétimo single a ficar entre os 10 mais pedidos nas paradas americanas.





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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Madge 50 [Parte I]

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Ítalo-americana, nasceu em 1958 em Bay City, Michigan / USA. Desde o início, Madonna Louise Veronica Ciccone tinha grandes sonhos e, aos 19 anos, mudou-se para a cidade de Nova York onde começou a carreira como cantora e dançarina.

Tendo vendido mais de 200 milhões de álbuns durante uma carreira que já dura mais de duas décadas, "Madge" permaneceu no topo constantemente se reinventando. Apesar de muitas pessoas questionarem suas escolhas artísticas, os números não mentem: a revista Billboard publicou que a Confessions Tour de 2006 foi a turnê de uma artista feminina mais bem sucedida da história.






25 maiores hits que fizeram de Madonna um sucesso absoluto
[em ordem cronológica]


1983-1986
1. "Holiday" (1983)
Do álbum de estréia, que leva seu nome, "Holiday" foi a primeira das músicas da Madonna a entrar no Hot 100 da revista Billboard, alcançando o 16° lugar. É uma de suas músicas mais características.
2. "Borderline" (1984)
O segundo single de Madge chegou aos 5 primeiros da parada americana, o que era impressionante para uma novata. No vídeo, John Leguizamo bastante jovem, interpreta um amigo do namorado de Madonna.

3. "Like a Virgin" (1984)
Esta música foi a primeira de Madonna a chegar ao primeiro lugar no Hot 100 da Billboard, provavelmente devido à sua lendária apresentação no primeiro MTV Video Music Awards. Rolando pelo chão usando um vestido de noiva, Madonna apresentou essa música e consolidou uma relação mutuamente benéfica com os vídeos musicais.

4. "Material Girl" (1985)
Esta música, que concedeu à Madonna o apelido de "garota materialista", apresentou a cantora como uma garota que prefere ter um namorado rico à um apaixonado, apesar de o clipe ter sido feito como uma paródia ao comercialismo e ganância dos anos 80. "Material Girl", o segundo single do álbum Like a Virgin, chegou ao segundo lugar das paradas americanas, com um vídeo que imitava o famoso número musical de Marilyn Monroe, "Diamonds Are a Girl's Best Friend".
5. "Crazy for You" (1985)
Da trilha sonora do filme Em Busca da Vitória, "Crazy for You" foi a segunda música de Madonna a alcançar o topo das paradas. Madonna fez uma participação especial no filme, cantando essa música em uma cena que se passa em um clube noturno.
6. "Into the Groove" (1985) Coincidindo com seu papel no filme Procura-se Susan Desesperadamente, essa popular música foi remixada para ser utilizada no comercial da Gap de 2003, estrelado por Madonna e a rapper Missy Elliott.
7. "Live to Tell" (1986)
Escrita e produzida por Madonna e seu colaborador de longa data Patrick Leonard, "Live to Tell" é a história de uma mulher enfrentando uma difícil decisão. Essa música foi escrita para o filme Caminhos Violentos, estrelado por Sean Penn, marido de Madonna na época. Com essa balada, que alcançou o primeiro lugar nas paradas, Madonna mostra um lado mais maduro, abandonando o visual de garota urbana por um mais adulto.





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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Percussão e House

O som sempre chamou a atenção dos seres vivos, em especial os homens. Podem se ouvir diversos timbres, límpidos ou abafados, audíveis ou quase imperceptíveis. Um deles é usado desde o início da humanidade arcaica e sempre se destacou pela sua sonoridade: O som de batuque. Ele sempre chamou a atenção, seja para comunicação, seja para entretenimento ou diversão. E é sobre esse "batuque" que quero explorar...

O som percussionado, seja por um único instrumento, ou mesmo por quantidades maiores, é visto como algo que não dá para não observar. E esse som iniciou-se na África, entre as inúmeras etnias existentes por lá, cada uma a seu modo, cada uma à sua vontade, misturando crenças, religiões, festas e tradições. Pois é. E essa mistura de sons atravessou os tempos e até hoje ainda é apreciada por muita gente mundo afora.

No cenário musical, temos percussão em muitos gêneros. Na música eletrônica ela fez uma reviravolta, criando novas vertentes do ritmo mais famoso da dance music: o House, que existe há mais de 20 anos, onde seus subgêneros fizeram e fazem moda, renovando-se e atualizando-se sempre que necessário. A percussão entrou na House Music meio que timidamente, pois não se achava um nome certo para as esse novo estilo usado em sua base, o que deixava sua batida menos repetitiva, dando abertura para diferentes formas de ser usada.

Em alguns remixes do final dos anos oitenta e início dos anos 90, temos alguns sucessos onde se percebiam percussões em algumas produções, mais destacados em versões alternativas ou remixes. "A Little Respect" [Erasure] teve seu remix mais executado nos clubs numa versão com percussão... discreta, porém bem elaborada. Na primeira metade dos anos 90, em hits como Tribal Dance [2 Unlimited – até então um grupo de technopop], Vênus [Shocking Blue – que gravou esse clássico numa versão pra lá de swingada] e Batucada [Dj Dero - que usou a Timbalada de Carlinhos Brown criando uma fusão bem diferente e inusitada], já se percebiam alterações mais acentuadas e a "cadência 4/4 seca", típica da House Music, já não era mais a mesma.

Mas a grande mudança aconteceu no final da segunda metade dos anos 90, onde alguns deejays e produtores descobriram que a percussão fazia e muito a diferença em um remix ou em uma produção original de algum novo sucesso - pois deixava mais envolvente. Como a percussão sempre foi ligada às tribos africanas, o nome "tribal" foi adotado como um novo subgênero do House, sendo uma variante muito bem aceita nas casas noturnas mais antenadas.

Não se pode dizer que “tal música, tal remix” deu início ao Tribal House, mas algumas delas, que foram grandes hits [em especial, os remixes] deram abertura para o ritmo mais executado da década de 2000 nas casas noturnas pelo Brasil e pelo mundo. Produtores como Thunderpuss, Club 69, Sound Lovers... e atualmente Tony Moran, Hex Hector, Junior Vasquez, e brasileiros como Ander Standing, Edson Pride, Rafael Lelis e Altar, utilizam da percussão para deixarem suas produções com altos níveis de aceitação em festas, clubs e casas noturnas.

E essa batucada eletrônica já está gerando frutos. Embora o eletrohouse tenha tido sua parcela de fama, o eletrotribal veio com mais força, pois misturou o melhor do eletro com o som envolvente do tribal, sendo mais uma opção para os deejays que gostam dessa variedade que a dance music proporciona. Seja o ritmo que for... Trance, Psy, Chill Out, Lounge, Techno, Euro, Ítalo, Garage, Disco, Eletro, Progressive, D&B, Tribal ou House, a dance music está aí. Pra quem achava que seria um modismo, ela se renova a cada década... cada vez melhor.

Vida longa para a dance music de qualidade, em especial ao house e suas variantes.


















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...e nesse mês de "oktober"... nada de "fest" por aqui!

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

vanità * - vanité * - vanity *

Curioso (<-<- adoro essa palavra) como somos vaidosos.

Não falo da vaidade de se vestir bem, de ter um sapato legal, um relógio moderno...
Vaidade em si de ser notado, pelo que quer que seja... dentro do que queremos, é claro (e cômodo). Eu, por exemplo, gosto quando vejo que há comentários neste blog porque daí tenho a certeza de que está sendo lido, apreciado, acompanhado, etc.

Uma pessoa gosta de ser elogiada por alguma coisa que ela fez/faz para chamar a atenção, seja por um andar charmoso, seja por algum acessório, um bom texto publicado, uma música bem interpretada, enfim... 'n' coisas que podem encher o ego dela.

A vaidade está aí, na exposição à outrem e à espera da resposta.


Mesmo os reclusos são vaidosos. Pois a vaidade deles está em ser low profile.

Somos escravos do consumo, somos reféns da vaidade. Mesmo porque o espelho tá aí, pra nos dizer se a roupa está legal, se o cabelo está arrumado (ou cuidadosamente desarrumado, como é o meu caso) como ditam as tendências globalizadas. Não adianta fugir, porque ela já nos engoliu.



O nosso processo de evolução é tão lento que tropeçamos em pequenos buracos que nos alertam pra realidade. Não adianta querer não depender de nada, pois não temos grau suficientemente elevado para sermos totalmente independentes.

À propósito...
Quem não quer isso, quem não quer aquilo?
Quem não queria ser isso, ou ser aquilo?
Quem não queria ter isso ou aquilo?


Pra não responder, prefiro ficar calado e me recolher na minha [in]significante vaidade!


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fim de setembro



*vanità - vanité - vanity = "vaidade" em italiano, francês e inglês, respectivamente.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

2 e 1/2



Pensando bem em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho, chega na hora certa,
Fala as coisas certas, faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras
Perder a hora, morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem,
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade,
Aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar,
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono,
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado,
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a
gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que ele quer é que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...


A Pessoa Errada
(Luis Fernando Veríssimo)





terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cada um dá o que tem...


Quando as coisas acontecem em nossa vida, o ditado popular diz que "não é por acaso". Pois bem... Mesmo retomando um blog onde eu falaria um pouco de tudo (e é o que eu tento), estou tentando não me prender muito em clichês... rsrs


Folheando um livro de pensamentos, vi a seguinte frase: "Nascemos príncipes. A educação nos torna sapos." Poderia até trabalhar nessa frase, mas o texto ficaria muito longo, e nem todos que aqui frequentam têm vontade de encarar um editorial. rsrsrs
[lá vou eu de novo rindo no final do parágrafo]


O que quero dizer é que, quando somos jovens, crianças mesmo, somos de certa forma puros de sentimentos e puro de pensamentos. O novo nos encanta a cada dia. Mas quando somos direcionados a tal comportamento, a tal maneira de falar, de comer, de se expressar, de se vestir, entramos num conceito que acham ser o certo durante muito tempo, muitas gerações. Poucas crianças têm a maturidade da flexibilidade para depois mostrarem e serem realmente o que querem, sem as birras e esperneios corriqueiros de uma criança mimada. A educação nos torna sapos porque somos direcionados de acordo com a vontade dela. Se não nos encaixamos no perfil proposto, somos marginalizados. Será que ser príncipe seria a saída? Hoje em dia, nao mesmo. Somos maus por natureza, somos julgadores e preconceituosos por criação, somos teimosos e falsos colaboradores.

O mundo, as relações sempre foram de interesses. Não me aproximo de uma pessoa simplesmente pelo acaso. Se me interessou, em algo ela pode se útil. Falo de todos os interesses, não só os financeiros como pensaram - sejam eles de pura amizade, estudo, negócios, trabalho, sexo ou sei lá o que. Tudo tem uma troca. Todos fazemos, mesmo sem esperamos algo, mas no fundo queremos ser recompensados, seja pelo que for (de bom, claro). Até porque cada um dá o que tem, ou seja, se somos hipócritas, recebemos hipocrisia. Não sou pessimista com o mundo, mas caminhamos para um individualismo onde o cada um por si será a lei suprema.

Outro dia li um texto interessante sobre "cada um na sua ilha"... daí vi que esse caminho individual que estamos é real. Percebi que estou inserido nisso quando estava dentro de um ônibus com meu fone de ouvido, escutando uma boa música num volume ensurdecedor para não ser importunado por quem quer que seja ou mesmo para não ouvir o povo que adora conversar falando alto e não se importa com as pessoas que estão na sua querendo um pouco de paz nesse mundo tão louco.

Na verdade, somos todos carentes e temos medo de pedir/exigir isso. Gostamos de colo, de carinho, de atenção... temos medo de pedir e de fazer também. A lei da ação e reação está pra todos. Aí vem a velha desculpa que nos persegue e que na real tem cabimento: corremos tanto contra o tempo que muitas vezes esquecemos de nós mesmos.

Sou um príncipe querendo ser sapo e um sapo querendo ser príncipe.

Cada um dá o que tem: pelo menos eu tento ser bom. Individual, mas bom.

Ai ai... rs

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Até a próxima loucura!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Certezas Incertas

Hoje quero falar pouco, apenas colocar em questão "básica"... o que nos motiva a viver?

É complicado responder, pois muitos vão dizer as mesmas respostas, o trivial [blagh!]. Deus não é razão de viver, idealismo também não - sejamos realistas. Somos escravos do consumismo, mas não vivo por uma cança jeans. Eu não, mas tem gente que morreria por uma. rsrsrsrs.......
Procurar uma razão de viver é o mesmo que tentar entender como nós surgimos. Não vou entrar no assunto do "surgimento do mundo, dos seres vivos", pois não quero ser taxado de louco com minhas idéias e teorias darwinistas - o que muitos discordam.

Enfim...

Todos sabemos que os "amigos são a família que a gente escolhe". E a nossa família biológica é aquela que somos destinados a aguentar o resto da vida. Ouvi dizer há muito tempo e faço questão de falar a quem quiser ou não ouvir: "Família é uma fábrica de loucos!". Daí você pensa, minha família é minha razão de viver? Pra quem é pai, mãe (não pertenço a esse quesito paternidade), até entenderia. Mas sei lá, é tão complexo entender porque nos esforçamos tanto por tão pouco, trabalhamos 30/35 anos, pagando impostos, ganhando o que não seria o adequado, etc e tal... para depois, já cansados, com uma idade (digamos) mais avançada tentar "aproveitar a vida" [?]. Pra quem nasceu em berço de ouro ou teve a sorte de crescer profissionalmente e financeiramente, pode se dar ao luxo de aproveitar mais a vida antes da velhice.

E quem disse que dinheiro não traz felicidade, é porque não encontrou o endereço da loja. Dinheiro traz conforto sim, traz boa saúde, boa alimentação, boas roupas, boas viagens, bons restaurantes, boas bebidas, boas festas... e bons amigos, quando bem escolhidos, é claro. Esse papo de que dinheiro não é tudo, ah, fala sério! Se o mundo não fosse capitalista, até poderia pensar de outra forma, mas se nao fosse o suado dinheiro que ganho para me manter vivo, quem é que pagaria minhas contas, me daria um teto, comida e roupa lavada? Não vamos ser hipócritas e dizer que a elevaçao espiritual é a que nos traz benefícios. Orações e afins podem até trazer paz de espírito momentâneas, mas com certeza elas não cobrem o cheque especial [!]. Pois é... nem o dinheiro pode ser nossa razão de viver, mas que ele faz parte da nossa vida, isso faz.

O que me motiva, ou o que me consola e conforta é saber que tenho pessoas próximas que se preocupam comigo, que jamais me negariam um favor, uma ajuda e que posso mesmo contar com elas, se necessário. Família... bem... prefiro não comentar. Sei que poucos e bons vão estar do meu lado. Pelo menos eu espero.

Em suma, tenhos meus motivos para estar vivo, tenho as pessoas que gosto de estar junto e que me fazem querer estar. Tenho meus sonhos que ainda navegam pela mente em busca da tão esperada realização. Se isso for razão de viver, eu ainda tenho muito que aproveitar/experimentar/conhecer.



E você, sua razão de viver é banal ou é excepcional?
Sem crenças, por favor!


Até a próxima!


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Panelinha Feia



Não é de hoje que existem grupos sobre determinados nichos. O ser humano necessita fazer parte de um grupo. Um grupo onde ele possa ser aceito, onde ele possa relaxar, até se estressar, também interagir, falar e ouvir... ou seja, fazer parte mesmo. Existem grupos religiosos, grupos políticos, de ateus, de "loucos", de "sábios", enfim... até os que preferem se isolar são parte de um grupo, mesmo que não interajam.

O grupo dos deejays não fica de fora, porém acho que não pode ser classificado como um grupo em si. Em um grupo há uma certa coerência, respeito e preocupação com o todo. Antes fosse assim entre [todos] os deejays. Mas como ninguém é perfeito...

Eu penso que um dos "medos" de um deejay (ruim) é ser substituído por outro (que seja melhor). Sei disso por experiência própria. Não que eu me ache "o tal", mas sei que sou capaz e tenho meu valor, minhas qualidades. Digo isso pelo simples fato de algumas portas não (ou melhor, nunca!) se abrirem para mim. Não digo isso por frustração, mas sim pela decepção de não ser reconhecido pelo que faço e gosto de fazer.

Numa cidade como Rio Branco (Acre) não é de se esperar muito. O "novo" aqui gera bloqueio, medo, receio. O bom (música) é esmagado pelo comercial (lixo). Então como se pode mostrar um trabalho bom, com material diferenciado, se o povo está acostumado com lixo e se recusa a experimentar o que pode ser legal?

Pois é... consequência de uma cidade pequena com gente de mente pequena.


Os deejays aqui em sua grande maioria têm medo de perder o pouco espaço que ocupam. Penso que há espaço para todos. Só que a maioria deles pensam como os políticos, ou seja, o que é meu é meu, o resto é resto... ou seja, o resto que se f***.

Puro egoísmo.


Mas estou aí, lutando no escuro, me reciclando, procurando estar sempre de bem comigo mesmo, pois rancor é para quem não tem maturidade de entender que a hora certa ainda virá.

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"Just take a chance on me".

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