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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Hobbit e suas sensações




Quem me conhece sabe que sou fã das obras do escritor John Ronald Reuel Tolkien e que a trilogia O Senhor dos Anéis é um dos meus filmes favoritos, sem esquecer do livro. Deixando a demagogia de lado, é sim uma história mítica, mágica e envolvente, com riqueza de detalhes que o diretor soube (e as vezes até exagerou um pouco) retratar da forma como Tolkien descrevia nos livros. Sim, o escritor detalhava até os jardins de Isengard em um dos capítulos do livro. Mas o que vem ao caso é a história em si.

Como já perdi as contas das leituras e das vezes que assistiu a trilogia O Senhor dos Anéis e mesmo os 2 primeiros filmes de O Hobbit, pra quem é fã, é sempre uma visão diferente a cada leitura ou visualização. As observações críticas vão ficando mais suaves e mesmo quando me deparei em algumas falhas, elas são irrelevantes, e muitas delas foram explicadas nos dvds de extras da trilogia passada.

A sensação que tive ao ver os créditos subindo e ouvindo a música The Last Goodbye (interpretada pelo ator Billy Boyd, o "Pippin") no filme “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos” fiquei por alguns minutos refletindo sobre tudo: filme, história, mensagens, lições, erros, acertos, enfim... É como se eu tivesse me despedindo de algo que de certa forma foi meu. Sim, meu como fã. Quem é fã se acha um pouco “dono” da história, pois viveu de perto como leitor/expectador toda a aventura, torcendo, rindo, com raiva... e principalmente se emocionando. Sim, são histórias de lutas, de superações, mas com cargas dramáticas bem elaboradas tão bem nos livros, que Peter Jackson soube fazer nossos olhos marejarem várias vezes em seus filmes.

Tecnicamente falando, a produção se esmerou tanto em deixar essa trilogia atual o mais perfeito possível (HD, 3D, etc) que em certas horas parecia mais um vídeo game de última geração do que um filme épico (principalmente a segunda parte:  O Hobbit – A Desolação de Smaug). As batalhas no terceiro filme são envolventes, com algumas pausas que nos fazem respirar e as vezes até perder a respiração. Porém em boa parte achei mais do mesmo – sem grandes surpresas, mesmo já sabendo da história. E olha que nos livros “O Hobbit” e “ O Senhor dos Anéis” elas são contadas com riqueza de detalhes. O diretor cometeu algumas falhas durante a sequência (não vou falar quais - adivinhem vocês), mas que no geral conseguem passar quase que despercebidas. Quase.

Não vim aqui defender com unhas e dentes os livros e os filmes. Vim aqui dizer que, se você gosta de histórias que falam de compromisso, amizade, lealdade, amor, compaixão e também de inveja, ganância e outros males, assista as trilogias com um olhar mais apurado, vivendo a fantasia, mas observando as mensagens que Tolkien deixava subentendidas.

Terra Média, pra mim, é um mundo paralelo que existiu sim. Tolkien trouxe pra nós em forma de palavras e Peter Jackson as transformou em imagens. Vale ler cada página e assistir cada minuto dessa história.

"Eu não direi não chorem, porque afinal nem todas as lágrimas são ruins."
 — Gandalf (O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei)

 

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Edadilibisnes ou Sensibilidade ?




A percepção do significado de palavras, atitudes ou comportamentos vai do grau de sensibilidade de cada um.
Sim, estou falando de sensibilidade

No dicionário, essa palavra significa:

"Propriedade de reação dos organismos aos estímulos externos ou internos: sensibilidade cutânea; sensibilidade moral. Tendência, disposição a ser dominado pelas impressões, sentimentos, emoções; impressionabilidade, suscetibilidade. Qualidade de um instrumento que acusa as mínimas variações de quantidade ou intensidade: a sensibilidade de uma balança; a sensibilidade fotográfica de um filme."

Sem adentrar muito, o significado dela é mais do que claro. O que observo é que no dia-a-dia ela só existe em teoria, em compartilhamentos, em super bem escritas declarações de amor, amizade e blá-blá-blá que se encontra por aí.

Já dizia uma conhecida frase de Madre Teresa de Calcutá: "Seja fiel nas pequenas coisas porque é nelas que mora a sua força"

Será que eu sou o único - entre tão poucos - que consegue observar ou as pessoas fingem que sabem disso, mas na prática não exercem esse sentimento?

Portanto, sem melodramas. Em uma sociedade onde o individual é mais importante que o coletivo fica óbvio para todos descerem a ladeira de uma solidão programada, tendo os eventos como válvula de escape para se criar desculpas para estar em companhias por comodismo forçado. O simples fato de se importar - seja com um pequeno gesto - que cause respeito e consideração ao outro - faria tanta diferença aos corações que querem somente um lugarzinho pra chamar de seu.

Sim, a distância faz com que esse sentimento seja mais fácil de externalizá-lo, pois não há compromisso físico de fazer algo, apenas o moral, e apenas de forma mecânica. Perdeu-se a coragem de demonstrar o que se sente, seja em forma de crítica ou de elogio, de torcer a favor ou alertar de riscos. 

Será que é preciso jogar na cara para mostrar que é preciso atenção? A elegância/discrição/razão me diz que não, a emoção/verdade/vontade me diz que sim.

Mas é melhor cada um cuidar de si, já que se perder tempo e se cansar pra nenhum resultado não vai fazer efeito. Pior, vai causar mais decepções.

É cada um por si, infelizmente.
Sigamos, cada um com a sua "sensibilidade".

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mais um ciclo...




Esse garoto apareceu numa época em que a disco music começava a dominar o mundo com o grupo ABBA, a ditadura militar ainda era a lei no Brasil, Elvis Presley partiria em poucos meses e Elis Regina era a voz da música popular brasileira. As fotos tinham um ar real que o Instagram reproduz digitalmente, e o ainda desconhecido Star Wars iria estrear em poucos dias. Mesmo assim ele quis entrar naquele mundo louco sem saber o que seria e faria de sua vida, quase o final dos anos 70. 

Nos anos 80, sua infância foi comum, como a de muitos que moraram em cidades pequenas, com ruas de tijolos e vizinhos que eram como se fossem uma família. Tudo de uma simplicidade, mas havia um certo conforto, pois nunca lhe faltou nada, pelo menos do necessário, e podendo usufruir do supérfluo quando merecido. Fez amigos na escola que são seus queridos até o presente, embora que a vida adulta tenha feito cada um seguir um caminho distinto, mas mesmo o carinho e afeto continuam inabalados.

Os anos 90 foi a década de descobrimentos, do primeiro amor real e não correspondido, das memoráveis baladas, de agregar novas amizades que também durariam toda a sua existência, da firmação como pessoa, das experiências, dos ganhos e das perdas. Aliás, talvez a sua maior perda tenha ficado naquela década. Ele guarda saudades. As vezes se sente injustiçado pelo porto seguro que lhe foi tirado, mas segue em frente, já que não dá pra voltar ao passado e tentar fazer diferente.

A primeira década do século 21 foi de mudanças e reviravoltas. Largou tudo e foi se aventurar em terras distantes. Aprendeu muito, mas teve que voltar para o seu habitat natural. Talvez por ironia do destino e contra sua vontade, tomou a decisão que, inconscientemente, foi certa pra ele, abrindo mão de possíveis oportunidades e sem arrependimentos posteriores. Aprimorou seus conhecimentos profissionais e teve a certeza de que a música, a fotografia e a escrita seriam suas grandes paixões, mesmo que ainda não consiga viver somente desses prazeres. Conheceu um amor.

A segunda década do novo século chegou com uma 'puxada de tapete' daquelas, onde ele teve que rever valores, prioridades, necessidades e orgulhos. Conheceu gente nova, reencontrou grandes amigos, aprimorou mais ainda os seus conhecimentos, ganhou experiências profissionais extraordinárias e algumas bem curiosas.

A vida ainda não é do jeito que queria, mas ele tenta ser do jeito que gostaria ela fosse. Querer nem sempre é poder, mas desejar de coração pode ter uma energia muito forte e, quem sabe, até fazer as coisas acontecerem. Hoje, em 22 de maio, esse guri da década de 70 está iniciando mais um ciclo de vida, onde o destino fará (e ainda faz) com que ele amadureça e ganhe mais e mais experiências. Tomara. Eu torço pra que ele seja feliz, que seja menos carrancudo e que não feche o coração por conta das intempéries da vida. 

Continue vivendo com suas músicas, que te acalmam e inspiram. Com suas leituras que te encaminham para o futuro, com suas ideias e sonhos... e com sua família e amigos ao seu lado. 

Ah, uma coisa: Ele tinha que nascer nesse dia mundial do abraço, pois ele gosta de verdade disso.

Feliz Aniversário, Paulo!



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cremar ou não?



Me diga você: Por que enterrar tanta gente no mundo, uma vez que o corpo vai apodrecer e se desintegrar? Culturalmente isso é ridículo! Já não basta o sofrimento de perder o ente querido e ainda enterrá-lo embaixo da terra só para servir de alimento aos microorganismos? Por que não cremá-los?

Gente, quando morremos, nosso corpo só tem uma utilidade, doação dos órgãos que estão em bom estado, salvando quem precisa. No mais, tudo apodrece e fica insuportavelmente fedido. Ôh, troço pra feder é a carne humana em decomposição. Só um louco vai achar que o morto vai "descansar em paz" dentro de um caixão lacrado a "7 palmos" abaixo do solo.  

Convenhamos. Hoje não podemos nem mais morrer, pois os custos de um funeral estão pela hora da morte (rsrsrs... sem trocadilhos, por favor). Pior pra quem fica vivo, que tem que arcar com as despesas. Antes as autoridades governistas colocassem como alternativa para a família escolher como sepultar o corpo, os cemitérios não estariam superlotados. Eu, por exemplo, gostaria de ser cremado, mas aqui no novo oeste (deixo o velho oeste p'ros gringos) do Brasil não temos essa alternativa. Também não venham com piadinhas de me colocar na churrasqueira! ¬¬. 

Posso estar levando para um lado irônico e bem humorado, porém o assunto é sério. Há poucos crematórios no Brasil - e o custo é alto, bem alto. Vocês devem me achar meio insano, mas vejam pelo lado prático da coisa. Quem quer ser comido pelos vermes, que seja! Eu, se puder, quero ser cremado. E nada de guardar cinzas, pois meu espírito/energia estará bem longe daqui - assim espero.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Exercício



Hoje vou propor um exercício à vocês...
Coloque numa folha de papel duas colunas.

Numa delas você coloca suas vontades, seus desejos, por mais esdrúxulos que sejam, mas seja honesto consigo mesmo. Coloque suas vontades mais maléficas, seus desejos mais absurdos, mais íntimos e mais sinceros. Quando terminar, analise o porque de você estar desejando isso, o porque de você estar querendo isso (ou essas coisas). Depois dessa análise, pare (se puder, deite) um pouco e pense em tudo isso. Você mesmo vai obter suas respostas.

Depois de pensado e analizado... vamos à segunda parte.

Na outra coluna coloque seus medos, o lado oposto de algumas coisas que citou no lado do desejo e também o porque de você ter medo de ser, de fazer, de culpar (a você e/ou aos outros), de desejar, de querer algo. Não é um "campo de defeitos", mas sim de bloqueios e também de um lado que você entenda para si mesmo as consequências de ambos os lados, ou seja, do desejo e do medo.


Pode parecer fácil, mas quando você começar a escrever (escrever mesmo), vai ver como você tem qualidades e como você tem defeitos, como você tem vontades e como você se bloqueia, como as consequências de atos de um lado podem lhe fazer bem ou mesmo te prejudicar. Pode perceber que é cômodo abster-se de algumas coisas ou como pode ser gratificante enfrentar outras tantas. E até vai perceber que nem tudo o que você quer é prioridade e muitas vezes suas ações não são relevantes, assim como os medos podem ser trabalhados e as consequências de alguns bloqueios também.

Não custa nada tentar!

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sábado, 5 de abril de 2014

Observe à sua volta



Já dizia a letra: "Não quero dinheiro, só quero amar..."

Ah, sem essa!
Amor não enche barriga... ops... dependendo do não uso do preservativo, até que sim. Mas convenhamos, não tem essa de "viver de amor". Amor não paga conta de luz, feira, transporte, etecétera. Fazer as coisas (não to falando de sexo) com amor é mara!

Mas nem sempre fazemos ou trabalhamos no que realmente gostamos. Quisera eu... mas hei de conseguir!
O amor de filme, de novela, de seriado é sempre o mesmo, seguindo alguns caminhos diferentes, mas o resultado é quase sempre o mesmo: o final feliz. Não que não goste, mas aprecio e muitas vezes me surpreendo com finais não-felizes, pois mostram pra nós que quase sempre na nossa vida real o buraco é mais embaixo. Em resumo, o final feliz não existe, pois no final de tudo a gente morre, não é mesmo?

Por isso que aproveito os momentos bons que a vida me oferece, pois felicidade plena pra mim não existe, amor pleno pode até ser que exista. Não sei. Bom, sei que amo as pessoas próximas de mim - e elas sabem disso, mas não sei se essa plenitude existe. Só sei que o sentimento é sincero.


Também não preciso 'gritar pra todo mundo ouvir' [baixou o Roupa Nova aqui]. Nada mais justo do que demonstrar com pequenas ações, embora as grandes também contam, pois eu adoraria ganhar uma viagem à Europa.


Só quero dizer a você que está lendo aqui pense um pouco e relacione o que é bom pra você, quais as pessoas que realmente importam. Conhecer muita gente é legal sim, mas os leais companheiros são poucos. Não que isso o torne egoista ou faça seu grupo ser uma panela com lacre inviolável, mas
preste atenção nas pessoas. Tem muita gente com o coração bom e com muito amor sincero pra compartilhar [de novo, não to falando de sexo] com você. 

Ah! Também não precisa ficar sorrindo pra todo mundo como se fosse a alegria em pessoa! Ninguém é feliz o tempo todo. Só observe e filtre.


"
Ontem eu queria tudo o que meus sonhos pudessem me mostrar
Hoje quero o que penso ser melhor pra mim.

Amanhã vou continuar querendo, mesmo assim."

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

...de cara limpa?



De onde se tem notícia, o homem sempre gostou de pinturas pelo corpo. Seja somente no rosto, seja no corpo inteiro. Segundo pesquisas, só o "homem das cavernas" que não se pintava, mas deixava marcas nas paredes das grutas contando as histórias da sua época. Mas do início da idade cristã até a presente data, passamos por gerações de mascarados dos mais diversos tipos.

Ja tivemos a era dos homens com pó branco no rosto e peruca, o que simbolizava status, alta estirpe, e os camponeses (a plebe em geral) não tinha acesso a essas mutações.

Ja passamos também por eras em que os indianos eram o povo que sabia encantar a todos pelas pinturas e penduricalhos exageradamente coloridos pelo corpo.

Depois encontramos os índios das américas, sendo que na parte norte, haviam pinturas mais discretas e vestimentas para proteção no frio. Enquanto que aqui na América do Sul, os desnudos e desavergonhados nativos com corpos e rostos pintados com os mais variados pigmentos extraídos das frutas e folhas.

Depois veio a inquisição com seu conservadorismo, proibindo tudo e a todos de quaisquer atos ou comportamentos fora do que se dizia certo.

E na nossa era contemporânea, desde os anos 20 mais ou menos, temos inúmeras formas de pinturas pelo rosto e corpo, sendo que ficou apenas "permitido às mulheres", uma vez que isso prejudicava a masculinidade do homem, caso ele "desconfigurasse" o rosto com algum tipo de pó ou pigmento.

Hoje, com a diversidade em alta, mesmo sem a tolerância necessária, alguns homens (homossexuais ou não) estão adeptos à saúde do corpo e da pele - principalmente do rosto - quase que diariamente. Sendo que muitos deles - os hoje chamados metrosexuais - se importam com a aparência e procuram estar sempre em dia com uma cara boa. rsrsrs

Embora tenha falado das pinturas nos homens (e mulheres), penso que cada um é dono de si e responsável pelo seus atos. Então, quem quiser pintar-a-cara, seja para protesto na rua, seja para ficar bem na foto durante a balada, tá valendo.

Ridículo/engraçado?
Só se forem os outros, que não têm criatividade de encarar ou enfrentar.
Bem... eu sei lá! Só sei que é uma necessiadade do ser humano em aparecer,
em ser notado pelas pessoas.


Não é campanha de nada e para nada, viu gente!

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sexta-feira, 28 de março de 2014

O Trem



Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão, prontas para ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
 
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
 
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá 

O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? 
Sim. Deixar as pessoas que estimo viajando nele sozinhas será muito triste.
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.
 
E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem as pessoas.
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem sairá?
 
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar. 

É muito bom perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". 

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segunda-feira, 24 de março de 2014

Cade o controle de qualidade?



Escolher o que é bom as vezes torna a busca cansativa.

Mesmo com o leque gigantesco de opções para pesquisarmos nesse mundo virtual, a qualidade, veracidade e confiança no que acessamos deixa um ar de "será que é isso mesmo?".

Diz o ditado "quem procura, acha", e com certeza acha mesmo. É fácil achar sexo, fofocas e tosqueiras na internet. Até porque ninguém vai à uma biblioteca procurar Clarice Lispector para ler , nem que seja eventualmente, salvo algumas exceções.

Enfim...

Na televisão a coisa segue igual. A pseudo censura de assuntos que hoje são proibidos por não serem politicamente corretos. Negro/preto virou "afro-descendente", pobre virou "menos favorecido", gay/homossexual virou "pessoa com outra orientação sexual", criança levada virou "hiperativa"... [humpf]

A inocência e criatividade dos programas infantis nos anos 80 me faz as vezes saudosista, uma vez que era mágico assistir àquela fantasia criada despretensiosamente, sem pensar unicamente em/no lucro, como é o que exclusivamente ocorre hoje. As novelas tinham um porque de serem acompanhadas. Hoje não passam de repetições de causos de amor e problemas de família, o que muda é só cenário e a ambientação.

Mas por que mudou? Porque povão gosta de lixo, gosta do que é de fácil assimilação.
A TV Cultura não tem a audiência merecida, pois além de ter recursos reduzidos, não tem programas para as grandes massas. As vezes me dói ver o quanto a maioria da população aceita por pura preguiça e comodidade, pois para eles é chato um programa realmente cultural, inteligente. Preferem ver tragédias, miséria, gente chorando ou pseudo músicas que somos obrigados a ouvir, pois tem sempre um vizinho que adora compartilhar o som com a rua inteira.

A própria mídia brigou muito para que a censura acabasse e que o que fosse inteligente e interessante pudesse ser exibido, tanto na TV, quanto nos jornais. Mas hoje o que vemos são as tarjas indicando a idade apropriada durante as programações televisivas. Quem tem que decidir o que é apropriado ou não para os filhos são os pais. Na minha infância, nunca fui proibido de assistir TV até tarde da noite, embora meus pais restringissem alguns programas, o que era até aceitável. Mas não me tornei influenciável por nada estranho que tenha assistido, e que muito menos tenha alterado meu intelecto.

E o Acre tem que se render à programação gravada por causa da nova censura [e do retorno ao velho fuso horário] por conta da adequação da faixa etária. Pura demagogia de quem acha que criança dorme as 20 horas.

Na internet temos muitas coisas boas sim, mas o lixo está sempre abrindo um banner inapropriado no seu monitor, ou aquele spam inconveniente na sua caixa de e-mail. Algumas tosqueiras, confesso, são indispensáveis para uma boa risada e comentários no happy hour. Mas convenhamos, é bom e sadio também conversar um assunto interessante, ouvindo opiniões de diversas vertentes e que o toma abordado só tem a enriquecer ao nosso crescimento intelectual.

Mas vale a dica: não confie em tudo o que lê nos jornais e na internet, pois tem sempre algum pilantra de plantão querendo tirar vantagens de alguma coisa ou de você, mesmo que seja apenas para tomar seu tempo.


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sexta-feira, 7 de março de 2014

Technotronic - 25 anos


 




Faz um tempo que não escrevo sobre música aqui no blog. Então, depois de algumas pesquisas em blogs afins, vamos voltar no tempo, mais ou menos uns 25 anos atrás e conhecer a trajetória de um grupo que faz parte da história na dance music e fez o mundo inteiro dançar.

Dos zilhões de grupos de Dance Music surgidos no início da década de 90, poucos venceram o desafio da descartabilidade. Foi uma época de criatividade e oportunismo, que mostrou ao mundo um novo tipo de artista: o grupo musical que incorporava DJs, MCs, dançarinos, produtores, etc. Neste cenário caótico, surge um dos maiores sucessos em matéria de Dance Music já concebidos: o Technotronic.



Criado na Bélgica, o Technotronic veio de um lugar que nunca chegou a ser famoso como lançador de tendências (como a Holanda, por exemplo). Mas a mistura racial que caracterizava o grupo não foi exatamente concebida por um belga. A idéia original foi do ex-professor de filosofia Jo Bogaert (nome artístico de Thomas de Quincy), nascido nos EUA. No final da década de 80, ele foi morar na Bélgica, com a finalidade de se tornar um produtor e colocar em prática seu ambicioso projeto: criar uma sonoridade nova, unindo elementos do House e do Hip-hop.


 
[Jo Bogaert]


Assim que chegou à Bélgica, ele começou a correr atrás de sua ideia: mandou uma infinidade de fitas demo para vários rappers e performers, e esperou por alguma manifestação. Atenderam ao chamado MC Eric e a jovem rapper Ya Kid K (nascida Manuela Kamosi, no Zaire), que já cantava no grupo de rap Fresh Beat Productions.



Com esta salada étnica, o grupo já tinha tudo para estourar, certo? Errado! Jo resolveu contratar uma modelo sul-africana chamada Felly para ser a garota propaganda do grupo, ou seja, ela apareceria em todos os eventos caracterizando o som do Technotronic, como clips, shows e turnês. Isso, aliás, foi uma prática muito comum durante os primeiros anos da Dance Music como mania mundial. Naquela época, imagem ainda era importante na cena. Hoje, a imagem ainda é importante, porem manipulada para agradar.



Claro que a farsa não poderia dar certo por muito tempo. O primeiro single de 1989, "Pump up the Jam" estourou por completo na Europa e nos EUA, que começavam a olhar a Dance Music europeia com mais atenção. E enquanto MC Eric e Ya Kid K se esforçavam para dar conta dos shows, a modelo Felly só aparecia nas capas dos discos e até dublando! Detalhe: ela nunca falou uma só palavra de inglês. Só os fãs mais observadores sacaram isso.



A situação acabou se tornando insustentável para Bogaert, que acabou confessando que tinha contratado Felly unicamente para dar um belo look ao grupo. No fim das contas, Jo acabou dispensado Felly (seria ridículo continuar com ela), que realmente não fez muita falta, visto o sucesso que o próximo single também alcançou: "Get Up (Before The Night is Over)". Agora sim, todos conheciam a verdadeira face do Technotronic, com Eric e Ya Kid K cantando e aparecendo no clip da música.


[Mc Eric & Ya Kid K]


Dois anos se passaram desde o lançamento de "Get Up". Em 92, Ya Kid se desliga do grupo para seguir uma carreira solo. O primeiro single "Move This", originalmente um single do Technotronic lançado para um comercial de cosméticos, serviu para impulsionar as vendas de "One World Nation", nome de seu álbum. No mesmo ano, o Technotronic lança "Trip on This: The Remixes".



Em 95, o Technotronic volta à cena com uma nova formação e um novo álbum: "Recall". Embora seja um ótimo álbum, com o Technotronic detonando o som que eles próprios ajudaram a construir, "Recall" falhou em conseguir lugar nas paradas de sucesso. Os singles "Recall", "Move it to the Rhythm" e "It's Alright" apresentam tudo que a Dance Music deve ser: agressiva, uma base eletrônica sólida e vocais estridentes/provocativos. Mas, infelizmente, numa destas oscilações do gosto popular, os singles não chegaram a estourar, mas fizeram muito sucesso nos clubes europeus.



Ainda assim, o Technotronic conseguiu o que poucos grupos tinham como objetivo: ter uma estrada longa e sólida dentro da Dance Music, pois muitos grupos e subgrupos viviam com um ou dois hits de alcance mundial. Antes deles, a referência de eletrônico na segunda metade dos anos 80 eram os grupos Information Society, Depeche Mode, Erasure e New Order. Todos eles tinham uma levada mais pop, onde somente os remixes eram encaminhados para as pistas de dança. 'Pump Up The Jam' revolucionou a imagem da dance music no mundo inteiro, saindo do submundo das baladas noturnas para o dia-a-dia nas FMs, nos toca fitas de casa/carro e claro, nas filas de espera das lojas de discos para quem queria eternizar esse som no disco de vinil.



Você pode até não gostar de dance music, mas o “poperô” se eternizou como um ícone mundial, abrindo as portas desse estilo musical eletrônico, fazendo milhões de pessoas no mundo inteiro dançarem e se divertirem - mesmo sem saber o que estavam cantando. Até porque ritmo não se explica, apenas se sente. Afinal, já são 25 anos de sucesso... e 'Pump Up The Jam' não vai sair de moda tão cedo, assim espero. 



“Make my day”








(Infos do blog “MidnightParty” – com adaptações e informações adicionais)



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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Coisas da modernidade (sic)





Você só percebe que está sozinho de verdade quando a sua presença (física) não é significativa o suficiente para ser lembrada e exigida de fato.

O resto é papo furado e mimimi's de "tô com saudade" e blá-blá-blá...

Bons tempos em que a distância de contato era suprida somente por telefone fixo ou carta, pois assim dávamos um jeito de estar perto das pessoas que a gente gostava, não apenas curtindo ou compartilhando postagens virtuais, como é feito nos dias atuais.

Hoje é tudo prático... e ao mesmo tempo distante.
O pessoal virou impessoal. 
O virtual afastou o real.

Eu ainda gosto e aprecio o contato pessoal. É uma troca de energia que nenhuma modernidade virtual pode simular.

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