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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

dOiS MiL e NoVe




Me despeço de 2008 com um trecho da letra de uma música muito boa...


"Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
E o impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente..."



[Frejat - Túnel do Tempo]

[download]



A gente se encontra em 2009 !!



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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fim de Ano



Compromissos de final de ano são quase sempre puxados. 13º salário chegando [e saindo], presente pra cá, presente pra lá e contas, contas e mais contas a acertar. Prepare-se!

Esse consumismo forçado para alegrar corações que anseiam por algo material para confortá-los. A Coca-Cola mesmo é uma das responsáveis por isso, mudando a cor da roupa do bom velhinho Santa Claus, colocando a sua marca disfarçada na cor vermelha. O mais interessante é a loucura criada para que essa “magia” perpetue. Na infância, acreditei em Papai Noel até desconfiar da dificuldade dele em entrar na minha casa pra deixar o presente. Como seria isso se não tinha chaminé? Pelo ralo da pia que não iria ser. Meu pai abriria a porta pra ele? É... desconfiei bem cedo disso e o sonho acabou. O mais difícil de ter acreditado nessa fantasia era que: como um velho que não morre consegue dar conta de entregar presentes no mundo inteiro num trenó puxado por seis ou oito veados, ops, renas... e tudo isso numa única noite? Há há! E ainda ter uma fábrica com empregados anões que passam o ano inteiro trabalhando, sem férias, sem família, num frio danado? [to viajando horrores!]

Pois é, voltando pra Terra...

Quisera é ter festejado meu Natal assistindo ao show da Madonna. E não é que ela terminou a turnê grudenta e doce (Sticky & Sweet) aqui nas plagas tupiniquins, melhor dizendo, lá no Brasil? Mesmo ela nem sabendo da minha existência eu queria ter ido, se pude$$e.

Então, voltando ao Natal sem as fantasias...

Vem peru, tender, chester (que eu não sei o que é e nunca vi um vivo!), reunião de família, aquele falatório, as tias fofoqueiras querendo saber da sua vida, enfim, aquela loucura toda com um toque sutil de falsidade de alguns e o compromisso de firmar os laços familiares da grande maioria. Afinal, família é uma fábrica de loucos!

Já passei o Natal das mais diversas formas. Desde uma ceia básica com os amigos (todos longe de suas famílias) ou passando pelas experiências de ficar esperando até a meia-noite para comer aquela comida fria, as vezes sem gosto. Fala sério! Se o peru, tender, chester ou sei lá qual ave[?] for, não estiver bem temperada, é como comer isopor.

E a festa de firma/empresa? Também chamada de “confraternização”, aquela farra “bancada” pela empresa, gente aproveitando da comida e da bebida no desespero, como se fosse o último dia de vida. Quem já participou, sabe da missa de trás pra frente. Melhor nem adentrar no assunto.

Despesas, gastos, a festa perfeita[?] do Natal... tá, passou. Uma semana depois, mais festa: Reveillon*! Quem mora em região litorânea tem a chance de ver a queima de fogos na praia, pular as sete ondas, etc e tal. Quem mora em outras regiões se vira como pode, vendo a queima de fogos na praça, no lago, na orla fluvial (rsrs). Depois desse ritual, fica à critério: bares, boates, botecos, festas privé, sex, drugs and e-music e tudo o que a imaginação puder criar e o bolso permitir. Também já tive Reveillons dos mais diversos: contemplando a queima de fogos na praia de Copacabana [RJ]; com os amigos numa chácara, celebrando a amizade, brindando com champagne em volta da piscina... ou até sozinho, no meu quarto, curtindo minha solidão.

Por mais que a gente tente colocar os pés no chão e perceber que é só mais uma noite, uma virada de ano solar e reinício de mais um ano de luta, ainda acreditando que no ano seguinte a dieta vai dar certo, que o salário vai melhorar, que a tolerância vai ser minha companheira diária, blá, blá, blá...

Tá! É bom pensar que as coisas podem melhorar. Por que não? Por mais pessimista que seja, em virtude de tanta coisa ruim que vemos no nosso dia-a-dia, amanhã pode e vai ser melhor que hoje. Sempre. É bom mentalizar isso... boas energias dão equilíbrio ao corpo. Atire a 138ª pedra quem não tem seus problemas. Cada um tem o fardo que merece. Eu que sei... ô! Renove suas energias, deseje sempre o melhor e seja bom consigo, com seu corpo, com sua mente, com seu coração. Assim você pode ser bom com quem estiver perto de você, seja no Natal, no Reveillon, em qualquer data festiva do ano, ou um dia qualquer. Melhor do que morrer na praia...

Bom final de ano a todos!


*A celebração da passagem de ano é também chamada reveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".

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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente"


"Cortar o Tempo"
Carlos Drummond de Andrade


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

RBFD



Informativo

No último final de semana [12/13/14] aconteceu o Rio Branco Fashion Days. Uma idéia diferente e ousada para uma cidade ainda em crescimento como Rio Branco [AC]. A proposta foi divulgar a coleção alto verão de 10 das lojas mais conhecidas da cidade. A localização foi inusitada: nos salões internos de um estádio de futebol. Quem é daqui, não imaginava que nosso maior estádio não seria adequado para um evento desse, muito pelo contrário. O espaço e a característica rústica entre o concreto das paredes/colunas e o piso de granito contrastaram com o preto e branco das salas de desfile que, aliás, foram uma atração à parte.

No salão Chico Mendes, painéis e passarela todos em branco onde, entre tantos outros desfiles, uma pequena homenagem foi feita ao líder seringueiro Chico Mendes (morto há 20 anos) com um desfile de uma grife alternativa regional, tendo como fundo musical o som R&B e Black Soul inteligente e enérgico dos Yaconawas [banda local] interpretando a música Chico dos Chicos. No salão Plácido de Castro, painéis e passarela negros, para dar uma sensação de luz ambiente, porém não deixando de destacar as coleções das lojas somente na passarela, onde a iluminação principal não ficou a desejar.



Falando do som, não quero ser suspeito, mas a trilha sonora foi escolhida de acordo com cada tipo de moda apresentada, que por sinal foi de muito bom gosto. E a reação dos lojistas e público presente foi positiva, fazendo com que o evento, por mais que ainda pequeno, tenha sido positivo, uma vez que foi o primeiro do gênero na região norte. Mesmo com todos os percalços que ocorrem nos bastidores, na organização, o resultado foi proveitoso e deu margem para uma próxima edição, com mais preparo e garantia de ser um sucesso maior.



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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Averse*

Sonhar o impossível, querer...
Não ter quando preciso,
Perceber que não virá.
Falar o sim, ouvir o não!

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Às vezes a cabeça da gente faz uma reviravolta que bagunça tudo o que, digamos, está no seu devido lugar. Sensações que passam pela mente, pelo corpo, arrepiam, querem agir, querem acelerar. Aí vem o dito bom senso [sei!] e fala “calma, que não é por aí”. Ah, se a gente conseguisse fazer tudo que deseja... mas nem sempre é assim, não é!? Poderia, mas não é. Paciência é uma virtude que estou aprendendo a ter, mas escorrego de vez em sempre!

[Há!]

Percalços da vida que nos fazem pensar no que vale a pena ser, fazer, estar, querer, sentir e valorizar. As vezes circunstâncias bagunçam a mente da gente, mas depois tudo se normaliza, penso eu, como uma tempestade de fim de tarde que, logo depois, vem o pôr-do-sol, calmo e belo, fazendo sua reverência para a noite vir tranqüila e agradável.

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Editorial? Hoje não. Logo eu...
É bom, de vez enquando. Mas hoje é isso. Só isso.


Até a próxima loucura ou sei-lá-o-quê!

Taste it!

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*tempestade em francês

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Comporte-se

[[[ mix de auto-crítica com o cotidiano - não é 100% pessoal ]]]




Tenho pensado no que a palavra solidão tem significado no dia-a-dia comum. Já falei de outros assuntos relacionados a comportamento, de cada um na sua, etc e tal. Mas ultimamente tenho pensado muito nisso. Somos mais de 6 bilhões de habitantes humanos nesse pequeno planeta, 180 milhões só no Brasil, pouco mais de 600 mil no Acre e cerca de 320 mil habitantes aqui na capital, Rio Branco. Uma cidadezinha com pose de metrópole!

Mas e aí? Tanta gente no mundo... faz diferença quando são apenas números?

É... Sentir-se sozinho é uma merda mesmo! Não digo só de mim, pois tenho meus períodos de t.p.l. [tensão pré-lundun (coisa minha)]. E todos têm períodos assim. Quantas vezes, em meio a ambientes aglomerados, shows, shoppings, feiras, o que for, nos passa pela cabeça “o que é que to fazendo aqui...” e dá vontade de gritar “socorro, quero sumir!”. É súbito, acontece sem a gente querer, sem a gente saber, somente acontece. Sentir-se isolado.

O individualismo globalizado dessa nossa geração nos exclui de muitos mundos, de muitos nichos que, se a gente não se adaptar, não correr atrás, não se atualizar, não se entrosar, aos poucos vamos sendo excluídos. E não é só em campos profissionais ou intelectuais. Eu mesmo passo anos sem ver alguns parentes, não porque não quero, mas por opção mesmo, sem ressentimento, nem culpa. Daí você lê isso e pensa por outra perspectiva: e porque eles também não te procuram? Eles podem não querer também, opção deles!

Agora com amigos (há!) a coisa muda de figura.

Observando algumas experiências próprias, alheias, alguns filmes, novelas, seriados e reportagens em todas as mídias a respeito disso, vejo que as amizades estão muito volúveis hoje. Se eu tenho algo bom pra oferecer, eu sou visado, lembrado ou mesmo bajulado. Se não tenho ou se por motivo de força maior preciso ficar recluso, sou abandonado [acho que já escrevi isso em outro post – nossa, que coisa deprê!]. Não sei se você entende o que quero dizer. Às vezes de tanto correr atrás eu canso, porque fico sempre atrás. E cansar disso me faz querer não correr mais. E quem deveria ser alcançado acaba indo embora, pois não percebeu que tinha alguém o procurando. Aí vem... a decepção. Tento me policiar para não criar expectativas com muitas, muitas coisas no decorrer da minha vida. Mas sou imperfeito, e caio em algumas situações que não deveria – mas assim vou aprendendo. E não é apanhando na vida que se amadurece [ou se revolta]? Ainda estou em processo e muita gente também, ô!

Saudade do colo-de-mãe...

Melhor sozinho do que mal acompanhado? Com certeza! Embora nem sempre estar sozinho signifique auto-suficiência [eu hein! pé de pato, bangalô, três vezes! isola!]. O estar sozinho não contextualiza solidão. Uma coisa nem sempre tem a ver com a outra. Solidão interior é pior do que solidão física. Pode ser carência? Talvez sim, talvez não. É confuso, né!? Erramos em querer enxergar nós mesmos nas pessoas próximas de nós [nos amigos], mas esquecemos que a diferença é que nos atraiu a eles. Gosto e preciso da minha individualidade, como também de pessoas. Gosto de ter meus momentos de estar sozinho, mas não gosto de sentir solidão. Não mesmo.




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